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O Super Bowl LII está se aproximando. Torcedores de New England Patriots e Philadelphia Eagles estão provavelmente já roendo as unhas de nervoso, preparando todas as superstições para que o desfecho seja positivo para seu respectivo. Pois bem, nem todas as superstições funcionarão – afinal, a partida em Minneapolis não pode terminar empatada.

Por isso mesmo, vencerá quem tirar maior proveito das oportunidades que se apresentarem. O New England Patriots, mais que acostumado ao grande palco, precisa trazer o que há de melhor ofensivamente para lidar com a agressividade da defesa dos Eagles, além de segurar o ímpeto das várias possibilidades do ataque adversário, para lá de bem construído por Doug Pederson.

“patriots"

1) Forçar o Philadelphia Eagles a jogar em zona

Pode parecer esquisito – afinal, quem define as chamadas defensivas é o próprio Philadelphia Eagles. Pois bem, para que o time comece a optar por coberturas soft, por assim dizer, é fundamental desgastar a unidade defensiva adversária. E todos nós sabemos muitos bem que o uso dos running backs do New England Patriots faz esse trabalho muito bem.

Utilizar James White e Dion Lewis nos passes curtos faz com que os defensores fiquem em campo mais tempo, se desgastem mais e, eventualmente, tenham que abandonar ainda que parcialmente a agressividade pela qual são conhecidos. Campanhas longas, conquistando primeiras descidas sucessivas farão com que o Philadelphia Eagles comece a dar looks em zona para Tom Brady. Se fizerem isso, o camisa 12 vai agradecer – sabemos o que o quarterback faz com coberturas em zona.

Aconteceu com o Jacksonville Jaguars no segundo tempo do AFC Championship Game, aconteceu com o Pittsburgh Steelers no AFC Championship Game do ano passado e com o Atlanta Falcons no Super Bowl LI.

Basta uma cobertura em zona para que Tom Brady a explore. O primeiro touchdown de Danny Amendola contra o Jacksonville Jaguars foi justamente dessa forma – o wide receiver correu uma rota cross na frente dos linebackers, enquanto Dwayne Allen cruzava o campo por trás, forçando que os defensores ficassem mais recuados nas suas zonas. Moral da história: seis pontos no placar para o New England Patriots.

Claro que a profundidade do front seven do Philadelphia Eagles é maior do que os adversários anteriores do New England Patriots – mas ainda é essencial que os Patriots usem a técnica “morte por mil cortes” para cansar a unidade dos campeões da NFC.

2) Nate Solder e Joe Thuney precisam repetir o que fizeram no AFCCG

left tackle Nate Solder e o left guard  Joe Thuney fizeram um trabalho maravilhoso contra o pass rush do Jacksonville Jaguars no lado esquerdo da linha. O trabalho de proteção a Tom Brady se torna ainda mais importante se considerarmos a rotação no pass rush Philadelphia Eagles. Todos sabemos que umas das chaves para vencer o New England Patriots é manter Brady desconfortável no pocket.



O trabalho da linha ofensiva precisa ser praticamente impecável. O lado direito da linha ofensiva no AFCCG não foi tão bem quanto o outro lado, e esse pode ser o calcanhar de Aquiles para o ataque do New England Patriots. Proteger o Tom Brady a qualquer custo – vencer o sexto Vince Lombardi passa necessariamente por um camisa 12 tranquilo para desenvolver o ataque.

3) Controlar a posição de campo com os times especiais

Quando um retornador faz o fair catch depois de um punt, muitas vezes sequer piscamos ou pensamos em analisar o impacto que isso pode ter numa partida. Pois bem, Bill Belichick sabe muito bem o quão importante os times especiais são para uma equipe bem sucedida, e não é à toa que o New England Patriots conta com special teams tão eficientes.

Ryan Allen, punter da franquia, conseguiu colocar o Jacksonville Jaguars em diversas posses dentro da própria linha de dez jardas. Conseguir colocar o time em posições de campo precárias fará com que o adversário tenha que fazer um punt de dentro da própria end zone. Nesses casos, a preocupação do time que chuta a bola é evitar uma tragédia, e precisa colocar mais jogadores na proteção do punter. Como resultado, há mais espaço para o retornador conquistar ainda mais espaço – como Danny Amendola o fez no quarto período da vitória no AFC Championship Game, resultando numa campanha de touchdown.

Leia também: 5 coisas que os Eagles precisam fazer para ganhar o Super Bowl

Ryan Allen é excelente em colocar a bola onde ele quer, especialmente se fizer punts mais perto do meio do campo. Evitar conversões de quarta descidas desnecessárias não só evita que uma catástrofe em termos de field position, mas força os adversários a começarem campanhas no buraco. Observem como os times especiais farão a diferença nesse Super Bowl – como fez para o New England Patriots em toda a temporada de 2017.

4) Fazer a secundária de Philadelphia pagar pela própria agressividade

É basicamente o que escrevi na prévia do NFC Championship Game. Brandin Cooks e Chris Hogan precisam fazer os cornerbacks do Philadelphia Eagles pagarem pela tendência de tentar antecipar as rotas dos adversários.

Assim, o papel dos wide receivers é de criar iscas para que a agressiva secundária de Philadelphia ataque as rotas curtas. Pode dar certo uma vez, defletindo um passe, ou dar certo até uma segunda vez. Só que, uma vez que os cornerbacks estejam condicionados a “morder” nas rotas, um double move tira um defensor da jogada e Tom Brady pode castigar a secundária dos Eagles no fundo da campo.

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Brandin Cooks pode fazer isso de maneira excepcional. O ex-Saint é extremamente veloz; se ele conseguir superar as dificuldades que tinha com marcações homem-a-homem, basta uma sluggo route para que o camisa 12 o encontre rumando para a end zone.

5) Confundir Nick Foles

Sabemos que o Philadelphia Eagles vem com toda força do elenco, e com seu quarterback reserva comandando as correntes do ataque. Apesar de ter tido um desempenho excepcional contra a forte defesa do Minnesota Vikings, os Patriots precisam criar dificuldades nas leituras de Nick Foles.

A secundária precisa fazer com que o signal caller tenha dificuldade em diagnosticar as coberturas e marcações. Utilizar Butler, Gilmore, McCourty e Chung mudando de posicionamento antes e depois do snap pode dar o tempo necessário para a defesa diagnosticar as rotas e para o pass rush ter mais alguns segundos para tentar derrubar Nick Foles. É a hora para Matt Patricia mostrar o pedigree ao lado de Bill Belichick e justificar seu potencial de head coach.

Se o New England Patriots conseguir fazer o que faz tão bem há tantos anos, o time tem tudo para levar o sexto Vince Lombardi para casa. Cabe ao Philadelphia Eagles a árdua tarefa de parar o maior quarterback de todos os tempos, e, convenhamos, isso é mais fácil falar do que fazer.

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