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Não há praticamente uma alma viva em Denver que não esteja pedindo desculpas após o caos tomar conta do Sports Authority Field at Mile High. Na noite de ontem, contra o New England Patriots, o torcedor esperava ver um ataque consistente – pelo menos o terrestre – uma partida sem erros e um Tom Brady no chão. Longe disso: já no primeiro quarto, os Patriots colocaram 14 a 3 no placar e a partida ficou comprometida.




“Culpa minha”, disse Brock Osweiler depois do jogo. No comando do ataque dos Broncos pela segunda partida seguida, Osweiler não conseguiu fazer nada na red zone: nas três vezes que Denver foi além da linha de 21 dos Patriots, em nenhuma o touchdown veio. E quando você empaca contra New England e se contenta com field goals, o resultado não costuma ser positivo. “Preciso assistir à fita do jogo e ver o que poderia ter feito diferente”.

O ataque de Denver na red zone está longe de ser o único culpado. Foram pelo menos três erros do time de especialistas, incluindo um retorno para touchdown. Assim, fica muito difícil vencer um dos melhores times da liga.

No final das contas, é a quinta derrota seguida. Os Broncos começaram o ano com campanha 3-1, sonhando com playoffs e todo o mais. Um mês depois, têm Brock Osweiler novamente como quarterback, a defesa tempo demais em campo e erros evitáveis. Denver, neste momento, é a pior equipe na classificação da AFC West.

Tudo começa com um quarterback

A situação de quarterbacks no Denver Broncos está longe de ser tranquila. A equipe teve o melhor ataque da temporada 2013 e um dos melhores da história. Quatro anos depois, não tem resposta nenhuma na posição mais importante do jogo. Para quem teve Peyton Manning gritando OMAHA! na leitura antes do snap, é inacreditável ter Paxton Lynch, Trevor Siemian e Brock Osweiler neste momento. Por mais que a defesa seja boa no papel, não tem como ela mostrar seu valor quando o time já está atrás no placar logo no início da partida.

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Explica-se: se você está correndo atrás do resultado, isso muito provavelmente indica que o adversário vai correr mais com a bola para queimar cronômetro. Se ele o fizer, suas oportunidades de pass rushsacks que matam campanhas e etc vão por água abaixo. Não é por acaso que Von Miller pouco fez na semana passada contra o Philadelphia Eagles e nesta contra os Patriots. A diferença de pontos já neutralizava oportunidades de passes e, por tabela, oportunidades para Miller brilhar. “Ainda temos um bom time conosco”, insistiu Miller após a derrota.

Brock Osweiler, nosso querido #CosplayDePoste, pouco fez. As estatísticas mostram isso no que tange à eficiência. Se Osweiler teve 18/33 para 221 jardas, ao mesmo tempo teve apenas um touchdown. E, correndo atrás do resultado e tendo que passar mais a bola no segundo tempo, minha profecia obviamente se concretizou, já que ele foi interceptado por uma defesa que obviamente estava esperando mais passes.

“denverbroncos"

Qual a solução?

Eficiência, sobretudo. Os Broncos não podem se dar ao luxo de ficarem atrás do placar. Se isso acontecer, a exemplo do Buffalo Bills, não há um quarterback capaz de arquitetar uma virada heróica. Tampouco o treinador é uma brilhante mente ofensiva, já que Vance Joseph é tem formação defensiva.

Para vencerem, os Broncos precisam correr bem com a bola e terem jogos amarrados. Isso fará com que o adversário passe mais do que corra, Miller possa criar jogadas e a defesa eventualmente forçar turnovers. Se no início da partida o adversário já criar uma vantagem de duas posses – como aconteceu nas três últimas partidas contra Chargers, Eagles e Patriots – a coisa complica.

A temporada não está completamente perdida, mas está tomando esse rumo. Mesmo com uma defesa formidável, a ausência de alguém minimamente competente na posição de quarterback faz com que a máquina toda desande. Por mais que ataque e defesa sejam pelotões independentes no que diz respeito a jogadores em campo, eles ainda formam o mesmo time – e o Denver Broncos de 2017 mostra bem isso.

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“RODAPE"