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A história de DeShone Kizer vem tomando contornos tristes, para não falar outra coisa. Depois de sair como refugiado do Notre Dame Fighting Irish – uma comissão técnica que não gostava dele, para colocar em termos eufemísticos – o quarterback viu em Cleveland um potencial porto seguro.




Longe disso. Kizer teve lampejos de brilho na pré-temporada, a ponto de enxotar o bem mais experiente Brock Osweiler. Curioso que, antes da pré-temporada, os próprios Browns não desejavam colocar Kizer em campo tão cedo – afinal, ele é um diamante cru sob muitos aspectos.

O vídeo acima é um bom exemplo disso – passe para 26 jardas, com destino a Kenny Britt. Não é um passe fácil de se fazer, dada a boa cobertura do Cincinnati Bengals e sua sólida defesa na jogada.

Esta jogada mostra alguns dos aspectos crus de Kizer. É uma interceptação que simplesmente não pode acontecer. Na red zone você tem que sair com pontos – não com turnovers. DeShone teve mais de uma assim, dentro da linha de cinco jardas, contra os Jets. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde 2009 com um quarterback. E é o tipo de jogada que deixa o jogador e a comissão técnica tão frustrados que o banco acaba sendo o caminho. De fato foi o que aconteceu: Kizer foi bancado e Kevin Hogan voltou como titular no segundo tempo.

Hogan foi nomeado titular nesta semana, sendo o 28º quarterback dos Browns desde que voltaram à NFL em 1999. Sobre isso, este meu tweet resume. Lembrando que o Ted torce para os Browns na série,

Agora a opinião

Não concordo com o que foi feito. É claro que Hogan é um quarterback melhor do que Kizer, tem piso de mecânica e etc maiores. A questão é que a essa altura do campeonato, com 0-5 redondos na tabela, o que importa? Dar mais repetições e ir lapidando Kizer ou tentar ganhar dois jogos com Hogan?

Normalmente seria o primeiro caso. O problema é que Hue Jackson já está na corda bamba – 2017 era o ano no qual os Browns teriam pelo menos algumas vitórias para contar uma bela história de reestruturação. E infelizmente não é o caso – não se contam boas histórias com mecânica acertada de quarterback. O que vale, infelizmente, são as vitórias ao final do ano. Ao colocar Hogan em campo, Hue passa seu contrato no cartão de crédito. A conta – o não desenvolvimento possível de DeShone – pode chegar, mas não será agora. A dívida de vitórias/derrotas estará paga.




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Quem paga os juros? A princípio, o próprio Kizer. É mais uma situação de quarterbacks que foi mal administrada pelos Browns. Sou sempre a favor de colocar o calouro para jogar. O ano de calouro de Peyton Manning ainda é o com mais interceptações para um quarterback primeiranista. Não estou dizendo que Kizer, Trubisky ou qualquer outro calouro deste ano seja um futuro Peyton. Mas o aprendizado faz parte.

Este texto é parte de nossa coluna semanal de NFL, tudo o que você precisa saber em 3000 palavras ou menos. Se você quiser mais, não deixe de ler Primeira Leitura. 

Vejam o caso de Jared Goff. Será que ele estaria tendo este bom ano se não passasse pelo purgatório de 2016 com seus cinco touchdowns e sete interceptações? Provavelmente não. A decisão de Hue Jackson não é de médio ou longo prazo. É de curto – e esse vem sendo o problema em Cleveland desde 1999.

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“RODAPE"