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Derek Carr se tornou, na semana passada, o jogador mais bem pago da história da NFL. Se ele cumprir o contrato de cinco anos até o final, a média salarial fica na casa dos 25 milhões de dólares. Deixando algo claro num texto bem curto: vale. Para começo de conversa, o quarterback é a posição mais importante do futebol americano – e, nos esportes de massa, dificilmente existe uma posição que influencia tanto no resultado, especialmente em pós-temporada ou em confrontos parelhos.

Além disso, o teto salarial – máximo de dinheiro que os times podem gastar a cada ano com seus jogadores – só sobe. Para se ter ideia, quando foi criado em 1994, o teto era de “apenas” 34 milhões de dólares para todos os atletas. Hoje, ultrapassa os 160 milhões.

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Por fim: não existe commodity tão escassa no Draft hoje em dia como um quarterback com braço forte e leituras precisas. A spread offense (ataque com recebedores espalhados no campo) virou uma epidemia no college – e como fruto, quarterbacks cada vez mais crus chegando no nível profissional.

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Resolver a questão do “franchise quarterback” é simples: é um fardo a menos por 20% de um teto salarial que só cresce. Em 2008, os Steelers deram a Ben Roethlisberger o então maior contrato da história da liga. Foi o que lhes deu flexibilidade – por incrível que pareça – para arrumar o resto do time.

Vai acontecer o mesmo com Carr? Não sei. Sei que há críticas “ah ele nunca foi para os playoffs“. Normal que surjam: os Raiders não passaram em horário nobre (Sunday e Monday Night) tantas vezes ano passado e no Thursday contra os Chiefs, Carr estava machucado. Neste ano, estarão presentes em 5 jogos noturnos. Talvez os críticos entendam o porquê de Carr ser meu quarterback (dentre os jovens, draftados desde 2014) preferido.

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