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Emulando os Saints: GM dos Bears explica o porquê de ter escolhido Trubisky

Ele não era unanimidade no processo pré-draft. Ele teve apenas 13 jogos como titular em North Carolina – e antes não havia conseguido ser titular no lugar de Marquise Williams, quarterback que sequer foi draftado. Mitchell Trubisky era consensualmente o melhor quarterback da pior classe desde 2013 – ano no qual os Bills escolheram E.J Manuel, o único quarterback escolhido naquela primeira rodada.

Após informações vazarem que o técnico do time, John Fox, sequer sabia que Trubisky seria o escolhido naquela noite – a qual foi desmentida pelo general manager do time – após sabermos que os 49ers sequer pensavam em escolher quarterback e lembrarmos que os Bears acabaram de dar 15 milhões garantidos para Mike Glennon – o quarterback mais bem pago na free agency 2017 – Ryan Pace, o general manager de Chicago, no mínimo tem que dar explicações. E o fez em Mike & Mike, programa da ESPN americana.

“Quando você olha para isto, temos que voltar atrás, para New Orleans [Pace foi membro do front office dos Saints antes de ser general manager nos Bears], tive a oportunidade de estar com Drew Brees e Fox [treinador] teve meio que a mesma coisa com Peyton em Denver, então eu acho que uma coisa é óbvia, você nunca será ótimo nesta liga se não tiver resposta nessa posição, certo [quarterback]” então este foi um comprometimento nosso nesta intertemporada, melhorar essa posição e, honestamente, faz tempo que esta franquia não tem essa posição”, disse Pace ao ser perguntado por que fez uma troca para mover-se apenas uma posição acima no Draft (da 3 para a 2).

  • Termos da troca:
    • Bears ficam com a #2 (Mitchell Trubisky, QB, North Carolina)
    • 49ers ficam com a #3 (Solomon Thomas, DE, Stanford), a #67 e a #111 de 2017 e mais uma terceira rodada de 2018

“Sim, com certeza. Tínhamos uma certeza e não podíamos ficar sentados, vamos eliminar esse risco e pegar o cara que queríamos”, respondeu Pace sobre se Trubisky, ao seu ver, é o franchise quarterback dos Bears e se ele pode liderar o time na próxima década.  “Conversamos com vários times e um deles era Cleveland, e posso dizer, não quero mencionar um em específico, mas havia vários times que poderiam subir para a #2”, disse Pace ao ser perguntado sobre se houve conversas com os Browns. “Em minha mente, seja subindo uma posição ou vinte, isso é sempre sobre escolher o cara que você queria”, comentou o general manager dos Bears.

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O risco está presente para Ryan Pace. Ao fazer essa troca, Pace coloca o emprego na guilhotina. O paralelo com o New Orleans Saints – embora Trubisky ainda tenha que comer TONELADAS de arroz e feijão para ser o que Drew Brees é – faz sentido quando olhamos para o Draft dos Bears. Na segunda rodada, Pace escolheu um tight end do porte físico – e ball skills basqueteiras – de Jimmy Graham com Adam Shaheen. Na quarta rodada, Tarik Cohen, running back de North Carolina A&T, é um joystick humano tanto quanto Darren Sproles o era. O problema, claro, é que Pace não investiu na defesa – e a última coisa que o torcedor quer é emular os Saints nisso. Talvez o general manager de Chicago confie nos reforços que trouxe na free agency para a secundária.

Se essa emulação vai dar certo ou não, é o que testemunharemos nos próximos anos. Se não der, certamente Pace vai para a rua. O risco é enorme – a recompensa, também pode ser.

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