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Apontado por muitos como o principal recebedor disponível na classe de free agents de 2018, Jarvis Landry não chegará ao mercado. O Miami Dolphins aplicou a franchise tag no jogador, garantindo sua permanência na Florida, caso não seja trocado, na temporada de 2018 por um contrato no valor de 16 milhões de dólares. Com esse valor, Landry será o terceiro recebedor mais bem pago da NFL no ano em questão, atrás apenas de Antonio Brown (17,0 milhões de dólares) e DeAndre Hopkins (16,2 milhões de dólares).

O valor em si é altíssimo para um jogador do calibre de Landry.

Sim, as estatísticas cruas (269 recepções no slot desde 2014, um passer gerado de 124.1 na red quando chamado… enfim) podem induzir o fã menos atento a pensar que ele é um grande recebedor – não é bem assim e números mentem. O wide receiver não tem velocidade suficiente para gerar big plays de forma constante ou conseguir separação suficiente para ser uma grande ameaça no outside (ou seja, jogando mais afastado da linha). O problema é que o esquema de Adam Gase é montado de forma que se espere mais de Landry ao mesmo tempo que não se dê oportunidades suficientes para tal.



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De tudo que possa causar estranheza na aplicação da tag, o valor de 16 milhões é certamente o fator mais importante. 16 milhões é um preço justo para os recebedores de elite da liga, e embora grande parte da liga utilize 11 personnel de forma majoritária nos dias de hoje – e, dessa forma, com um slot receiver em campo -, nenhum jogador dessa posição é digno de um valor tão alto. Nem mesmo Doug Baldwin, que é o melhor da liga no quesito, recebe um salário tão elevado (11,5 milhões de dólares). Em contraste, a projeção é que o Dolphins adentre a nova temporada com um espaço disponível na folha salarial por volta dos 8 milhões.

Outro ponto importante a ser lembrado é que, até a assinatura da tag por parte de Landry – e ele pode prolongar a mesma até 16 de julho -, o recebedor e a organização podem continuar a negociar um contrato de longo-termo e, dessa forma, abaixar o cap da temporada de 2018. Em termos práticos: o Miami Dolphins só aplicou a franchise tag em Jarvis Landry para mantê-lo longe do mercado ao mesmo tempo que continua negociando um contrato de longa duração. Na pior das hipóteses, o jogador assina a tag e joga num contrato de um ano em 2018. Ou tenta trocá-lo.



É uma decisão com diversos pesos e medidas diferentes e que vai gerar as mais diversas opiniões. Landry é um jogador de suma importância para a franquia apesar de tudo, e é importante para o Dolphins contar com o jogador no longo prazo. O que pesa contra Miami é que a oportunidade de assinar um contrato de longa duração esteve presente na última intertemporada e a organização não a aproveitou – isso foi a grande lambança aqui. 16 milhões por um jogador que não produz perto desse valor é uma decisão ruim, mas entendível pensando nos próximos anos.

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