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As lesões que podem influenciar o valor dos prospectos no Draft 2017

As lesões que podem influenciar o valor dos prospectos no Draft 2017

Os preparativos para o draft se iniciam muito antes dos três dias de escolhas no final de abril. Além, claro, de toda a carreira universitária de cada jogador, os olheiros das equipes da NFL se debruçam sobre os testes físicos, entrevistas e, também, sobre o histórico de saúde dos prospectos.

A cada ano, durante o processo de preparação para o draft, sempre nos deparamos com dois tipos de situação: os jogadores que têm um histórico complicado de lesões ao longo de seu período no futebol universitário e aqueles que sofrem contusões graves já na reta final do processo, comprometendo inclusive seus momentos iniciais na NFL.

Estas situações inevitavelmente influenciam as decisões das equipes na hora do draft. Afinal, particularmente na primeira rodada, os times buscam jogadores que possam contribuir imediatamente e de maneira duradoura.

Em 2017, como acontece em todos os anos, temos vários prospectos que trazem riscos às equipes relacionados a lesões. Hoje o Pro Football traz uma visão geral dos jogadores cotados para seleção na primeira rodada do draft cujos problemas físicos podem trazer problemas para o início de suas carreiras profissionais.

Corey Davis, Wide Receiver – Western Michigan

O produtivo wide receiver de Western Michigan, um dos melhores da classe de 2017, vem com um grande questionamento. Davis não participou de todo o processo de testes físicos de preparação para o draft, devido a um contusão no tornozelo.

Uma lesão que, mesmo já corrigida cirurgicamente,  impede toda a participação do jogador tanto no combine quanto no pro day de sua universidade deve ser considerada  como séria. Até o momento é incerto o tamanho do impacto desta lesão na primeira temporada de Davis na NFL. Em uma posição em que o “posto” de melhor recebedor da classe ainda está em aberto (entre Davis e Mike Williams, de Clemson), esta dúvida pode ser o fator decisivo em favor de Williams.

Malik Hooker, Safety – Ohio State

O free safety de Ohio State, que vem gerando comparações com o grande Earl Thomas, do Seattle Seahawks, tem sobre si algumas dúvidas de ordem física. Hooker foi submetido, em janeiro, a duas cirurgias, uma no quadril e outra para corrigir uma ruptura da musculatura abdominal.

O fato de Hooker não participar do combine e de seu pro day fez com que algumas pessoas sugerissem que suas perspectivas de recuperação completa não são tão boas. Assim, Hooker teria optado por abrir mão da sua elegibilidade universitária e partir para a NFL, “garantindo” o seu contrato antes de ficar claro que ele talvez não retorne a ser o mesmo jogador. É claro que, até o momento, isso não passa de especulação. Ainda assim, pode ser o suficiente para deixar as equipes da NFL com a popular pulga atrás da orelha.

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Sidney Jones, Cornerback – Washington

Durante as primeiras etapas do processo de avaliação dos prospectos, Sidney Jones vinha se destacando como um dos principais cornerbacks disponíveis para seleção. Veloz, adaptável a diversos tipos de cobertura, capaz de atuar na extremidade e no slot, Jones era especulado como possível escolha no top 10 do draft.

Tudo ia bem para Jones até que, no pro day, o cornerback sofreu uma lesão do tendão de Aquiles que, muito provavelmente, o impedirá de participar em todo o programa de treinamento de intertemporada do time que o selecionar. Além deste fato, já muito importante para a adaptação de um calouro à NFL, não é garantido que Jones esteja pronto para o início da temporada. Será que vale gastar uma escolha tão elevada em uma aposta tão grande?

Takkarist McKinley, Edge – UCLA

Em uma classe de edge rushers profunda, mas de nível talvez não tão elevado quanto inicialmente imaginado, qualquer informação sobre uma eventual vantagem ou desvantagem de algum prospecto pode fazer muita diferença para as equipes. No caso de McKinley, um dos candidatos a “melhor do segundo grupo” de pass rushers, um fator pode prejudicá-lo.

Após o combine, Takk foi submetido a uma cirurgia no ombro, que pode deixá-lo fora de ação por até 6 meses, fazendo com que o jogador possa perder o início da temporada. Desta forma, equipes que tenham dado a McKinley uma nota similar à de outros edge rushers talvez optem por escolher um jogador que possa contribuir mais rapidamente para o time.

Fabian Moreau, Cornerback – UCLA

O caso de Moreau se assemelha ao de seu companheiro de posição Sidney Jones. Moreau, após um combine em que sua velocidade chamou a atenção, sofreu uma grave contusão no seu pro day.

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Após a recente cirurgia para correção da ruptura do músculo peitoral, o cornerback deve ficar um bom tempo longe dos campos. É bastante provável que vejamos Fabian Moreau cair bastante no draft 2017. Além disso, esta contusão, muito limitante, pode prejudicar bastante a performance do jogador em seu retorno.

John Ross, Wide Receiver – Washington

Finalmente, chegamos a John Ross. O recebedor fez muito barulho no combine, quando bateu o recorde de marca mais rápida de todos os tempos nas 40 jardas. Com 4,22 segundos, Ross bateu a marca anterior, do running back Chris Johnson. No caso de John Ross, não houve nenhuma contusão catastrófica já no processo de preparação para o draft. Apesar disso, o histórico de lesões do jogador pode assustar algumas equipes.

Ross já teve diversas lesões graves nos joelhos, como ruptura de ligamento cruzado anterior à esquerda e lesão bilateral dos meniscos. Recentemente, ainda, o recebedor foi submetido a uma cirurgia de microfratura no joelho, de recuperação completa difícil e prolongada, além de outra intervenção no ombro. Até o momento, ao menos a velocidade de Ross ainda não foi prejudicada. Anda assim, mais um vez, na hora decisiva do draft, é possível que este histórico faça com que as equipes olhem para John Ross com cautela.


O draft da NFL segue sendo, como sempre, praticamente imprevisível. Quem serão as escolhas que darão certo? Quem serão as farsas (“busts“)?  Ainda é cedo para sabermos. O que sabemos é que os jogadores compõem esta lista chegam ao dia da seleção com alguns questionamentos importantes sobre seu estado físico. Resta ver quais equipes acharão que vale a pena correr esse risco.

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Segue a NFL desde a década de 90, com interesse especial em aspectos relacionados às estratégias de jogo, performance de quarterbacks e avaliação de prospectos para o draft, além de besteiras em geral. Redator do Pro Football desde 2016.

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