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Primeiro parecia que seria um completo massacre, com os Bengals, em casa, abrindo 21 a 0 logo noício do segundo quarto. Depois, aos trancos e barrancos, Baltimore equilibrou o confronto e até mesmo flertou com a virada no segundo tempo, chegando a ficar apenas cinco pontos atrás no placar. Contudo, no final, Cincinnati conseguiu se segurar na defesa, forçou turnovers importantes e venceu por 34 a 23, isolando-se na liderança da AFC North.




Começo fulminante dos Bengals foi o que definiu a partida

Cincinnati e Andy Dalton têm a péssima reputação de serem pipoqueiros quando jogam no horário nobre. Seja isso justo ou injusto, o fato é que o quarterback somava um pedestre retrospecto de cinco vitórias e 14 derrotas atuando no Primetime.

Dalton, porém, foi bastante diferente contra os Ravens, não lembrando em nada o jogador tantas vezes criticado (e odiado) pelos seus próprios torcedores. Apoiado por uma linha ofensiva mais consistente do que a de 2017 e um jogo terrestre centrado em Joe Mixon, o signal caller terminou a noite com 24/42 passes completos, 265 jardas e quatro passes para .

A bem da verdade, o rojão ruivo original teve a vida facilitada por alguns de desfalques defensivos de Baltimore. A franquia já não contava com o cornerback Jimmy Smith, suspenso pela liga, e também perdeu C. J. Mosley logo no primeiro quarto. O linebacker deixou o campo com uma lesão no joelho e não voltou mais – por sorte, ele sofreu apenas um edema ósseo e não uma lesão de ligamentos, o que não deve deixá-lo muito tempo fora de combate.

A ausência de Mosley mostrou-se decisiva, sobretudo no jogo aéreo. Dalton soube explorar muito bem os buracos na marcação do meio do campo e castigou os Ravens com passes para A.J. Green, Tyler Boyd e C. J. Uzomah.

Deste modo, em pouco mais de 17 minutos de partida, o quarterback já havia encontrado Green três vezes na end e Cincinnati vencia por 21 a 0 – os donos da casa terminaram o primeiro quarto com 111 jardas de passe, contra apenas quatro de Baltimore. Não por coincidência, as três recepções para de Green aconteceram com ele partindo do slot, mostrando a capacidade do time de explorar o duelo favorável criado a partir da saída de Mosley.

Mais tarde, no final do segundo quarto, Dalton ainda lançou outro para Tyler Boyd – o wide, por sinal, teve a melhor partida da carreira graças às suas seis recepções para 91 jardas e uma pontuação.

Por fim, vale destacarmos também as atuações de Joe Mixon e da linha ofensiva. Esta fez um ótimo trabalho protegendo Dalton contra um dos melhores front sevens da NFL. Claro que a pressão chegou algumas vezes, principalmente com o interminável Terrell Suggs, entretanto o quarterback não foi sackado nenhuma vez e teve tranquilidade para encontrar seus recebedores na maior parte do tempo.

Mixon, por sua vez, foi limitado por uma lesão no joelho sofrida noício do jogo, mas ainda assim correu 84 jardas em 21 carregadas, conseguindo avanços importantes no último quarto, quando Cincinnati queria ganhar first downs para queimar o relógio. O segundanista segue mostrando sinais claros de evolução e, hoje, é inquestionavelmente o dono do backfield da equipe.

Uma montanha russa chamada Joe Flacco

No final das contas, Flacco não foi uma tragédia como sugeriram os primeiros 15 minutos de partida, contudo também seria exagero dizer que ele foi bem. Mas vamos por partes.

Antes de mais nada, é preciso reconhecer que a proteção da linha ofensiva deixou o quarterback na mão. Geno Atkins, Carlos Dunlap e Sam Hubbard simplesmente foram demais para os bloqueadores de Baltimore. Dois dos três turnovers cometidos por Flacco estiveram diretamente relacionados à pressão.

O fumble no último quarto, responsável por definir a partida, ocorreu quando ele saiu do pocket fugindo do pass rush, ficou exposto e não viu a aproximação de Shawn Williams. Já uma das interceptações – a segunda, no caso – aconteceu após um defensor atingir o braço de Flacco e forçar um pato morto. Joe só foi totalmente culpado mesmo na primeira interceptação, arriscando um lançamento em uma cobertura tripla e ainda errando seu alvo – esse turnover, aliás, resultou no primeiro dos Bengals.

Por outro lado, também é preciso admitir que Flacco foi mal mesmo nas vezes em que não foi pressionado. Foram várias leituras ruins e lançamentos errados (overthrows e underthrows), os quais não resultaram em mais turnovers por muito pouco. Na última campanha do primeiro tempo, por exemplo, Joe Flacco um arriscou um passe longo para John Brown que só não foi interceptado por muita sorte – mais tarde, esse drive acabou virando um de Mark Andrews.




Caso alguém esteja curioso, Lamar Jackson esteve em campo por alguns snaps, mas foi utilizado em formações diferentes, ora alinhando como corredor, ora como wide. Não foi dessa vez que o vimos tendo uma chance como substituto de Flacco.

Mesmo com tantos problemas, o ataque dos Ravens engrenou no segundo tempo, aproveitando um aparente relaxamento Cincinnati, e transformaram diferença no marcador em apenas uma posse de bola.

Após irem aos vestiários perdendo por 28 a 14 (eles também haviam chegado à end com Javorius Allen), os visitantes anotaram nove pontos seguidos (um field goal e com uma tentativa de conversão de dois pontos frustrada), diminuindo o placar para 28 a 23. O  veio através de uma belíssima conexão entre Flacco e Brown, com o quarterback encontrando seu recebedor em uma janela de passe minúscula.

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A reação, contudo, parou por aí. Cincinnati, então, pareceu ter acordado com o susto e conseguiu uma campanha longa de 10 jogadas e 6:30 minutos, a qual comeu o relógio e resultou em um field goal de Randy Bullock. Na sequência, aconteceu o fumble citado antes, que culminou em outro field goal e na vitória por 34 a 23.

O resultado positivo garante os Bengals na liderança da AFC North ao término da semana 2, sendo um indício forte de que eles brigarão por pós-temporada em 2018. Além disso, confirma a boa fase do ataque: nenhum time anotava pelo menos 34 pontos nos dois primeiros jogos do ano desde 2013, quando o Denver Broncos conseguiu o feito.

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