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O Philadelphia Eagles foi campeão pela primeira vez do Super Bowl. Embora tenha conquistado o título da NFL em outras oportunidades, quando o grande jogo ainda não existia, a equipe comandada por Doug Pederson derrubou o New England Patriots e o Vince Lombardi Trophy finalmente vai para a Philadelphia.

Foi um grande conto de fadas na temporada dos Eagles. A equipe entrou a temporada como “quarta força” da NFC East, após a incerteza no final da temporada 2016 de Carson Wentz e movimentações ousadas por parte de Howie Roseman. Todas surtiram efeito. Chris Long, Alshon Jeffery, Corey Clement, Derek Barnett, Torrey Smith… E Nick Foles. Poderíamos ficar até amanhã citando nomes que foram adicionados na última intertemporada e que tiveram participação nesse título.



Acima de tudo, Nick Foles é a grande história desta pós-temporada e do próprio Super Bowl. Reserva na Philadelphia, Foles vence o Super Bowl quatro anos depois que “deveria”. Em 2013, Nick Foles foi uma das gratas surpresas da NFL. Acabou saindo dos Eagles e foi extremamente mal utilizado por Jeff Fisher & Amigos nos Rams. Voltou em 2017 para ser reserva de Carson Wentz e acabou conduzindo o time ao título.

Foles foi impecável durante toda a partida. Houve uma interceptação, como você pode ver pelos números, mas ela foi longe de ter sido culpa dele. O camisa 9 teve total domínio do ataque de Pederson e parecia saber quando sair do pocket, quando arriscar em profundidade e quando tentar o passe mais curto.



quarterback dos Eagles terminou a partida com 43 passes tentados, 28 completos, 373 jardas, três touchdowns passados e um recebido. Sim, você leu isso. Ele foi o primeiro quarterback a receber um passe para  na história do Super Bowl – e apenas o terceiro a receber um passe no geral. A história de Cinderella de Nick Foles é quase sem precedentes; Ele foi apenas o terceiro quarterback a ser titular no grande jogo após ter começado três ou menos partidas na temporada regular. Os dois anteriores (Doug Williams em 1987 e Jeff Hostetler em 1990) também venceram.

Show ofensivo foi o tema do Super Bowl

Kickers errando, “bowl” no nome do jogo,  um monte de trick play, defesa perdendo e 1000 jardas combinadas para os dois lados. Parecia um jogo de college – o que, para o fã que gosta de ataques, foi um espetáculo. As defesas deixaram (muito) a desejar. A dos Patriots até conseguiu uma interceptação, mas foi uma mãe por boa parte do jogo. A dos Eagles conseguiu forçar um fumble que veio a ser a jogada da partida – mas também cedeu um caminhão de jardas.

O Super Bowl LII foi um espetáculo ofensivo e não há como dizer ao contrário. Foi o jogo com mais jardas combinadas na história da NFL – 1151. As 874 jardas aéreas combinadas foram a maior marca num jogo de pós-temporada. As 505 de Brady, a maior marca num jogo de playoff. Os times tiveram apenas 1 punt em toda a partida. E as linhas ofensivas, no geral, fizeram um bom trabalho – apenas um sack. O problema para os Patriots é que ele foi o derradeiro.

“49ERS"

Duelo que todos esperavam foi o que decidiu a partida

Durante toda a semana, todos nós batemos na tecla de que o principal duelo (matchup) que decidiria a partida seria quando os Patriots tivessem no ataque. Não é segredo para ninguém que o meio de vencer Tom Brady é punindo-o fisicamente – seja para apressar o passe ou forçar turnovers.

Pois bem; Philadelphia não conseguiu nenhum sack até o final do último quarto. Brady com a bola, 2:09 no cronômetro. O temor de 10 entre 10 torcedores dos Eagles parecia querer se concretizar. Eis que o líder em sacks do time durante a temporada regular, com 9,5, apareceu. Brandon Graham forçou fumble em Tom Brady e Philadelphia garantiu a posse e, talvez, ali tenha garantido a vitória. Os Eagles queimaram cronômetro, chutaram o field goal e os Patriots já não tinham mais nada a fazer.

Os Eagles vencem o Super Bowl pela primeira vez e, com justiça, Nick Foles foi eleito o MVP (Jogador Mais Valioso) da final da NFL. Agora é esperar para ver o que vai acontecer. Na opinião deste que vos escreve, Foles pode ser trocado na intertemporada. Seja como for, os Eagles entram 2018 como favoritos na Conferência Nacional. Que temporada fantástica.

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