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A coluna volta ao seu modo normal!

Depois de uma pausa de aproximadamente um mês com os mais variados power rankings por conta da tradicional falta de pauta em junho e também porque estávamos todos muito entretidos com a Copa do Mundo, estamos agora oficialmente em modo turbo para a temporada 2018. As prévias de temporada já vão começar a ser publicadas!

1. A NFL é um negócio que pode ser duro as vezes. É isso.

Os Steelers sabem que têm em Le’Veon Bell o melhor running back da liga, e LeVeon Bell sabe que é o melhor running back da liga. A dura realidade é que corredores tem um valor baixíssimo atualmente e as organizações não estão dispostas a investir muito dinheiro numa posição que apresenta risco tão alto – o que é certo.

O que também é certo é que Bell tem todo direito de brigar por cada centavo possível. Se corredores não tem valor atualmente – seja pela durabilidade, seja pela ascensão do jogo aéreo como principal arma de um ataque -, por qual motivo ele deveria abdicar de lucrar o máximo possível ao longo de sua carreira? Bell vai jogar em 2018 sob a franchise tag e é certo afirmar que Pittsburgh não a aplicará novamente na temporada seguinte. Ele se projeta como o principal free agent a atingir o mercado em 2019.

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2. De toda forma, seria imbecilidade rescindir a franchise tender a esse ponto da temporada.

Bell é o melhor running back da liga e a janela dos Steelers com Ben Roethlisberger pode estar em seu último ano. Existe uma chance de ele não se dedicar 100% em todos os momentos? Sim, existe. Ainda assim, talento demais para ser ignorado. Ele não vai se poupar em janeiro.

3. Gosto da decisão de Lions e Cowboys de não fecharem a longo prazo com Ziggy Ansah e DeMarcus Lawrence, respectivamente

A situação é praticamente semelhante: os dois times usaram em março a franchise tag em seus pass rushers, que vinham de excelente temporada. O grande problema é que nenhum deles foi consistente o suficiente ao longo da carreira para justificar um alto investimento das duas organizações. Claro, eles podem repetir a ótima temporada e os preços subirem mais, mas é uma aposta válida.

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4. A estratégia de Draft dos Ravens faz agora mais sentido pra mim.

Escolhas de primeira e terceira rodada foram utilizadas em tight ends pela organização, e essa decisão parecia realmente muito ruim há algum tempo. No entanto, os times que atacam o meio do campo em jogadas de passe curto tem 8% de sucesso a mais do que nas jogadas em que atacam as laterais (61% a 53%, diga-se).

O que isso tem a ver com Baltimore? Os Ravens são o time que mais passam a bola para o meio do campo em toda a liga, sabendo que essa é uma vulnerabilidade das defesas. Em 32% das jogadas em 1ª/2ª descida o time passou para essa faixa do campo e em 62% das jogadas o resultado foi produtivo. Tight ends são tradicionalmente alvos pelo meio do campo: assim a equação se fecha.

5. As recentes declarações de Ben McAdoo são exatamente o que se esperaria dele. 

Em recente entrevista ao New York Post, o ex-treinador dos Giants deu diversas opiniões polêmicas acerca dos times da NFC East, bem como sobre alguns dos jogadores de seu ex-time. McAdoo não se preocupa com o que alguém pensa – afinal, ele não responde a ninguém e é livre pra dar opiniões; sua teimosia de ouvir os outros é o grande problema da questão e foi parte do que resultou em sua demissão.

É completamente desnecessário criticar os jogadores de seu ex-time, especialmente porque você treinou alguns deles.

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6. Eu acho que a NFC East está recheada de ótimos tackles.

Essa é uma opinião que eu já dei no Twitter: num top 5 da posição – sem separar por lado -, quatro deles seriam jogadores da divisão leste da conferência nacional. Trent Williams, Tyron Smith e Lane Johnson dispensam comentários – todavia, é comumente esquecido o quão alto estava o nível de Jason Peters até sua lesão no ano passado.

A única exceção seria David Bakhtiari, left dos Packers que é praticamente impenetrável quando protegendo em jogadas de passe.

7. Darren Sproles voltou para sua última temporada em busca de um novo recorde. Eu não imagino que ele consiga.

Sproles tem 19.155 jardas de scrimmage na carreira, a oitava maior marca da história, e precisa de pouco mais de 500 para ultrapassar Tim Brown, quinto colocado na lista e o jogador que ele mira. Embora a diferença não seja grande, é difícil imaginar aonde Sproles terá espaço num backfield com Jay Ajayi e Corey Clement vindo de ótima temporada; com a alteração nas regras de kickoff, os retornos estarão ainda mais limitados. Não acho que ele consiga.

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8. É um saco quando calouros demoram para assinar o primeiro contrato.

Os Bears dãoício ao training camp essa semana com os calouros, e Roquan Smith ainda não reportou ao time. Não é um holdout oficial até o dia 19, quando os veteranos também reportam, mas com a falta de um contrato assinado ele ainda não é esperado em Chicago. Cada segundo de adaptação é importante para um primeiranista e essa novela é maçante – Joey Bosa em 2016 que o diga.

9. O mercado de free agents ainda tem ótimos nomes.

Na semana em que os training camps oficialmente começaram, alguns bons jogadores ainda estão sem contrato com qualquer franquia. Bashaud Breeland, Eric Reid, NaVorro Bowman e Johnathan Hankins possuem qualidade para serem titulares em um alto número de equipes.

10. Faltam menos de 50 dias para oício da temporada regular. Setembro sempre chega.

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