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Não foi desta vez para o Dallas Cowboys. As já diminutas chances de playoff – na casa dos 5% – caíram para zero após a derrota para o Seattle Seahawks, adversário direto na briga pela repescagem da Conferência Nacional. A partida foi “mais do mesmo” em inúmeros sentidos quando falamos da temporada 2017 do time.

Mesmo com a volta de Ezekiel Elliott, Dallas não conseguiu colocar pontos no placar. O motivo? Turnovers. Toneladas deles. Elliott foi bastante acionado – 24 carregadas e quase 100 jardas terestres, batendo suas 97 jardas corridas de média desta temporada. Contudo, os três turnovers foram decisivos para o resultado final: o Seattle Seahawks marcou seus 21 pontos, todos, depois de forçar um turnoverUm deles foi uma interceptação retornada para touchdown – a quarta de Dak Prescott nesta temporada depois de ter apenas quatro interceptações, no todo, a temporada toda.

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Nosso podcast com o recap da Semana 16

O que aconteceu com Dak Prescott?

Prescott não vem se dando bem quando as equipes mandam quatro ou menos pass rushers para cima dele. Com uma conta matemática básica, se a defesa manda quatro jogadores para cima do quarterback, sobra sete para cobrir o passe. Se manda mais, tem menos – no caso da blitz, caso a leitura seja rápida, o quarterback consegue se livrar da bola e o recebedor acaba tendo muito espaço para ganhar jardas após a recepção.

Contra blitz, Prescott tem 11 touchdowns e apenas duas interceptações nesta temporada – com apenas nove sacks tomados. Contra quatro ou menos pressionadores, são os mesmos 11 touchdowns – mas 11 interceptações e 22 sacks. Ou seja: aquele velho problema de Dak Prescott em Mississippi State – segurar demais a bola – tornou-se um problema quando não é óbvio que há cinco ou mais defensores vindo para cima dele.

Perdeu o que rolou de melhor na Semana 16? Aqui um texto rápido para você se interar.

E quando há sete ou mais na marcação, as defesas estão fazendo um trabalho melhor contra Prescott do que fizeram no ano passado. Claro: aqui vamos considerar apenas as partidas com Ezekiel Elliott em campo, dado que sua presença muitas vezes abre o passe por conta de haver oito homens no front para conter a corrida.

Em 2016, contra quatro ou menos pressionadores e com Elliott em campo, Dak teve 76% de aproveitamento, 8,72 jardas por tentativa, 13 touchdowns e apenas duas interceptações. Neste ano, 6,88 jardas por passe, 63% de aproveitamento, nove touchdowns e cinco interceptações. A diferença de um ano para o outro, com geral marcando e não indo para cima ao morder a isca do passe rápido de Dak, é gritante.



O calendário de 2017 era mais difícil. A fita de Dak esteve nas mãos dos coordenadores defensivos adversários durante toda a intertemporada. Cam Newton, Matt Ryan, Sam Bradford e tantos outros quarterbacks passaram por essa regressão no segundo ano – a qual, claro, não é exclusiva de Dak. Ele, a bem da verdade, teve seus momentos de brilho neste ano conturbado com a novela de Ezekiel Elliott. Contudo, as interceptações atrapalharam. A falta de uma comissão técnica mais coesa, idem.

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Agora, vem a parte importante. O primeiro ano de Prescott não significa que ele será um gênio. O segundo ano, rodeado de problemas e interceptações, tampouco significa que ele será uma farsa. O ano mais importante da carreira dele se avizinha. A linha ofensiva deve continuar forte, Elliott não estará suspenso e a defesa deve ser reforçada após o ano de ressaca do teto salarial mal administrado por Jerry Jones. Qual Dak Prescott aparecerá em 2018? É o que todo mundo quer saber.

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“RODAPE"