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Ainda que o Seattle Seahawks fosse favorito diante do Detroit Lions no jogo deste sábado, particularmente jogando no barulhento Century Link Field, havia alguns questionamentos sobre a equipe. A defesa, após a perda do safety Earl Thomas, por contusão,  parecia distante do auge da Legion of Boom. O ataque, principalmente no jogo aéreo, também vinha oscilando muito, com o quarterback Russell Wilson mais irregular que o habitual.

O que se viu na noite de sábado, entretanto,  foi bem diferente. Tanto na defesa quanto no ataque, os Seahawks se impuseram sobre os Lions, dominando sem necessidade de jogadas espetaculares (salvo pela recepção de Paul Richardson para o touchdown). Aliás, o maior destaque dos Seahawks durante o jogo lembrou a versão do time de alguns anos atrás.  O running back Thomas Rawls lembrou os tempos de Marshawn Lynch, correndo de maneira intensa e quebrando tackles no meio da linha defensiva dos Lions. Rawls, que até então parecia um corredor mais afeito às corridas laterais, partiu pra cima do coração da defesa adversária, como Lynch fazia com maestria. No fim das contas,  foram 161 jardas em 27 tentativas.

A performance de Rawls tirou a pressão de cima de Russell Wilson,  que soube utilizar os passes curtos como ferramenta de controle do campo e do relógio. Destaque também para a conexão com seu alvo preferido. Doug Baldwin, que conseguiu pegar os 11 passes lançados por Wilson em sua direção, segue como arma fundamental no ataque de Seattle.

Com a eficiência ofensiva dos Seahawks, a situação já se desenhava como bem difícil para Detroit. E o ataque dos Lions se mostrou incapaz de desafiar a defesa dos Seahawks. O plano de jogo baseado em passes curtos caiu como uma luva para a defesa. Sem Earl Thomas, a defesa dos Seahawks se torna mais frágil contra passes longos pelo meio do campo. Matthew Stafford, no entanto, só buscou essas jogadas no último quarto, já bem atrás no placar. Neste momento, a defesa já estava preparada para os passes longos, que se mostraram ineficazes.

A derrota de sábado é mais um capítulo na sina dos Lions em playoffs. Desde a conquista do título da NFL em 1957, a equipe ganhou apenas uma partida de pós-temporada. Outra coisa que chama a atenção com relação à equipe de Matthew Stafford, Jim Caldwell e companhia é que, mesmo nesta temporada bem-sucedida, o desempenho contra equipes fortes (com recorde positivo e/ou classificadas aos playoffs) foi bem fraco.

Para Seattle, semana que vem o adversário é o Atlanta Falcons. Para um bom resultado diante do ótimo ataque dos Falcons, os Seahawks precisarão mostrar novamente a capacidade de controlar a posse de bola com o jogo terrestre. Será que Thomas Rawls segue brincando de ser Marshawn Lynch?