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Trocas na NFL nunca serão um assunto tão interessante quanto o Draft, a Free Agency ou mesmo o Combine. Como cada time tem um esquema e livro de jogadas próprios, não é todo jogador que despenca num centro de treinamento via troca e poderá começar o jogo seguinte – ao contrário do que acontece em outros esportes americanos, como o basquete, o beisebol ou o hóquei no gelo.

No caso do beisebol, por exemplo, um dado outfielder não terá muitas dificuldades de adaptação se for trocado pelo New York Yankees para o Los Angeles Angels – é só chegar, defender o campo externo e rebater contra arremessadores que muito provavelmnete ele já enfrentou.

De toda forma, nos últimos anos pudemos testemunhar um pouco mais de ação no que diz respeito a trocas. No ano passado, por exemplo, o Arizona Cardinals trocou por Adrian Peterson depois que David Johnson se machucou e os então reservas não produziram – deu certo por um jogo, mas isso fica para outro texto. Ainda no mês de outubro, o San Francisco 49ers trocou uma escolha de segunda rodada do Draft pelo quarterback Jimmy Garoppolo.

E, nos últimos 30 dias, tivemos bastante ação também – bem mais do que em anos anteriores. O Kansas City Chiefs foi protagonista de duas trocas; Primeiro, mandou o quarterback Alex Smith para Washington. Depois, o cornerback Marcus Peters foi trocado para o Los Angeles Rams. Sendo sincero, confesso que essas duas trocas me deixam com menos material para este texto.

Se eu já tinha poucas opções aqui, o corte/não renovação de alguns jogadores fizeram meu trabalho ainda mais difícil. Um exemplo: A.J. McCarron seria outra figura carimbada num texto assim. Ocorre que ele venceu a arbitragem contra o Cincinnati Bengals e agora será free agent irrestrito – como efeito, pode assinar com qualquer equipe. Mo Wilkerson era outro alvo para trocas, mas os Jets cortaram o defensive end e ele também poderá assinar com qualquer equipe – nada de trocas aqui, então. Outra potencial troca – que até chegou a ser ventilada no ano passado – que é natimorta é pelo CB Richard Sherman. Como ele operou o tendão de Aquiles recentemente, não passará em exame médico após uma potencial troca – assim, não há como trocá-lo.

Bom, já coloquei muitos senões aqui – vamos aos finalmentes. Abaixo, algumas opções que consegui pensar. Mas não só isso, visto que em muitos casos – como na primeira – já há rumores fortes de troca podendo acontecer.

 


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WR Jarvis Landry (Dolphins) para Bears/Ravens

Esta troca daria até para colocar dinheiro se desse para apostar em algum lugar. O Miami Dolphins colocou a franchise tag em Jarvis Landry essencialmente porque queria algo em troca em vez de sair de mãos abanando. Landry não é o melhor wide receiver no mercado – julgo que Allen Robinson tenha mais potencial, já que Jarvis é mais Z/Y receiver. Mesmo assim, haverá interesse.

Os dois times em que mais se cogita sua presença tem uma necessidade mortal por wide receivers: Chicago Bears – precisando de alvos para Mitchell Trubisky e seu desenvolvimento – e Baltimore Ravens – um time preso ao contrato faraônico com Joe Flacco e que precisa lhe dar armas para tentar alguma coisa em 2018.

 



QB Nick Foles (Eagles) para o Denver Broncos

Nesta semana, saiu forte o rumor de que um time da Conferência Americana ofereceu uma escolha de segunda rodada pelo quarterback Nick Foles – MVP (acredite ou não) do Super Bowl LII. Bom, como campeão de Onde Está Carmen Sandiego, vamos brincar de detetive: excluindo os times da NFC, quais times da AFC têm necessidade por um quarterback? New York Jets, Cleveland Browns e Denver Broncos.

Os Browns já tiveram seu “plano” vazado: contratar A.J. McCarron e pegar um quarterback no topo do Draft. E os Jets, ao cortar Mo Wilkerson para terem mais didnin, indicam fortemente que o Plano A é ir atrás de Kirk Cousins. Quem sobra? John Elway e seus Broncos.

De toda forma, os Eagles não vão liberar Foles a um preço tão barato. A recuperação de Carson Wentz ainda é uma incógnita: embora haja tempo suficiente para Wentz voltar, nunca se sabe se o time precisará de Foles em setembro. E como o prazo para trocas é o fim de outubro, os Eagles podem executar o Belichick Special e trocar Foles ao final do prazo – tal como os Patriots fizeram com Jimmy Garoppolo.



S Su’a Cravens (Washington) para os Broncos

Um dos “Homens Que Não Erram” entre os insiders americanos cravou: então a chance de rolar é plausível. Segundo Ian Rapoport, Denver e Washington estão em negociação para uma troca envolvendo o safety Su’a Cravens. Ainda segundo Rapoport, os Broncos seriam um dos times interessados – mas, dentre eles, o mais sedento pelos serviços de Cravens.

A história é interessante na medida em que Su’a, escolha de segunda rodada no Draft de 2016, não jogou nenhuma partida na temporada passada. Ele anunciou aposentadoria ainda no início de setembro – mas o time manteve seu contrato enquanto ele decidia o que faria. Em janeiro, após ser liberado pelos médicos para voltar a jogar depois de reabilitação por conta de concussão, a NFL anunciou que ele estaria apto para jogo. Então, caso jogue em 2018, pode ser por outra equipe.

OT Joe Thomas para os Texans/Broncos

Ok, aqui não tem rumor de Adam Schefter nem de Ian Rapoport – é coisa da minha cabeça mesmo. Certeza como membro futuro do Hall da Fama, Joe Thomas é um dos melhores offensive tackles da história e literalmente um dos poucos acertos no Cleveland Browns se considerarmos a franquia de 1999 para cá.

Considerando que ele está no fim de carreira, seria bacana se jogasse num time mais competitivo – quem sabe até com chance de vencer um Super Bowl. Antes que me indiquem o Seattle Seahawks, lembro ao leitor que a equipe já trocou por Duane Brown, também left tackle, na temporada passada. Sem Seattle na jogada, sobra o Houston Texans – justamente a ex-equipe de Brown – e o Denver Broncos, que certamente precisará de ajuda para o futuro quarterback que a franquia draftar/contratar.

Considerando o bom trabalho que Andrew Whitworth fez no Los Angeles Rams, um left tackle experiente no fim da carreira pode ser tudo o que uma linha ofensiva precisa para dar um salto de produção. Novamente, aqui é apenas uma especulação minha – os Browns já têm uma cacetada de escolhas e não é como se mais picks no Draft fossem ser algo tão desejado pelos lados de Ohio.

QB Tyrod Taylor para os Cardinals

No momento que você coloca seu quarterback titular no banco, considerando um head coach em seu primeiro ano, um sinal está claro: o fim do casamento está próximo. Como sempre digo, novos sistemas, novos quarterbacks. Caso você já tenha esquecido, no meio da temporada passada os Bills – por meio de decisão de seu treinador, Sean McDermott – colocaram Taylor no banco em favor de Nathan Peterman. Uma cacetada de interceptações depois – no mesmo jogo, frise-se – McDermott voltou atrás na insanidade e Taylor voltou à titularidade.

A história até parecia ter final feliz, dado que os Bills finalmente chegaram aos playoffs – era a maior seca da NFL, a equipe não ia à pós-temporada desde 1999. Contudo, já há indícios fortes que o time deve trocar Taylor, inclusive “segurando” ele no elenco até pelo menos o Draft. Um destino plausível seria o Arizona Cardinals. A equipe não tem nenhum quarterback sob contrato neste momento: Carson Palmer aposentou, Blaine Gabbert e Drew Stanton são free agents. Com isso, abre-se a janela para os Cardinals trocarem por Taylor e draftarem um quarterback no próximo Draft.



Abaixo, trocas com chances bem menores de acontecerem

WR Martavis Bryant para “os suspeitos de sempre” no caso de WRs (Bears/Ravens/Browns & Amigos)

Ok, esta troca não vai acontecer. Só vou colocar pelo ponto de “vai que”. Caso você tenha esquecido, o então calouro JuJu Smith-Schuster foi uma das gratas surpresas do ataque do Pittsburgh Steelers, ele e Ben Roethlisberger viraram grandes amigos nos passes em profundidade e Martavis Bryant virou um chiliquento de marca maior – tretando com fãs no Instagram e conexos.

Com a ascensão de JuJu, naturalmente surgiram boatos de que Bryant estaria no trade block. Contudo, a menos que um time se desespere ao ponto de oferecer MUITA COISA para os Steelers, a troca não deve acontecer; Primeiro porque há opções mais interessantes no mercado – Allen Robinson, Sammy Watkins (ambos free agents) e Jarvis Landry (com os Dolphins desesperados para alguém topar negócio). Segundo porque, financeiramente, Bryant compensa aos Steelers: ele terá salário de apenas 700 mil dólares na próxima temporada. E, finalmente, porque é de interesse do time que Ben Roeethlisberger tenha o máximo de armas possíveis para a próxima temporada.

Le’Veon Bell para os 49ers

Ok, vamos imaginar que uma %%$# muito grande aconteça nas negociações entre o running back Le’Veon Bell e o Pittsburgh Steelers. Caso você tenha esquecido, Bell já disse umas duzentas vezes que não jogará 2018 com a franchise tag – a qual ele recebeu pelo segundo ano consecutivo. De certa forma, não há como culpá-lo: considerando a posição de running back, o contrato de um ano da tag é um risco imenso. E se ele se machucar? Como fica seu futuro após 2018? Creio que agora você entenda a revolta de Bell.

Fato é que não existe nenhuma garantia de que Bell jogará com o contrato da tag/1 ano. A ideia dos Steelers é a do contrato de longo prazo – a tag apenas foi colocada para que a franquia tenha até julho para negociar com Le’Veon (com ele não chegando ao mercado). SE essa negociação der MUITO errado, aí o plano B seria uma troca – caso Bell leve a sério as ameaças de fazer greve caso esteja com a tag/contrato 1 ano. No caso de potencial troca, os Steelers não teriam muita barganha – dado que Bell teria as fichas na mão ao fazer greve. E precisariam de:

a) Um time com necessidade de running back
b) Com rios de dinheiro no teto salarial para poder gastar com Bell

Somando “a” e “b”, o resultado dessa equação chama-se San Francisco 49ers. A equipe deve perder Carlos Hyde para a free agency e no momento em que escrevo este texto, é a quinta da NFL com mais dinheiro disponível no teto salarial: 66 milhões de dólares.

Antes que o torcedor dos 49ers se empolgue e que o dos Steelers entre no twitter para me xingar, lembro que dificilmente esse cenário deve acontecer. A chance de Pittsburgh perder o mais completo running back da NFL na potencial última temporada de Ben Roethlisberger é minúscula.

Trocas que prevíamos aqui e aconteceram:

DE Michael Bennett (Seahawks) para os Falcons Eagles (ou qualquer outro time precisando de DE)

Sim, ele tem 32 anos. Sim, o contrato é pesado e será parcialmente herdado pelo time que trocar por ele – 27 milhões nos próximos três anos. De toda forma, Bennett foi o segundo em sacks na defesa de Seattle no ano passado, sendo pro bowler nas últimas três temporadas.

Os Seahawks não têm tanto espaço no teto salarial e precisam mover peças – como já foi ventilado que Bennett seria a bola da vez no trade block, isso indica que a franquia (corretamente) manterá o safety Earl Thomas para  a próxima temporada. O alvo para troca aqui é o Atlanta Falcons e faria todo sentido do mundo. O atual head coach dos Falcons, Dan Quinn, foi coordenador defensivo de Bennett em Seattle. E os Falcons precisam de ajuda no pass rush. Caso a troca não aconteça com Atlanta, outros times podem se interessar – desde que joguem no sistema 4-3, dado que Michael Bennett é defensive end desse sistema defensivo.

Artigo sobre a troca: Seahawks trocam o DE Michael Bennett para o Philadelphia Eagles

Os Eagles, que já têm uma linha defensiva fantástica, ficaram ainda mais fortes ao receberem Bennett. E a troca é simplesmente maravilhosa para Philadelphia: Seattle manda uma escolha de sétima rodada e Michael Bennett. Phily manda o WR Marcus Johnson (deixa eu adivinhar sua reação: “quem?”) e uma escolha de quinta rodada no Draft.

Com a troca, a linha defensiva do Philadelphia Eagles fica ainda mais impressionante. O time contará com Michael Bennett, Fletcher Cox, Derek Barnett e Brandon Graham. Antes de mais nada, contudo, algumas movimentações terão que serem feitas pelo time – cortes, no caso. Os Eagles estão acima de seu teto salarial para a temporada 2018.

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