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Na tarde de quarta-feira, o Philadelphia Eagles fez mais um move que deixou a NFL em estado de choque: a organização trocou o recebedor Marcus Johnson + uma escolha de quinta rodada para o Seattle Seahawks, em troca do defensive lineman Michael Bennett e uma escolha de sétima rodada.


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A troca em si saiu bastante barata para Philadelphia: Johnson esteve presente no elenco ao longo de 2017 depois de impressionar no training camp, mas não teve um impacto decisivo ao longo da temporada. Em troca (e, contando que escolhas de quinta e sétima rodada não tem grande impacto), os Eagles recebem mais um grande jogador para aquela que já era uma das melhores – se não, a melhor – linhas defensivas da NFL.

Leia também: Seahawks trocam o DE Michael Bennett para o Philadelphia Eagles

Porém…

A adição de Michael Bennett ao elenco aumentou ainda mais o déficit no teto salarial da equipe. Explicando: desde 1994, a NFL tem um teto salarial rígido. As equipes NÃO PODEM ultrapassar esse valor no primeiro dia do ano fiscal – dia 14 de março, 18h neste ano – ou a NFL nulifica os últimos contratos assinados.

Atualmente, o Philadelphia Eagles está com mais de 15 milhões ACIMA de seu teto permitido para a temporada de 2018. Howie Roseman é um mago do salary cap – isso já sabemos. Contudo, se a equipe quiser agir durante o período de free agency, que se inicia no dia 14, alguns jogadores terão de ser cortados ou trocados de modo que a organização consiga obter um pouco de alívio na folha salarial.

São alguns possíveis movimentos:

1: Dispensar Torrey Smith

Esse é o corte mais fácil e óbvio. O Philadelphia Eagles possui uma opção no contrato do jogador que permite-lhes dispensá-lo sem qualquer dinheiro preso (dead money) atrelado ao teto salarial da próxima temporada. Em 2018, Smith está avaliado em cinco milhões de dólares; com Mack Hollins apresentando um bom desempenho enquanto calouro e com a produção do veterano muito abaixo de seu valor, é quase certo afirmar que o contrato de Torrey será rescindido até dia 14.

1.b Trocar Torrey Smith

Panthers trocando o CB Daryl Worley para os Eagles pelo WR Torrey Smith. Ok. Howie Roseman ataca novamente: em vez de cortar um jogador e sair de mãos abanando, ele conseguiu um cornerback (certa necessidade dos Eagles, ao menos em termos de profundidade de elenco) num contrato de calouro. Só Deus sabe como ele arquitetou isso.

2: Dispensar Brent Celek

Embora seja uma lenda na história dos Eagles, o tight end é bastante caro para a franquia e, dispensando-o antes de 1/6, a organização abriria mais cinco milhões no teto salarial.

Celek já declarou que não pretende se aposentar apesar da idade avançada; no entanto, ele oferece quase nenhum valor além de ser um ótimo bloqueador. Outro movimento que possivelmente veremos nos próximos dias.

3: Dispensar (ou trocar?) Vinny Curry

Essa é uma ação um pouco mais complicada. Curry custará 11 milhões aos cofres do Eagles se mantido no elenco com o contrato atual; todavia, a aquisição de Michael Bennett reduzirá ainda mais o tempo de jogo do defensive end, que já teve o número de snaps diminuído em 2017 – quando Philadelphia selecionou Derek Barnett na primeira rodada do Draft.

Se dispensar o jogador, outros cinco milhões serão abertos na folha salarial; entretanto, seis milhões seriam o famoso “dead money” – quando uma equipe precisa usar um espaço no cap para um jogador que já não está no elenco (por conta do dinheiro garantido no contrato).

4: Trocar Nick Foles

Sim, sabemos. MVP do Super Bowl e tudo o mais… O fato é que não há a menor dúvida: Carson Wentz (saudável) é o líder do Philadelphia Eagles. Sabemos agora o valor que possui um bom quarterback reserva, mas para um time tão acima do teto, os 5,2 milhões que serão abertos numa possível troca de Foles seriam muito, muito bem-vindos. E potenciais escolhas de Draft – que seriam convertidas em jogadores com contrato mais barato do que os contratos de veteranos – seriam igualmente ótimas.

A equipe leva bastante fé em Nate Sudfeld e, se confiá-lo o posto de principal reserva com Wentz titular, os Eagles ainda estariam bastante tranquilos com a situação de seus passadores.



5: Reestruturar contratos

Em 2017, o time que já estava apertado em espaço disponível reestruturou o contrato de Rodney McLeod e conseguiu aliviar um pouco sua situação. Isso pode acontecer novamente com alguns jogadores – duas das maiores probabilidades são Jason Peters e Fletcher Cox, que possuem um impacto na folha de $10,6M e $17,9M, respectivamente.

Roseman poderia reestruturar tais contratos de modo a abaixar o impacto de 2018 e transferi-lo para outros anos. É um move arriscado com olhos no futuro, é claro; no entanto, a situação já não é nem um pouco fácil atualmente.

Leia mais:   Com 3 TDs de A.J. Green, Bengals vencem Ravens no primeiro TNF do ano

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