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A morte dos Giants é a morte de uma filosofia falha de montar um time de futebol americano. É a falhar no comando de uma equipe. E os dois principais culpados são Jerry Reese e Ben McAdoo. A parceira foi muito bem ano passado, mas o número de vitórias pode enganar um pouco quem não analisa o contexto. O time teve um recorde 5-1 em partidas que terminaram com 4 pontos ou menos de vantagem para o vencedor – nessas situações espera-se que o recorde seja mais próximo de 50% de vitórias.

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O ataque, nas últimas rodadas da temporada regular, não funcionava tamanha a dependência criada ao redor de Odell Beckham Jr.

Na pós-temporada o time foi massacrado por um Green Bay Packers que parecia estar em um bom momento, mas que também tinha problemas – que foram expostos depois pelo Atlanta Falcons.

Parece que essa diretoria não conseguiu enxergar isso e tratou a intertemporada como o momento de ganhar agora. Linha ofensiva? Que nada, grandes quarterbacks como Peyton Manning e Tom Brady não precisam de linha.

Só que Eli Manning não é um deles e a idade está batendo forte.

O time sem comando, com McAdoo fingindo ser um técnico

Sem investir nas trincheiras o potencial desse time iria falhar era grande. Ainda mais com o esquema de McAdoo que apostava em rotas intermediárias o tempo todo. O melhor momento desse ataque foi quando ele abandonou um pouco essa ideia e jogou com passes curtos o jogo inteiro – que foi contra os Eagles. A derrota, com um chute de 61 jardas, praticamente afundou a temporada e expôs as rachas internas no vestiário.

Quando se monta um time confiando demasiadamente na Free Agency, falhas dos técnicos que levem a derrotas vão implodir o vestiário recheado de veteranos. Foi assim com o próprio rival de divisão (os Eagles) em 2011, está sendo assim com New York nesse ano. Dominique Rodgers-Cromartie (que dúvida) e Janoris Jenkins (com o seu esforço incrível dentro de campo) foram os primeiros a se rebelar. Na realidade, quem não iria pensar que o técnico é um aventureiro quando ele culpa publicamente o seu quarterback pelo mau desempenho da equipe – mesmo com a linha ofensiva sendo a pior da liga?

Jogo terrestre inexistente, defesa sem vontade e finalmente o fim da temporada

Depois da partida contra os Eagles foi só ladeira abaixo. A lesão de Odell Beckham Jr. desmontou o esquema ofensivo de McAdoo, que aliás entregou play calling para Mike Sullivan logo após a derrota para os Chargers. Claramente ele não possui confiança de seus comandados, não sabe o que está fazendo e respira por aparelhos esperando o fim da temporada regular – impossível não ser demitido.

O pior é que McAdoo (com tantos problemas internos) ainda é menos culpado por essa fase do que Jerry Reese. O general manager se apoia no crédito de draftar Beckham Jr. e Landon Collins e suas contratações na Free Agency para ainda manter o seu emprego. Seu papel no Draft dos últimos anos é ridículo, principalmente quando se trata de reforçar pontos importantes do time.

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A montagem de elenco errada

Não é só deixar de investir na linha ofensiva – que ideia burra. É escolher um tight end (bom jogador, diga-se de passagem) e achar que entupindo de alvos o jogo terrestre vai funcionar – ou, pior, que não precisa correr com a bola. Reese pode ter sido o principal responsável pela classe de 2007, mas isso já faz dez anos. Ele conseguiu queimar duas escolhas altas em cornerbacks que parecem não se encaixar no time (primeiro Prince Amukamara e, agora, Eli Apple).

A NFL mudou drasticamente nos últimos 10 anos e a sua filosofia continuou a mesma. Era óbvio que New York iria falhar em algum momento. Só assim a franquia tem a capacidade de pensar em mudar alguma coisa. O modo ganhar agora com Eli Manning vem falhando miseravelmente desde 2014 pela falta de visão por parte da diretoria em criar uma base sólida para esse ataque. Até o Dallas Cowboys, com o seu dono teimoso, se readaptou e apostou em sua linha ofensiva – e os Giants não conseguiram.

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O que fazer no futuro?

O mais regular seria os Giants demitirem McAdoo ao fim do ano (ele não tem clima com esse plantel), agradecer Jerry Reese pelos seus trabalhos e recomeçar. Na realidade isso deveria ter sido feito quando Tom Coughlin foi demitido. A tentativa de continuar o seu trabalho com um técnico mais novo falhou miseravelmente e a franquia precisa de uma mudança de mentalidade na parte de tomar as decisões – afinal o jogo mudou e não dá para ficar preso ao passado.

Infelizmente, para os torcedores, pode ser que isso não ocorra. Apesar da demissão do técnico principal ser (quase) inevitável, Reese pode ter mais prestígio do que pensamos. E ele pode ficar no poder. A não ser que a sua mentalidade mude radicalmente, isso pode acarretar em um Giants que ainda acredita que pode vencer agora e que vai atrás de Saquon Barkley no Draft de qualquer jeito. Os Cowboys conseguiram se dar bem com Ezekiel Elliott porque tinham uma base ofensiva, ao contrário deste time.

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Apoiados em uma defesa sólida, uma linha defensiva boa, um quarterback vitorioso (e inconsistente neste momento da carreira) e um wide diva, ainda pode não ter caído a ficha que esse time precisa de mais para competir seriamente por mais um Super Bowl. Eles precisam de linha ofensiva, de um esquema de jogo, de uma secundária que não resolva desistir no meio da temporada – pelo menos Landon Collins ainda está jogando bem.

Este ano serviu para provar que a filosofia que os Giants estão usando está ultrapassada. Que eles precisam repensar, se remontar para voltar ao topo. A conta do imediatismo uma hora chega e é preciso saber o momento de parar. Se espera que John Mara tenha percebido isso e tome as medidas para rever os métodos utilizados nestes últimos anos.

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