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Leitura Rápida: Os Bengals querem voltar aos e AJ Green pode ser uma das vítimas de uma renovação lenta e gradual na franquia de Ohio.



Sempre que falamos sobre o Cincinnati Bengals, o primeiro nome em referência de talento que nos vem à cabeça é do wide AJ Green. Estando com os Bengals desde sua entrada na liga em 2011, ele tem sido um dos mais produtivos em sua posição e é o jogador mais talentoso do ataque da equipe.

Mesmo assim, o fim da era AJ Green pelos campos de Cincinnati podem estar muito mais perto do que parece. Talvez o vejamos pela última vez na próxima temporada com a camisa da franquia de Ohio.

Uma renovação silenciosa parece se armar em Cincinnati

O último draft dá indícios disto. Algo precisa ser feito, pois claramente o time viveu uma descendente nas duas últimas temporadas. Após cinco idas consecutivas aos playoffs (não necessariamente bem-sucedidas, todas com derrota já no primeiro jogo), o time vem de duas campanhas negativas em termos de vitórias-derrotas.

Para a defesa, bons nomes foram selecionados como os defensive linemans Sam Hubbard e Andrew Brown e o linebacker Malik Jefferson. Isso indica que o time deve abrir mão de alguns de seus principais free agents. Carlos Dunlap, Geno Atkins e Michael Johnson são jogadores de linha defensiva que não terão contrato ao fim da próxima temporada e pelo menos um deles deverá ir embora (aposto em Johnson). Entre os linebackers, Preston Brown e Vincent Rey também serão agentes livre e um pelo menos deverá deixar o time.

O ataque foi o pior da NFL em jardas por jogo na temporada passada, com uma média de apenas 280 por partida. Uma terra arrasada, que precisa de mudanças e que devem inclusive atingir o seu maior nome.

Se, para os problemas na linha de ataque e no corpo de running backs o time selecionou respectivamente Billy Price e Mark Walton no draft, as mudanças devem chegar às demais posições num futuro próximo.

Andy Dalton é um quarterback apenas mediano, mas uma classe que promete ser pouco prolífica na posição vinda do futebol universitário pode lhe dar o emprego por mais um ano.

É aí que um possível corte de AJ entra em questão. Ele estará ao fim da temporada no seu último ano de contrato e em 2019 entrará na Semana 1 já com 31 anos completos. Notoriamente, wide receivers costumam cair de produção com o passar dos anos, especialmente os que jogam a maior parte do tempo sendo o recebedor mais aberto e explorando a sua capacidade física. Dez Bryant é um exemplo claro disso e, no momento, encontra-se sem time na NFL – apesar de já estar no mercado há mais de dois meses. Green se encaixa nessa categoria e foi a principal arma vertical dos Bengals nos últimos anos.

Seu contrato terá um impacto de 15 milhões de dólares na folha salarial em 2019, mas cortá-lo custaria apenas três milhões em dinheiro desperdiçado (o famoso “dead money”).

Suprir a ausência de um wide de elite é mais fácil que de um quarterback ou de um left do mesmo quilate. Talentos na posição brotam mais facilmente nas universidades e um sistema de ataque ofensivo adequado pode fazer um recebedor não tão talentoso, e consequentemente não tão caro, ser tão produtivo quanto um jogador como Green.

O aumento do número de recebedores em campo com o advento cada vez maior de esquemas que utilizam o spread offense e o run-pass option divide a carga de maneira mais equilibrada entre os alvos que nos antigos pro offense, que vão perdendo espaço.

Isso não quer dizer que jogadores como AJ Green não têm mais espaço ou mercado na NFL. Ter um recebedor grande e com capacidade de ser um ponto de desequilíbrio por sua capacidade física aliada a técnica sempre será bom, independentemente de qualquer esquema. O que pesará é a diminuição do seu valor de mercado, antes dentre os maiores da NFL.

Antonio Brown é discutivelmente o melhor wide na liga neste momento e seu estilo de jogo é o oposto ao citado. A tendência é que isso se acentue com o passar dos anos e o draft deste ano é uma comprovação desta. Entre os três jogadores da posição escolhidos na primeira rodada, dois se parecem muito mais com Brown do que com Green (Calvin Ridley e DJ Moore). Mesmo o mais parecido, Courtland Sutton, parece um jogador mais dinâmico e com capacidade de executar funções como jogar no slot ou no jogo de passes curtos que Green é hoje.

AJ Green talvez seja o maior ídolo da história recente de uma torcida que não tem tido tantos motivos para comemorar nos últimos anos. Mas a NFL é uma liga que passa por constantes mudanças, e essas costumam ser rápidas e implacáveis. Seu nome com certeza está escrito na história do Cincinnati Bengals, mas seus dias por lá podem estar contados.


“proclubl"