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Uma das notícias que mais agitou a imprensa esportiva americana na última semana foi sobre a mudança de casa de Peter King. Para quem não conhece, King é o principal redator de futebol americano profissional (NFL) desde o fim da década de 1990 – e, no período, manteve uma coluna semanal no site da Sports Illustrated. É a Monday Morning Quarterback (em tradução absolutamente livre, “quarterback de poltrona”), certamente a mais importante peça escrita sobre o esporte a cada semana.

Essa coluna de King, que a partir de julho estará no site da NBC é, sem dúvidas, a maior inspiração que tenho quanto à imprensa escrita que cobre a NFL. Porúmeras vezes, tentei seguir uma rotina com uma versão brasileira (longe de ser plágio, apenas uma coluna maior aqui no Brasil com caráter de new journalism e mais longa). “Conc“, “Primeira Leitura”, “ACDC”, desde 2014 foramúmeros nomes. Em todas as oportunidades, falhei em manter a coluna por mais de uma temporada.

Às vezes, as coisas são assim mesmo.

Veja o caso do podcast; Antes da atual versão com o Eduardo, tive outras duas tentativas. A primeira, ainda em 2013 – sozinho, com um áudio terrível e sem qualquer tato para esse tipo de mídia. Nem feed tinha. A segunda, entre outubro de 2014 e maio de 2015, o Radio America com o pessoal da Central 3. Deu certo por um bom tempo – mas acabou. A versão atual, mega bem-sucedida, completará 100 edições e um ano de existência ainda neste mês.

Agora, meu toque especial que você leitor de longa data saberia que sou eu escrevendo mesmo que houvesse um pseudônimo. Vamos à analogia de relacionamento; Às vezes, na primeira vez que tentamos não dá certo. É virtualmente impossível conhecer alguém na escola, esse alguém virar um relacionamento e você ser feliz para sempre com essa pessoa. Ok, eu trabalho para a Disney – para quem não sabe, a ESPN é deles – mas não acredito em contos de fada assim. Nós sabemos que não é bem assim que funciona. Já tentei três vezes, eu sei. Quem sabe na quarta não dá certo?

Pois bem, é o espírito na quarta encarnação desta coluna. Sinto-me mais maduro, organizado e pronto para tal – logo abaixo, nossas regrinhas para vocês se adaptarem a esse mundo novo aqui no site. Uma grande broxada – em português claro – nas encarnações anteriores era que eu acreditava que não havia demanda para tanto texto. Vivemos numa época onde os tweets são valorizados com seus 280 caracteres e os textões de Facebook, menosprezados. Achei que não haveria demanda. Pelas respostas incríveis neste tweet – e no story que fiz no Instagram – acho que estava errado.

Engraçado como às vezes a gente acha algumas coisas e não é bem o caso, né? Então mil obrigados por responderem e pelasúmeras críticas, elogios e todo o feedback que me mandaram desde ontem. Dito tudo isso, vamos a regras.

1- Como o nome da coluna mostra, eu estou limitado em quatro descidas, tal como ataque de um time. Na semana seguinte, continuamos nossa campanha cuja end é o Super Bowl LIII. Ok, esse campo vai dar mais de 100 jardas, mas você entendeu a lógica: não posso passar de quatro assuntos/sub-títulos aqui.

2- As 10 jardas, no caso, são 3000 palavras. Excepcionalmente nesta coluna, que contém “explicações” sobre o porquê da coluna voltar e conexos, teremos mais. Semanalmente, estamos limitados em 3000, a qual julgo ser uma boa quantidade para uma leitura matutina ou no transporte público/etc.

Excepcionalmente nesta semana, a coluna será publicada na quinta. Em todas as outras, publicarei na segunda-feira. Sem exceções. Sem desculpas. Se não for publicada na segunda é porque estarei de férias.

3- As Quatro Descidas sempre serão texto aberto aqui do site. Não teremos este texto como exclusivo de assinantes do site, porque sei que não são todos que têm condição/vontade de assinar esse NetFlix de textos que criamos. De toda forma, como há muito digo, o novo modelo de jornalismo no século XXI funcionará assim – tal como outros meios de entretenimento. Se você realmente gosta de nosso trabalho, peço para dar uma olhada, talvez goste do que temos a oferecer a mais – clique aqui para ver.

4- Não vou postar esta coluna como podcast monólogo – tal como fiz com o Draft Simulado, ao menos não neste primeiro momento. Sei que tem muita gente que gosta de ouvir o que temos a dizer – principalmente no carro – mas acho que há certos conteúdos que funcionam mais como texto. Acredito ser o caso aqui.

5- Algo que faltou nas outras encarnações da coluna voltará aqui. Seus comentários/perguntas no do facebook, no twitter e no meu instagram virarão material para um “talk back” na terça. Relacionamento é diálogo, afinal de contas. Um dos principais motivos pelo qual esses namoros anteriores morreram foi a falta de diálogo. Talvez eu esteja falando das colunas. Talvez também da minha vida amorosa. Quem sabe.

Dito tudo, vamos à primeira edição. Espero que gostem, espero que faça seu dia mais divertido. Espero que te informe. Espero que você discorde e que possamos debater sobre. Bora.

1st and 10: Matt Patricia, o estupro e a presunção de inocência

O Brasil é, sem dúvidas, um dos países onde a impunidade e a violência acabam sendo temas recorrentes em programas de TV e conversas de bar. O Datena A imprensa tratar o réu como culpado é muito mais sexy, do ponto de vista da audiência, do que ponderar que existe todo um processo – interrogatório, provas e etc – que determinarão a síntese após a tese e a antítese.

Como veículos de massa moldam a cabeça das pessoas e o senso crítico nesta era de Facebook de textões em buscas de likes é cada vez mais raro, um dos princípios/direito subjetivo mais básicos que foram conquistados na Idade Contemporânea foi invertido: ninguém é culpado até que se seja provado o contrário.

Vamos ao que sabemos até agora como fato.

Na quarta à noite, vazou no Twitter que Matt Patricia, ex-coordenador defensivo do New England Patriots e atual head coach do Detroit Lions, foi indiciado por estupro em 1996. As acusações foram arquivadas. Hoje, Patricia se defendeu. “Estou aqui para minha honra e limpar meu nome”, disse. “22 anos atrás, fui falsamente acusado de algo muito sério. Houve acusações sobre mim e elas nunca aconteceram. Se por uma forma eu sou grato pelo fato do processo ter funcionado e o caso ter sido arquivado, ao mesmo tempo nunca tive a oportunidade de me com a verdade para limpar meu nome”, falou.

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Em 1996, Patricia foi indiciado junto de um colega de faculdade por, supostamente, ter entrado no quarto de hotel de uma mulher e ter estuprado a mesma. “Fui acusado de algo que não fiz, o caso foi arquivado”, falou na coletiva de hoje.

Usando meu diploma de Direito para algo útil na Terra: ser indiciado é diferente de ser julgado e ainda mais diferente de ser considerado culpado. O inquérito é uma mera investigação, não há juízo. Eu posso ir na delegacia e fazer um boletim de ocorrência sobre você, leitor, ter me assaltado na quarta passada. Você pode ser indiciado e pode não haver denúncia do Ministério Público, com o “caso arquivado”. Analogias à parte, foi o que aconteceu no caso de Patricia: sequer houve julgamento.

O que, claro, não quer dizer que a justiça dos homens não falha. Existem diversos “crimes perfeitos”, mas é anos luz mais difícil limpar a barra de uma pessoa inocente que foi atacada do que o contrário. A menos que a mulher que, supostamente, foi estuprada apareça (ou novos fatos apareçam) temos que atuar nisso com responsabilidade e com a presunção de inocência. Daqui do Brasil, mais ainda. Não temos acesso aos depoimentos, ao inquérito, a nada. Fazer juízo de valor sem isso tudo é temerário.

Isso não muda o fato de que o estupro e os crimes sexuais como um todo sejam alguns dos atos mais nojentos de que o ser humano é capaz de fazer. Esperamos que não tenha sido o caso. Se foi, que seja devidamente penalizado. Mas não há qualquer certeza sobre os fatos, então a parcimônia é a melhor saída.

Quer um exemplo recente? Gareon Conley, agora cornerback do Oakland Raiders, foi acusado de crime sexual antes do Draft 2017. Cotado como potencial segundo cornerback da classe, caiu até o 20s da primeira rodada. Certo é que, se não houvesse acusação, ele seria selecionado antes. Conley perdeu dinheiro e reputação com isso – e foi inocentado por falta de provas.

Enfim, sei que há muito ativismo hoje em dia para que vítimas de estupro falem sobre o ocorrido e denunciem os imbecis que fazem esse tipo de coisa – e devem falar se quiserem, já que com isso o efeito pode ser positivo (e quanto menos crimes como esses acontecerem, melhor) – e que alguns podem pensar que uma inversão do ônus da prova neste caso seria boa. Ou seja: que Patricia tenha de provar que é inocente e não o contrário, dado o constrangimento da potencial vítima. É uma argumentação que até faz sentido, mas prefiro ficar com a presunção de inocência para evitar arbitrariedades do sistema judicial que, mesmo nos Estados Unidos, está longe de ser perfeito.

Vamos ver como a história de desenrola. Espero que nada tenha acontecido – se aconteceu e haja provas de tanto, que as medidas cabíveis sejam tomadas. Por enquanto, trabalhamos com parcimônia e com o “ninguém é culpado até que se prove o contrário”.


Quer mais textos como este numa revista online sobre a NFL?

2nd and 6: Matt Ryan e a “lei do próximo quarterback

Na semana passada, Matt Ryan teve seu contrato renovado pelo Atlanta Falcons: cinco anos, 100 milhões garantidos. É o primeiro contrato com essa quantia garantida da história da NFL. A média, contando o que é garantido e o que não é, gira nos 30 milhões de dólares.

Com isso, Ryan é o novo jogador mais bem pago da NFL. A regra novamente se aplica: franchise quarterback, com contrato para acabar, pelo menos mais 5 anos no tanque = maior contrato da história da liga.

Os contratos de franchise sempre serão os maiores na medida que forem acontecendo porque o teto salarial é cada vez maior. O contrato de Ryan, hoje, certamente não será o maior da NFL por muito tempo. Em três anos, pode nem ser top 10. O teto sempre cresce – cresceu 10 milhões de dólares do ano passado para este. Pura matemática.

A bem da verdade, Ryan não deve ser o contrato mais caro da NFL até setembro. Aaron Rodgers deve ocupar esse posto, vide que seu contrato acaba em 2019. O que tiramos disso, nas entrelinhas, é que:

a) A NFL é uma liga de quarterbacks. Faz algum tempo que já é o caso, mas o fato do jogador mais bem pago ser um quarterback demonstra isso com clareza.

b) O dinheiro garantido nesses contratos está cada vez maior. Mas longe da realidade das outras ligas americanas. A NBA teve o primeiro contrato de 100 milhões garantidos em 1996. A MLB, em 1998. Mesmo a NHL, a menor folha de pagamento entre elas, já teve um com Alex Ovechkin em 2008.

Isso pode ser um indício de mudança de ventos antes do próximo Acordo Coletivo-Trabalhista, entre Sindicato de Jogadores e a NFL por meio de suas franquias. Será que haverá uma porcentagem mínima do dinheiro como necessariamente garantido? Será um cabo de guerra. Na NBA, todo o contrato é garantido, vale lembrar. Na NFL, com maior possibilidade de lesão que impossibilite que o atleta entre em campo, o contrato raramente passa de metade como garantido. Em dois anos vamos ver como isso vai se desenrolar. Os 100 milhões de Ryan e o contrato totalmente garantido de Kirk Cousins podem ser paradigmas antes dessa batalha entre donos de franquias e jogadores.


Nosso Podcast doício da semana:

Seguimos com o restante da primeira rodada do Draft (17 a 32), Eduardo pistola com os Raiders, mais analogias bizarras de esportes x relacionamentos e um Top 5 Disney/Pixar.

Nosso podcast está presente nos principais players. Se você tem iPhone/iPad, estamos no app de podcasts da Apple/iTunes. Se você tem Android ou prefere outro aplicativo, estamos no Soundcloud (onde você pode baixar nosso podcast) e no PocketCast. E também estamos no TuneIn e no Deezer.

 


3rd and 4: Mudar de opinião: algo ruim?

Certa vez, recebi um Tweet aleatório que me “acusava” de mudar de opinião sobre um fato ou outro. Creio que tenha sido sobre Jared Goff? Talvez, não me recordo. Fato é que me aparenta que as pessoas estão tão acostumadas com alguns jornalistas esportivos caricatos que, mesmo ante novos fatos, mantém as mesmas opiniões que mudar de opinião ante uma circunstância nova virou vício e não virtude.

Eu amo mudar de opinião. Amo aprender coisas novas. O futebol americano é um esporte extremamente complexo e algo que me apaixona nele é justamente a possibilidade de aprender algo novo todo dia – e o fato dele mudar tanto ao longo dos anos. O beisebol apresenta mudanças – o shift defensivo é cada vez mais comum, por exemplo, os swings estão buscando mais força do que contato – mas fato é que o esporte não mudou tanto ao longo das décadas (e isso tem, também, seu charme, é bem verdade). Mas pegue uma partida da NFL de 1955 e uma em 2015: é praticamente outro esporte.

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Por que ser inflexível? Opiniões alheias devem ser levadas em conta na formulação de sua própria opinião. Novos fatos, idem. Não o tempo todo – eu tenho alguns dogmas mais rígidos, claro. Mas prefiro ser acusado de “mudar de opinião” do que ser inflexível ante as mudanças táticas do jogo, a melhora de jogadores e todo o mais.

Não vou ficar em cima do muro, como vocês bem sabem. Se acertar algo, boa. Se errar, bola pra frente. O debate e a opinião sobre o esporte é o que ficam. Isso será levado em conta nesta coluna.

4th and 1: Qual calouro será titular primeiro?

Quando você escolhe um quarterback no top 10 do Draft, certamente está pensando no processo sucessório em curto prazo. Afinal, é um investimento pesado em um jogador que, em tese, tem piso alto e que pode contribuir para melhorar uma franquia que esteve no topo do Draft justamente pela ausência de um quarterback. A lógica não é de engenharia aeronáutica. A beleza de ter um novo quarterback acaba residindo nas possibilidades: erros do passado podem ser apagados, o otimismo impera e seu time finalmente pode chegar ao Super Bowl como você sempre quis.

Em 2018, tivemos quatro quarterbacks escolhidos no top 10 do Draft – um recorde. Curiosamente, os quatro times têm um “quarterback ponte“: Cleveland Browns, New York Jets, Buffalo Bills e Arizona Cardinals. Não vou me estender muito no assunto porque o Henrique Bulio já escreveu um ótimo texto sobre o tema. O quarterback ponte nada mais é do que um veterano funcional, com capacidade de não estragar tudo e que pode servir de escudo do calouro para que este seja lapidado antes de ser jogado aos leões.

Browns têm Tyrod Taylor, Jets  têm Josh McCown, Bills têm A.J. McCarron, Cardinals têm Sam Bradford. Zero garantia de que todos serão titulares na Semana 1, embora haja indícios fortes disso. No caso de Jets e Bills, há outros quarterbacks no elenco que podem despontar – Teddy Bridgewater em Nova York e Nathan Peterman em Buffalo. Nada garantido, como você pode ver.

Como a história muitas vezes se repete, fui atrás de informações do ESPN Stats and Info sobre o assunto. De 2013 a 2017, sete quarterbacks foram escolhidos no Top 10 do Draft. Dois começaram todos os jogos como calouros (Carson Wentz, dada a lesão de Bridgewater e o expurgo de Bradford para Minnesota; Jameis Winston) e três foram titulares na Semana 1 – os dois e Mariota, que só não jogou os 16 jogos de 2015 por conta de lesão Voltemos cinco anos. De 2008 a 2012, 10 quarterbacks escolhidos no Top 10. Oito foram titulares na Semana 1 de seu ano de calouro – um sonoro 80%.

Ou seja, como você percebeu, a tendência histórica é de que cada vez menos calouros sejam titulares na semana 1. Tabela para ajudar:

2013-2017: 7 QBs, 3 titulares na Semana 1 (40%) (E Wentz não seria em condições normais)
2008-2012: 10 QBs, 8 titulares na Semana 1 (80%).

A tendência parece se reverter, portanto, a 2003-2007. No período, 8 quarterbacks foram escolhidos no Top 10. Nenhum foi titular na Semana 1 como calouro; Nenhum foi titular nos 16 jogos da temporada de calouro. Dois sequer jogaram como calouros: Philip Rivers e Carson Palmer.

Feito o diagnóstico, vamos ao prognóstico; Desses quatro quarterbacks de 2018, só vejo um com condições plenas de ser titular na Semana 1 de 2018: Josh Rosen (Arizona). Embora houvesse questões sobre sua durabilidade e “caráter”, Rosen tem o maior piso da classe. Não há problemas como a falta de precisão de Josh Allen (Buffalo), turnovers de Sam Darnold (New York Jets) ou adaptação tática pós quatro anos de spread offense simples de Baker Mayfield (Cleveland Browns).

Ainda no caso de Baker e Sam, temos o contexto de que os Jets estão num mercado consumidor delicado – que não tolera erros – e de que os Browns estão num cemitério de quarterbacks. Todo cuidado é pouco em ambos os casos. O mesmo cuidado vale para Allen. Embora tenha o maior teto da classe da primeira rodada, tem o menor piso e precisa de muita lapidação em sua mecânica, leitura de jogo e todo o mais. Allen é um estudante de álgebra básica da 6ª série que é colocado numa banca de mestrado em física. Não tem como dar certo se ele for jogado aos leões agora.

Ao mesmo tempo, podemos ter zero quarterbacks calouros como titulares na Semana 1. Mesmo Josh Rosen tem a sua frente o experiente Sam Bradford. A aposta faz sentido – de Rosen titular – mas está longe de ser qualquer tipo de garantia, também.

Como dito acima, a tendência parece se reverter. Os times mudaram a abordagem porúmeros motivos – quarterbacks chegando mais crus do College, menos tempo de treino na intertemporada desde o Acordo Coletivo Trabalhista de 2012, não querer queimar os calouros de antemão.

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