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A notícia explodiu as 02h10 da manhã de terça-feira, num tweet do insider Adam Schefter: quando a free agency se iniciar às 18h de quarta-feira (horário de Brasília), o quarterback Case Keenum planeja assinar com o Denver Broncos, tornando-se oficialmente o primeiro jogador da posição a sair do mercado num dos anos mais intensos para a posição na história da liga.

Keenum não foi nem ao menos selecionado no Draft de 2012, saído da Universidade de Houston depois de quebrar recordes e mais recordes com os Cougars – contexto: o sistema ofensivo era moldado justamente para essa pirotecnia ofensiva. Ele passou a maioria de sua carreira perambulando como journeyman em dois times: o Houston Texans, por onde atuou em 2012, 2013 e na metade final de 2014; e o Los Angeles Rams, onde esteve presente na primeira metade de 2014 e nos anos de 2015 e 2016. Até mesmo no Minnesota Vikings, que o contratou em 2017, ele não esperava ser o titular: tal posto pertencia a Sam Bradford.

A última temporada, entretanto, foi sem dúvida a mais marcante da carreira de Case Keenum: com a lesão de Sam Bradford já na primeira semana, Keenum virou o titular dos Vikings e, salvo por um breve retorno do antigo titular no Monday Night Football na quinta semana, o ex-Cougar liderou Minnesota à final de conferência – numa campanha marcada pelo touchdown na última jogada do Divisional Round contra o New Orleans Saints para levar o time ao NFC Championship Game. Os Vikings sairiam da Philadelphia derrotados por 38-7; no entanto, o futuro de Keenum estava apenas começando a se desenhar para a próxima temporada.

Como o contrato com a franquia de Minneapolis era de apenas um ano – dado que ele tinha chegado para ser reserva – a organização optou por não aplicar a franchise tag no jogador mesmo após um 2017 fortíssimo. A decisão, conforme o destino nos revelou, claramente tinha por objetivo garantir que os Vikings pudessem ir atrás de Kirk Cousins na free agency. Minnesota acredita que, mesmo após uma bela temporada de Keenum, a contratação de Cousins será a peça chave na busca pelo primeiro Super Bowl da história.

Se para os Vikings ele não era bom o suficiente, os Broncos pensam diferente. O insider Charles Robinson, do Yahoo.com, confirma que o desejo inicial da organização de Denver também era Kirk Cousins; no entanto, havia uma discordância dentro da organização sobre os termos do contrato que seria oferecido – este, com estrutura extremamente favorável ao jogador. Quem teve bastante peso na decisão de ir agressivamente para cima de Case Keenum foi Gary Kubiak. Treinador campeão do Super Bowl 50 com o time e atuando como consultor, Kubiak teve Keenum no elenco quando ainda era treinador dos Texans, vale lembrar.

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O contrato de Keenum, é claro, não deve ser dos mais baratos – no momento em que esse artigo foi escrito, inclusive, os termos do mesmo ainda não haviam sido feito públicos, embora acredite-se em 2 anos com média de 18 milhões. Para acomodá-lo, os Broncos, que possuem atualmente 29 milhões de dólares disponíveis na folha salarial após a saída de Aqib Talib, podem estar atrás de algumas reestruturações: Demaryius Thomas e Emmanuel Sanders, que custarão $12M e $10,9M de dólares aos cofres da franquia em 2018, são dois dos favoritos a alterarem a estrutura do contrato.

Denver sofre com a ausência de um passador confiável desde a aposentadoria de Peyton Manning e a diretoria estava numa busca intensa por um novo jogador na posição. Assinando com Keenum, o front office espera que o pensamento de que o time estava a apenas um bom quarterback de brigar novamente pela AFC esteja correto. Mesmo assim, não descarte uma possível escolha de um novo jogador da posição para o futuro no próximo mês: a conexão de John Elway com quarterbacks moldados de forma semelhante – alto/braço forte – a Josh Allen é muito forte para ser ignorada.
“denverbroncos"

Em Minneapolis, Case Keenum contou com uma boa defesa, excelente trabalho do coordenador ofensivo Pat Shurmur e bons playmakers. No que tange ao primeiro e último ponto, é quase o que ele terá no Colorado. Se o desempenho de 2017 foi apenas um ano fascinante ou a nova norma na carreira do jogador, isso só descobriremos a partir de setembro.

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