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Em um dos duelos mais interessantes e aguardados da semana 1, Minnesota deu uma prova imensa de força ao derrotar o San Francisco 49ers por 24 a 16, no U. S. Bank Stadium. Com uma excelente atuação defensiva e uma estreia sólida de Kirk Cousins, os Vikings impuseram a Jimmy Garoppolo sua primeira derrota como profissional – antes, o quarterback somava sete vitórias em sete partidas como titular.

Em seu primeiro grande teste na temporada, Jimmy G é interceptado três vezes

Muitos se perguntavam como Garoppolo reagiria em 2018, afinal a responsabilidade e as cobranças seriam bem maiores do que no ano passado, quando o quarterback entrou como franco-atirador em um time sem ambição nenhuma. Pois bem, a primeira impressão não foi nada boa.

Jimmy sofreu demais com a pressão (três sacks sofridos e apenas 15/33 passes completos), tendo muitas dificuldades para ler e anular as mandadas por Minnesota. Duas de suas três interceptações, por exemplo, estiveram ligadas diretamente à pressão. Na primeira, ele não identificou uma blitz vinda pelo lado direito, Alfred Morris falhou na proteção e Garoppolo lançou nos braços do cornerback Mike Hughes, que levou a bola até a end. Já no turnover que decidiu o jogo nos segundos derradeiros, o signal caller foi pressionado pelo meio da linha e lançou a bola nos braços do safety Harrison Smith, o qual estava lendo seus olhos.

Apenas uma das interceptações não teve a ver diretamente com o pass rush, ocasião em que Garoppolo simplesmente errou seu recebedor e entregou a bola para Xavier Rhodes.

A defesa de Minnesota também foi excelente parando o ataque terrestre, limitando Alfred Morris e Matt Breida a apenas 84 jardas em 23 carregadas. Isso certamente é uma das explicações para o baixíssimo aproveitamento da franquia na red: quatro idas às 20 jardas finais do campo, um , dois field goals e um fumble (perdido na linha de uma jarda por Morris).

Em uma tarde esquecível, o único ponto positivo a ser destacado no ataque de San Francisco foi a bela atuação de George Kittle (cinco recepções e 90 jardas), embora ele tenha dropado um passe longo que, possivelmente, teria virado um . Contudo, o tight end foi bastante acionado por Kyle Shanahan, indicando que seu hype antes da temporada talvez tenha sido merecido.

Cousins não foi espetacular, mas também não deixou a desejar

Não, Kirk ainda não justificou seu contrato de 84 milhões garantidos, mas sua estreia foi consistente. O quarterback usou e abusou de passes curtos para o running back Dalvin Cook – que, por sinal, mostrou estar totalmente recuperado de sua lesão no joelho. Além disso, também contou com uma boa ajuda de Adam Thielelen (seis recepções, 102 jardas), o qual sempre dava um jeito de aparecer livre no meio do campo partindo do slot.

Na verdade, o ataque dos Vikings foi bem parecido com o ataque comandado pelo coordenador ofensivo Pat Shurmur e o quarterback Case Keenum em 2017. Cousins até mesmo saiu do pocket e ganhou jardas com scrambles perigosos várias vezes, marca característica de Keenum na temporada passada.

Todavia, quando chegou a hora de resolver com o braço, Kirk brilhou, lançando dois belos touchdowns para Stefon Diggs e Kyle Rudolph em janelas apertadas de passe. No final, o signal caller terminou o dia com 20/36 passes completos, 244 jardas, dois touchdowns. Já o kicker calouro Daniel Carlson converteu o único disparo que tentou.

Por outro lado, é preciso dar dois destaques negativos. O primeiro foi o fumble juvenil sofrido por Dalvin Cook. Após romper a linha de scrimmage, o running back deixou a bola exposta enquanto tentava ganhar mais jardas em campo aberto e possibilitou o turnover, forçado por Fred Warner e recuperado por Richard Sherman. Para a sorte de Minnesota, o vacilo não resultou em pontos para o adversário.




O segundo ponto negativo foi a atuação da linha ofensiva. À primeira vista, a unidade se mostrou pior em relação ao ano passado, falhando na hora de abrir espaço para as corridas e proteger o quarterback. Cook, por exemplo, conseguiu míseras 40 jardas em 16 carregadas, enquanto Cousins foi pressionado a partida inteira (até por isso realizou tantos scrambles) e sofreu três sacks – 2,5 deles causados por DeForest Buckner.

A ausência do center titular Pat Elflein ajuda a explicar o rendimento ruim, mas a unidade precisará se comportar melhor nas próximas semanas se os Vikings quiserem voltar à Final da NFC. Em todo o caso, hoje foi o suficiente para assegurar a vitória por 24 a 16 sobre os 49ers.

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