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Pelo dinamismo propiciado pelo Draft, teto salarial e mudanças nas comissões técnicas, cada temporada da NFL traz consigo surpresas, de maior ou menos impacto. Elegemos aqui as surpresas – positivas e negativas – que a temporada de 2016 nos trouxe.

1) O Carolina Panthers vai de campeão para lanterna da NFC South

O Super Bowl 50 foi palco para o esmagador Carolina Panthers, com um ataque dinâmico baseado em corridas e na habilidade de Cam Newton em resolver com as pernas quando necessário. Do outro lado da bola, um front seven liderado, ao meu ver, pelo melhor inside linebacker em atividade na NFL, Luke Kuechly servia de pilar para impedir o jogo terrestre. Tudo isso com o guarda-chuva de uma secundária que em 2015 foi capitaneada por Josh Norman e com um misto de nomes experientes e jovens, como Charles Tillman, Tre Boston, Roman Harper e Kurt Coleman.

Pois bem, sem a experiência em 2016 na secundária – apenas Boston e Coleman ficaram para 2016 – o Carolina Panthers apostou quase tudo em defensive backs jovens. E foi a porta de entrada para uma temporada de erros. Enfrentando um calendário muito mais difícil que o de 2015, o time da Carolina do Norte foi de uma potência para uma das decepções do ano.

Os adversários exploraram com muita eficiência o jogo aéreo – quem não lembra do jogo de 300 jardas do Julio Jones? – enquanto Cam Newton não estabeleceu o ritmo ofensivo que consagrou os Panthers em 2015. Sem uma linha ofensiva firme, o camisa 1 sofreu demais com pressões durante toda a temporada regular. Tendo que lançar mais bolas, muitas vezes sem a proteção necessária, Newton acabava cometendo mais erros e dando margem para turnovers acontecerem.

O desfecho 6-10 e a lanterna da NFC South marcam um ano de regressão para a equipe. Depois de três títulos de divisão consecutivos, o Carolina Panthers busca retomar a forma recente em 2017. Veremos a progressão desta secundária e a evolução dessa linha ofensiva para setembro.

2) A defesa do New York Giants foi uma força a ser batida

Investimentos gigantescos na intertemporada/free agency por muitas vezes acabam em decepções. Lembram do Albert Haynesworth no Washington Redskins em 2009? Pois bem, os rivais do New York Giants trouxeram o cornerback Janoris Jenkins, e dois jogadores de linha defensiva: o edge rusher Olivier Vernon e o defensive tackle Damon Harrison, além do linebacker Keenan Robinson.

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Três nomes novos para uma defesa que não tivera uma temporada de 2015 memorável. Era possível que essas novas contratações só vingassem em 2017, um ano depois de construírem uma química. Não foi o que aconteceu. Já em 2016, ao lado de uma temporada magnífica do safety Landon Collins, o New York Giants foi uma potência defensiva muito antes do que a expectativa geral.

Damon Harrison foi possivelmente um dos melhores defensive tackles contra o jogo corrido; Vernon e seus 8.5 sacks e 37 apressamentos de passe falam por si só. Landon Collins e Janoris Jenkins lideraram uma secundária agressiva capaz de limitar os melhores wide receivers. Com o calouro de 2016 Eli Apple ainda em desenvolvimento, a temporada mostrou que a defesa do New York Giants pode ser uma pedra no sapato da NFC East por uns bons anos.

3) O Oakland Raiders ressurgiu depois de uma década apática

Eu não quero chamar de surpresa – aqui no ProFootball estávamos muito otimistas em relação aos Raiders depois da offseason. Ainda assim, era uma expectativa muito maior em cima da defesa do que do ataque. E foi aí que podemos chamar de surpresa. Derek Carr liderou um ataque magnífico em 2016. Apoiado por uma das melhores linhas ofensivas da NFL, o Oakland Raiders castigou os adversários anotando pontos no placar ao invés de evitando-os. Com exceção de Khalil Mack, a defesa do time da Califórnia foi bastante generosa com os quarterbacks adversários, por assim dizer.

Ainda assim, Carr teve uma temporada que o alçou como um candidato ao título de MVP. Basta ver a queda vertiginosa do ataque da equipe após sua lesão. A calma, precisão e força do camisa 4 foram a força motriz dos Raiders em 2016. Esse nível de execução ofensiva, explorando seu ótimo duo de wide receivers foi a tônica do Oakland Raiders na temporada – uma grata surpresa para apenas o terceiro ano de NFL para Derek Carr.

4) Jay Ajayi e o Miami Dolphins vão para a pós-temporada

Foi uma surpresa por dois motivos: o Miami Dolphins começou o ano com uma vitória e quatro derrotas, apenas para emendar seis vitórias consecutivas e se consolidar como um candidato à pós-temporada. O segundo motivo foi o começo de ano conturbado na posição de running back, com Adam Gase implementando um rodízio de quatro jogadores, sem que ninguém estabelecesse um ritmo de jogo.

Coincidentemente (ou nem tanto assim), desde que Adam Gase desistiu de fazer um rodízio de quatro running backs, o time começou a ganhar. Jay Ajayi foi o responsável principal pela sequência de seis vitórias consecutivas dos Dolphins que os credenciaram à pós-temporada. Ajayi teve três partidas de mais de 200 jardas – o lendário running back Emmitt Smith, hall of famer, teve um jogo de mais de 200 jardas na carreira, em 1993.

5) O ataque do Atlanta Falcons se saiu muito melhor do que qualquer um poderia esperar

Sabíamos que o Atlanta Falcons tinha um ataque sólido, com um dos melhores wide receivers da liga, um quarterback produtivo e o o jogo corrido de Devonta Freeman. Agora, a maneira que o time jogou durante toda temporada regular e pós-temporada, especialmente ofensivamente, foi espetacular.

O esquema ofensivo do então coordenador ofensivo Kyle Shanahan abusava de movimentações pré-snap, play actions e explorava matchups favoráveis para seus jogadores ofensivos, transformando a vida de qualquer defensor em um inferno. Matt Ryan, com muita justiça, foi eleito MVP com muita justiça. O camisa 2 era o comandante do líder da NFL em pontos por partida (38.3) e segundo ataque em jardas totais por jogo (415.8), Matt Ryan teve o ano que o torcedor do Atlanta Falcons sonhava. A meras 56 jardas de bater a marca das 5.000, foram 38 touchdowns aéreos e apenas 7 interceptações, colocando o time da Georgia de bye na primeira semana da pós-temporada.

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6) Os calouros-maravilha do Dallas Cowboys

A maior surpresa fica para o final! Tudo bem, Ezekiel Elliott era um baita prospecto antes do Draft, e ele ser selecionado pelo Dallas Cowboys foi como uma mão vestindo a luva. Afinal, correr atrás de Travis Frederick, Zack Martin, Tyron Smith e companhia é tudo que um jovem running back pode querer. Agora, o impacto que o quarterback calouro Dak Prescott teve no ataque ninguém poderia ter previsto.

O camisa 4 foi excelente na pré-temporada, temporada regular e pós-temporada. Substituindo um dos ótimos quarterbacks da liga, Tony Romo, Prescott conquistou a vaga de vez, mesmo com a disponibilidade do camisa 9 voltar à equipe no decorrer da temporada regular.

Foi pela ameaça aérea de Prescott que Elliott conseguiu ser uma força tão grande – e vice-versa. Essa simbiose no ataque do Dallas Cowboys, que motivou Dak Prescott a pedir uma faca para dividir o prêmio de Calouro Ofensivo do Ano, foi a maior surpresa da NFL em 2016.  O futuro se mostra brilhante para o time do Texas, que se reencontrou com sua vocação para a glória na última temporada.

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“RODAPE"