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Não dá para dizer que os Jets não tentaram resolver de uma vez por todas seu eterno problema under. A franquia foi atrás de Kirk Cousins e, segundo informações, estava disposta a fazer uma verdadeira loucura financeira para contratar o ex-quarterback de Washington – Cousins, porém, preferiu Minnesota. New York provavelmente também sonhou com Drew Brees, pelo menos de acordo com os boatos dos últimos dias, mas o signal caller permaneceu em New Orleans, conforme era esperado.

Sem conseguir assinar com os medalhões da Free Agency, o general manager Mike Maccagnan foi obrigado a mudar de estratégia. Assim, Josh McCown e Teddy Bridgewater entraram em cena e o time trocou três escolhas de segunda rodada (mais a de primeira) pela terceira escolha geral de 2018 – mui provavelmente para draftar um quarterback. Antes de falar sobre esse jovem potencial, falemos de outro e foquemos na free agency.

Segundo o que foi apurado pela mídia norte-americana, Bridgewater e McCown fecharam contratos de uma temporada com a equipe, sendo que McCown receberá 10 milhões de dólares e Bridgewater, no máximo, 15 milhões. O contrato de Bridgewater é bem interessante. Garantido, mesmo, 6 milhões. Se ele for cortado antes da temporada, os Jets economizam o restante. Ou seja: caso Teddy não estreja recuperado da horrenda lesão que sofreu antes da temporada de 2016, o time não hipoteca o teto salarial num jogador que não está apto para jogo.

Embora estejam longe de ser nomes badalados como Cousins ou Brees, os dois foram boas aquisições sob a ótica do “baixo risco, alta recompensa”, sobretudo quando pensamos no caso de Bridgewater: um jogador com ótimo potencial, mas que desperta dúvidas por conta de sua condição física. Se der certo, os Jets talvez tenham ganhado na loteria. Por outro lado, se der errado, eles podem rapidamente seguir em frente sem maiores traumas ou prejuízos, pois o investimento feito no ex-quarterback dos Vikings não foi dos maiores.

Em Nova York, Bridgewater tem a chance de voltar a ser titular na NFL

Às vésperas do início da temporada 2016, Teddy machucou gravemente o joelho durante um treinamento. Resumindo, o signal caller rompeu o ligamento cruzado anterior e sofreu outros danos estruturais. Além de fazê-lo perder todos os 16 jogos daquele ano, a extensão das lesões também ameaçou o seu futuro no futebol americano. A partir daí, Bridgewater passou por um longo e difícil processo de reabilitação, só voltando a ser relacionado para uma partida no último mês de novembro.

Ele, entretanto, nunca retornou ao posto de titular em Minnesota – graças à boa fase de Case Keenum e as dúvidas sobre a sua condição física. O grande problema é saber o quanto a lesão no joelho afetou nuances do seu jogo como mobilidade, mecânica de lançamento, precisão nos passes, confiança e, obviamente, durabilidade. Sem saber se Bridgewater era o mesmo de antes, os Vikings decidiram deixá-lo ir para a Free Agency e apostaram em Kirk Cousins.

Por isso que Teddy chegará em Nova York como aposta e com a perspectiva de, por ora, ser reserva de Josh McCown e até mesmo de um futuro quarterback draftado pelo time – aliás, o contrato de apenas um ano também serve para confirmar seu atual status. Porém, como bem sabemos, McCown está longe de ser um quarterback brilhante e, ademais, fará 39 anos de idade em 2018, o que abre a possibilidade para Bridgewater lutar pela titularidade. Ele terá uma intertemporada inteira para mostrar que está totalmente recuperado e fazer a cabeça da comissão técnica dos Jets, provando que ainda pode atuar em alto nível na NFL.

É uma situação em que ambas as partes não têm nada a perder. Bridgewater terá uma nova chance de brigar para ser titular e voltar aos holofotes da liga, enquanto New York espera conseguir um ainda jovem e talentoso signal caller. Se não der certo por qualquer motivo, Teddy será free agent de novo em 2019 e pode tentar a sorte em outro lugar, assim como os Jets também poderão seguir outro caminho.

15 milhões por alguém que desperta mais questionamentos do que certezas é um overpay? Sim, não há dúvida, mas considerando que Bradford, também cheio de problemas físicos, conseguiu arrancar 20 milhões dos Cardinals, o contrato de Bridgewater está dentro da atual lógica do mercado – além do mais, New York chegou na Free Agency com 90 milhões livres no salary cap, então dinheiro não é um problema.

E qual o papel de McCown nessa história toda?

McCown é o seguro de vida dos Jets caso o experimento com Bridgewater fracasse – na medida em que pode servir de tutor para um quarterback escolhido na terceira slot do Draft 2018. O veterano vem de uma boa temporada 2017 com o time, já conhece boa parte dos técnicos, a rotina de trabalho, o esquema, os companheiros e está pronto para segurar as rédeas do ataque se Teddy mostrar que não é capaz de ser titular. Podemos discutir se 10 milhões não foi um pouco demais para alguém que oferece um teto tão baixo, mas em um mercado de quarterbacks inflacionado não foi uma quantia tão fora da realidade.

Josh também pode ser importante em outro sentido, como dito. Conhecido por ser um bom companheiro de equipe, não causar problemas no vestiário e ter 16 temporadas de experiência na NFL, ele é tipo de jogador perfeito para ser o tutor de um quarterback calouro, se os Jets optarem por escolher um no próximo Draft.

Obviamente, as contratações de McCown e Bridgewater diminuem um pouco a pressão sobre os Jets, mas isso não significa que eles estão fora da lista de equipes que podem buscar um novo signal caller na primeira rodada do Draft, até porque nenhum dos dois é uma solução confiável no momento.

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Dono da 3ª escolha geral, New York está dentro do raio de alcance dos principais prospectos da posição. Lembrando que, em 2016, Philaldephia draftou Carson Wentz e manteve dois veteranos famosos no elenco (Sam Bradford e Chase Daniels), logo McCown, Bridgewater e um calouro não seria uma situação sem precedentes na história recente da liga. O mesmo aconteceu em 2012 com o Seattle Seahawks, embora o time tenha investido num quarterback apenas na terceira rodada – Matt Flynn e Tarvaris Jackson foram derrotados no training camp por um tal de Russell Wilson.

O cenário que se avizinha é uma disputa pela titularidade mais acirrada e o training camp dos Jets mais divertido de acompanhar.

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