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Não é fácil virar dono de uma franquia e ter que contratar o primeiro técnico. Robert Kraft (New England Patriots) escolheu um Pete Carroll que não estava pronto para a NFL e Jeffrey Lurie (Philadelphia Eagles) trouxe um Ray Rhodes que não sabia o significado da palavra ataque. O mesmo pode ser dito que aconteceu com a família Pegula, mais precisamente com Kim e Terrence Pegula.

Só que Kraft e Lurie acertaram logo em seguida, contratando Bill Belichick e Andy Reid, respectivamente, achando a fundação de suas franquias por uma década. A semelhança destas contratações? Eles pensaram fora da caixa, não foram atrás de grandes nomes do passado que estavam ultrapassados ou algo assim. E é neste momento que os donos dos Bills precisam mostrar o seu comprometimento com a franquia – é o momento de acertar em cheio.

É totalmente entendível a contratação de Rex Ryan, só que era visível que o casamento terminaria logo. Ryan é do tipo que é mais apaixonado pelo seu esquema do que qualquer outra coisa. Extremamente complexo e rígido, ele não gosta muito de se ajustar ao forte de seus jogadores e isso acaba desgastando o vestiário. O único sentido de sua contratação é a capacidade que tem em montar esquemas que conseguem deixar Tom Brady confuso, só que os Patriots estão pela frente apenas dois jogos no ano.

E assim como foi no New York Jets, esta tática defensiva tem prazo de validade. Quando se é muito específico, fica fácil perder os talentos e desfigurar uma unidade que vinha muito bem sob o comando de Jim Schwartz. Ryan conseguiu deteriorar cada vez mais a unidade defensiva e esta foi a principal razão dos Bills não voltarem aos Playoffs enquanto esteve lá.

O pior de tudo foi a contratação de Rob Ryan como coordenador defensivo após as atuações ridículas e pífias® no Dallas Cowboys e no New Orleans Saints. Ryan foi aos poucos sugando a paciência de Sean Payton em New Orleans, com direito a discussões na side line. Faz tempo que ele não é um bom coordenador e ele chegou em Buffalo para ser assistente direto do irmão, em um claro exemplo de falta de coerência profissional. É o tipo de contratação que não fez nenhum sentido, a não ser pelo fato de ser irmão do treinador.

Entre tantos problemas e uma destruição do sistema defensivo, não fazia sentido manter os irmãos Ryan mais na franquia. Na realidade, como já dito, não fazia sentido ter contratado eles em um primeiro momento. Agora os Pegula possuem a oportunidade perfeita para buscar um técnico novo, diferente ou que até mesmo precise de uma segunda chance – Josh McDaniels, Mike Shula ou até mesmo alguém como Dabo Swinney (Clemson) ou James Franklin (Penn State). O que não dá é voltar a insistir em Tom Coughlin, Mike Shanahan ou qualquer outro veterano que aparecer no mercado. Esta franquia necessita de uma identidade própria e isto se consegue contratando um técnico que crie a sua própria história na liga.