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Com a criação do teto salarial na NFL, ao início da década de 1990, as franquias perderam bastante “poder de fogo” em manter seus principais jogadores quando os contratos destes chegavam ao final. Assim, para equilibrar mais as coisas e não fazer com que jogadores ávidos por dinheiro deixem as franquias na mão, a liga criou o instrumento da Franchise Tag – ou, em tradução livre, “Etiqueta do Jogador Importante para a Franquia”. Em outras palavras, é justamente isso que você pensou: um meio de “segurar” um jogador cobiçado pelos outros times.

Claro, isso não vem de modo fácil: a franquia acaba tendo que compensar esse jogador com bastante dinheiro. Ao mesmo tempo, também há de ocorrer um compromisso de tentar desenvolver um contrato de longo prazo – até porque, se não, vira bagunça. A franchise tag é, na prática, benéfica para a NFL como um todo. Depois da ressaca do Super Bowl, a “marcação” dos jogadores com a tag é o primeiro grande evento do calendário da liga – seguido pelo Combine, Free Agency, Draft e etc. Para a temporada 2017, os times tiveram de 15 de fevereiro até 1º de março para “proteger” seus jogadores com a etiqueta.

Mais franchise tag em 2017: 
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Lembrando, claro, que apenas um jogador por time pode ser “etiquetado” com uma das três modalidades, as quais explicaremos a seguir.

I) A Franchise Tag Exclusiva

A um dado jogador (e apenas um) é oferecido um contrato de um ano, cujos valores não sejam menores que a média dos cinco maiores salários da posição desse jogador – ou em 120% do salário desse jogador anteriormente, o que for maior. O time tem direitos exclusivos para negociar com esse jogador.

II) A Franchise Tag Não-Exclusiva

A um dado jogador é oferecido um contrato garantido (ou seja, se ele for cortado recebe do mesmo jeito) de modo que aquele não vá para a Free Agency. O salário, igualmente, é baseado na média dos cinco maiores salários da posição ou em 120% do salário anterior – novamente, o que for maior. A diferença é que o jogador pode negociar com outros times. Aqui vem a sacada: se um outro time fizer uma proposta, o time original tem o direito de igualar essa proposta em até sete dias – e agora a sacada maior ainda; Se não igualar, o time original recebe duas escolhas de primeira rodada como compensação. Obviamente isso impede que as outras franquias queiram se engraçar com o jogador “etiquetado”.




III) A Transition Tag (“Etiqueta de Transição”)

Igualmente por um ano, como as demais – só que com algumas diferenças. Em princípio, porque o salário oferecido é a média dos dez maiores salários vigentes na posição. A Transition garante que o time possa igualar uma proposta de outra franquia – mas não pode ser usada caso o time já tenha usado quaisquer dos outros dois tipos.

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