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A novela desta última intertemporada vem ganhando capítulos cada vez mais confusos. O que resta em Miami agora é, no mínimo, uma palavra: a incerteza.

Os Dolphins têm um time coeso, não se engane em relação a isso. O corpo de recebedores é bem talentoso, a defesa – sobretudo a secundária – está saudável, Jay Ajayi deve ser titular desde o início do ano em vez do rodízio de corredores que Adam Gase experimentou no início de 2016. Só falta, para o mesmo Gase, um quarterback para alçar voos mais altos.

Explicamos; Tannehill, na manhã desta sexta, saiu do pocket e pisou em falso. O joelho não parecia ter a estabilidade suficiente para suportar aquela pequena corrida para sair da pressão de Ndamukong Suh. Ruan foi ao chão e dali para o vestiário, fazer ressonância magnética.

Horas depois, o resultado parecia confortar o coração do torcedor dos Dolphins. O joelho não sofreu dano estrutural: não havia ligamento rompido, coisa que lhe tiraria da temporada. Contudo, duas hipóteses restaram sobre a mesa: seguir com o tratamento feito na intertemporada, com Tannehill fora de seis a oito semanas (o que lhe tiraria de dois a quatro jogos da temporada), ou operar – o que faria com que o quarterback perdesse o restante do ano na recuperação.

Ante essa decisão, Miami encontra-se numa sinuca. A primeira metade do calendário do time é bem mais fácil do que a segunda. Na reta final da temporada, os Dolphins enfrentam os Patriots duas vezes é mais Broncos, Chiefs, Raiders e Panthers. Daí o porquê de toda vitória no início contar ainda mais: pode ser aquela “gordura extra” que permitiria Miami a ficar com a vida mais tranquila nas oito semanas finais. Sem Tannehill, fica difícil ganhar essa gordura. Não se engane: tudo fica mais difícil na NFL quando não temos um quarterback titular.

A meu ver, a situação do joelho de Tannehill é bastante complicada. Ele não deve voltar antes do fim de setembro e se isso acontecer, nada garante que volte bem ou que não acabe precisando operar. Esse é o dilema que os Dolphins passam no momento. E que precisam resolver o quanto antes.

Seja Matt Moore, o competente reserva, ou qualquer outro que chegar, repetições em treino com o time titular valem ouro. Cada dia em agosto vale ouro. Os Dolphins precisam saber disso. E tomar uma decisão, seja ela qual for.