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Necessidades no Draft: Carson Wentz precisa de melhores alvos

A melhor parte da temporada, ano passado, dos Eagles aconteceu antes mesmo do início da temporada regular (sim, parece meio contraditório): a equipe conseguiu uma troca inacreditável com o Minnesota Vikings e mandou Sam Bradford por uma escolha de primeira e outra de quarta rodadas. Foi a melhor coisa possível para a franquia: se livrou por muito valor de alguém que não iria agregar em nada para o futuro e deu a vaga para o seu recém escolhido, Carson Wentz, para apanhar em campo e aprender alguma coisa.

Wentz começou a temporada muito bem porque o seu elenco de apoio estava em alto nível. O início 3-1 foi fruto da estabilidade da linha ofensiva, com Lane Johnson ainda sendo o titular como right tackle. Quando a linha teve que absorver a perda dele começou a se desmantelar, com Halapoulivaati Vaitai, Allen Barbre e Isaac Seumalo cobrindo a ausência de Johnson, e o time foi mal. O quarterback começou a errar tudo para cima e quando acertava o alvo dropava o passe. Os Eagles terminaram o ano com o troféu drop do ano: lideraram a liga com 5,8% dos passes desperdiçados por mãos de pedra.

Do lado defensivo, o maior problema tornou-se as big plays. A lesão do nickelback Ron Brooks forçou que Malcolm Jenkins tivesse que jogar na slot o tempo todo. A consequência é o cover 3 constante e cornerbacks medíocres isolados – fórmula de sucesso para os quarterbacks adversários. Mesmo com tantos problemas, Philadelphia terminou o ano bem melhor do que se esperava e com uma perspectiva de futuro promissor. Afinal Carson Wentz pode não ser o cara ainda, mas pelo menos proporciona uma esperança de futuro.

Quem ficou na Free Agency: G Stefen Wisniewski

Quem chegou na Free Agency: DT Timmy Jernigan (troca com Baltimore), DE Chris Long, WR Torrey Smith, WR Alshon Jeffery, QB Nick Foles, G Chance Warmack, QB Matt McGloin, CB Patrick Robinson

Quem saiu na Free Agency: ILB Stephen Tulloch (aposentou), CB Leodis McKelvin, OLB Bryan Braman (não renovaram), CB Nolan Carroll (Cowboys), DT Bennie Logan (Chiefs), OLB Connor Barwin (Rams), QB Chase Daniel (Saints), RB Kenjon Barner (Chargers), QB Aaron Murray (Rams)

Necessidades do Philadelphia Eagles no Draft 2017: Defensive endwide receiverrunning backcornerback

Na realidade, tirando quarterback, Philadelphia tem flexibilidade para adicionar qualquer talento em qualquer posição. Mesmo com Jernigan chegando via troca, ele estará no time por somente um ano e a profundidade da posição é nula após ele e Fletcher Cox. Na linha ofensiva é a mesma coisa: Chance Warmack é uma aposta de um ano (terá que melhorar muito pois nunca engrenou), Wisniewski é um jogador de banco, Vaitai é um projeto e Jason Peters deve jogar o último ano como titular.

Escolhendo mais especificamente, cornerbackwide receiver são as posições mais carentes. Nolan Carroll e Leodis McKelvin (os dois titulares ano passado) vão embora sem deixar nenhuma saudade e Patrick Robinson é um desastre esperando para acontecer. O grande problema é que a defesa de Jim Schwartz, o wide nine, é totalmente baseada no pass rush e Philadelphia deve querer investir mais na posição do que na secundária.

Defensive end

Não se surpreenda se Philly acabar com Charles Harris ou Derek Barnett na primeira rodada. Apesar de gerar pressão em 30% das jogadas no ano passado (quinta maior marca da liga) e ser o quinto time que menos foi para o blitz no ano (apenas 19% das jogadas), a defesa é baseada em sacks. Vinny Curry não foi bem no ano passado e Marcus Smith é o bust que tenta ser um contribuidor situacional. Só resta Brandon Graham como certeza (que teve uma virada na carreira única e tornou-se um Pro Bowler sem sombras de dúvidas), o que deve assustar muito Schwartz. Entre forçar uma escolha de cornerback ou uma de defensive end, não duvido que o time aceite melhor a segunda opção.

Cornerback

Como uma equipe que gera pressão em 30% das jogadas cede 44,2% de passes completos em profundidade, segunda maior marca da liga? Simples: os cornerbacks não tinham noção de onde estava a bola. Quando a escolha de sétima rodada, que era queimada constantemente, Jalen Mills foi o melhor da posição, algo de errado tem.

Não há dúvidas que o time vai atrás de um cornerback em alguma rodada, o grande problema é que ele chegará para ser titular – o que é um risco tremendo para produzir um belo bust na posição. Pelo estilo agressivo do front seven, pode apostar que o alvo preferido da franquia deve ser Gareon Conley. Schwartz busca mais jogadores confiantes que não tem medo de apostar em campo, o que se encaixa no estilo do Buckeye perfeitamente – mesmo sendo um péssimo tackleador.

Wide receiver/running back

A cartilha de como desenvolver um quarterback foi muito bem seguida pela franquia: o cerce de boas influências na comissão técnica (Doug Pederson, Frank Reich e John DeFillipo; técnico principal, coordenador ofensivo e técnico de quarterbacks respectivamente) e tente trazer o máximo de talentos – a contratação de Jeffery mostra isso.

Por causa disso Philadelphia precisa de mais jogadores ofensivos. Torrey Smith teve um ano trágico em San Francisco e é uma aposta, o que abre a possibilidade de escolher um calouro para a posição – como John Ross, Corey Davis, Chris Goodwin ou Zay Jones. Na posição de running back, Ryan Mathews deve ser cortado assim que possa passar em um exame físico, o que mostra que este time precisa de um running back voltado a West Coast Offense. A característica principal é que ele possa receber passes com a mesma qualidade que corre com a bola, como Joe Mixon ou Christian McCaffrey. No fim, o objetivo deste Draft deve continuar sendo cercar Wentz com qualidade e torcer que ele continue se desenvolvendo como foi no ano passado.

Necessidades no Draft: Carson Wentz precisa de melhores alvos

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