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Leitura rápida: Corte parece ter motivos financeiros, mas vai além disso.

O corte de Mychal Kendricks, por parte do Philadelphia Eagles no primeiro dia dos OTAs da equipe, foi o ponto final numa relação que já era conturbada entre time e jogador há algum tempo. A dispensa do linebacker abre $4,4M de espaço na folha salarial ao passo que intensifica a necessidade dos Eagles de reforçar a posição.

Kendricks não teve a mais comuns das carreiras em Philadelphia. Escolhido na segunda rodada do Draft de 2014, seus primeiros anos na organização foram extremamente proveitosos; com a saída de Chip Kelly do comando técnico e após assinar uma extensão contratual, seu nível declinou, muito provavelmente por sua menor adaptabilidade para um esquema defensivo com base 4-3.

Desde a mudança da coaching staff em 2016, Kendricks esteve disponível para trocas, com os Eagles supostamente fixando seu preço numa escolha de quinta rodada. O coordenador defensivo, Jim Schwartz, utiliza em grande parte de seus snaps apenas dois linebackers em campo e, com Nigel Bradham e Jordan Hicks acima no plantel da posição, Kendricks viu cada vez menos tempo de jogo – em 2016, por exemplo, ele não esteve em campo em nem mesmo 30% das jogadas defensivas; esse número só cresceu em 2017 pois Hicks sofreu uma grave lesão no meio da temporada e Kendricks assumiu a titularidade.

Vale lembrar que, na última offseason, Kendricks requisitou uma troca junto a Howie Roseman, que negou o pedido.

O tempo do corte do jogador é relativamente problemático para Philadelphia. Mais cedo, no mesmo dia, Paul Worrilow rompeu o ligamento cruzado anterior durante um treino e está fora da temporada de 2018.

A leva de free agents mais importantes já passou e os bons nomes disponíveis no mercado são escassos. Ainda assim, manter Kendricks no custo previsto em 2018 ($7,6M) era totalmente inviável para um time tão apertado na folha salarial.

Era tempo de cortar a corda.

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