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Jacksonville vs Buffalo é com sobras o confronto de playoff mais surpreendente e improvável dos últimos tempos. Pouquíssimas pessoas apostavam que alguma destas franquias chegaria ao mata-mata – que dirá então as duas.

Os Bills, por exemplo, resolveram trocar jogadores importantes (Sammy Watkins e Ronald Darby) às vésperas do início temporada regular, dando a impressão que seria um ano de tank. Os Jaguars, por sua vez, não corresponderam às altas expectativas depositadas sobre eles em 2016, fazendo com que todo mundo ficasse com o pé atrás há alguns meses – sobretudo por conta de Blake Bortles -, embora ninguém questionasse o imenso potencial de seu jovem elenco.

Entretanto, contrariando todas as previsões, ambos os times encerraram longos jejuns e voltaram aos playoffs. Jacksonville, dono de uma campanha 10-6 que lhe rendeu o título da AFC South, não ia ao mata-mata desde 2007. Já Buffalo (9-7) estava longe da pós-temporada desde 1999, maior seca das grandes ligas norte-americanas no período. Obviamente a classificação via Wild Card precisaria ser o mais dramática possível, graças à vitória na semana 17 sobre os Dolphins e à pipocada dos Ravens diante dos Bengals.

Enfim, Jaguars e Bills se encontrarão no próximo domingo, às 16 horas, no EverBank Field. A partida terá transmissão ao vivo na ESPN.



Como era o mundo na última vez que os Bills foram aos playoffs:

– Uma das grandes diversões das crianças e adolescentes era jogar Pokémon em seus Game Boy Color.

– Blink-182 era uma das bandas mais famosas e influentes do mundo por conta de seu álbum “Enema of the State”.

– Só existia internet discada.

– Milton Leite ainda trabalhava na ESPN.

– O jovem e promissor quarterback Tim Couch, selecionando na primeira posição geral do Draft, era a esperança de um futuro próspero para o Cleveland Browns.

– Marcelinho Carioca (Corinthians) foi eleito o bola de ouro do Campeonato Brasileiro e Guilherme (Atlético-MG) terminou como artilheiro.

– Os gráficos do jogo de videogame Madden eram assim.

– As pessoas assistiam MTV.

– Adam Vinatieri estava chutando field goals na NFL (nem tudo mudou).

– Alguns dos principais musicais do ano eram: ” I Want It That Way” (Backstreet Boys), “All Star” (Smash Mouth), “Genie in a Bottle” (Christina Aguilera) e “Livin’ la Vida Loca” (Ricky Martin).

-Gustavo Hofman, provavelmente o torcedor mais ilustre dos Bills no Brasil, estava entrando na faculdade de jornalismo.

– A franquia “Velozes e Furiosos” ainda não existia.



Será que veremos a “lei do ex” entrar em ação de novo?

A famigerada “lei do ex” pode fazer novas vítimas no domingo, principalmente do lado de Buffalo. Em primeiro lugar, temos o caso de Doug Marrone. Atual treinador dos Jaguars, ele foi o head coach dos Bills entre 2013 e 2014. Em sua última temporada, terminou com o record 9-7 e chegou perto de levar a franquia à pós-temporada. Foi sob o seu comando que Buffalo voltou a ser um time competitivo, sobretudo defensivamente – algo parecido com o que aconteceu em Jacksonville em 2017. Porém, a saída de Marrone acabou sendo bastante controversa, com ele exercendo uma cláusula um tanto obscura de seu contrato e sendo acusado de abandonar a equipe.

Além de Marrone, outro que pode colocar a “lei do ex” em prática é Marcell Dareus. O defensive foi um dos melhores jogadores de Buffalo nos últimos anos, mas há cerca de dois meses foi negociado com os Jaguars em troca de uma escolha de sexta rodada. Não precisamos nem dizer que provavelmente ele está morrendo de vontade de castigar seu ex-time. Por fim, podemos citar também Paul Posluszny. O linebacker iniciou sua carreira com os Bills antes de se tornar um dos principais líderes defensivos de Jacksonville.

O duelo que pode decidir a partida: Leonard Fournette vs. a defesa terrestre de Buffalo

Não é segredo para ninguém que tanto Bills quanto Jaguars têm a defesa como principal atributo. Ambos são prolíficos forçando turnovers e, sobretudo, defendendo o passe – Jacksonville é a equipe que menos cede jardas aéreas por partida (169,9), enquanto Buffalo permitiu apenas 14 touchdowns passados, a segunda melhor marca da liga.

Contudo, o sistema defensivo dos Bills possui uma fraqueza grave e fácil de ser explorada: o combate ao jogo corrido. A franquia é a quarta pior da NFL parando os running backs adversários, tendo cedido uma média de 124,6 jardas terrestres ao longo da temporada regular. Toda essa fragilidade ficou evidente contra os Saints, quando Buffalo foi triturado pela dupla Alvin Kamara e Mark Ingram, permitindo quase 300 jardas pelo chão.

Diante de um ataque que tem como ponto focal Leonard Fournette, isso pode ser fatal. Jacksonville usou e abusou do seu calouro em 2017 (268 tentativas de corrida, sétima maior marca da liga), até porque não tem confiança no braço de Blake Bortles. Se foi assim durante a temporada regular, imagine então em um confronto de vida ou morte contra um adversário com uma defesa aérea poderosa. Os Jaguars tentarão entregar a bola nas mãos de Fournette o máximo possível e Buffalo precisa ter uma resposta, caso contrário ficará em maus lençóis.



Lesões: LeSean McCoy é dúvida com um problema no tornozelo

Se Fournette é o ponto focal do sistema ofensivo dos Jaguars, McCoy é praticamente o ataque inteiro dos Bills. Além de ser o principal corredor do time (287 tentativas, 1138 jardas e seis touchdowns), ele também é o principal recebedor (59 recepções).

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Resumindo, é McCoy que dá vida ao ataque de Buffalo. Sem ele, as chances de vitória da equipe despencam, porque neste caso ela dependerá de Tyrod Taylor ter sucesso contra a melhor defesa aérea da NFL. O running back machucou o tornozelo no domingo passado, perdeu os treinamentos de quarta e quinta-feira e tem o status questionável. Tudo indica que, mesmo se entrar em campo, LeSean possivelmente não estará 100%.

Caso a ausência seja confirmada, os substitutos imediatos são Mike Tolbert e Marcus Murphy, este último um jovem recém-promovido do practice squad. Em números, porém, o segundo corredor mais produtivo de Buffalo é o próprio quarterback Tyrod Taylor, com 427 jardas terrestres e quatro touchdowns. Ou seja, não existe nenhuma reposição à altura de McCoy.

Outras lesões dignas de nota:

Kelvin Benjamin, WR – Bills: Benjamin está lidando com um problema no joelho há algumas semanas e treinou de maneira limitada na quarta-feira. Em todo o caso, sua participação na partida de domingo não parece estar ameaçada.

Marqise Lee, WR – Jaguars: Lee não vem treinando durante a semana devido à uma lesão no tornozelo, mas existe esperança de que ele jogue. Sua participação ou não só deve ser definida no próprio domingo.

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