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Abertura da temporada regular. O campeão do Super Bowl LI receberia o Kansas City Chiefs de Andy Reid, para colocar à prova todos os burburinhos que diziam que seria mais um ano 16-0 para o New England Patriots. E assim foi, só que um calouro roubou a cena: o running back Kareem Hunt anotou 148 jardas terrestres e um touchdown, isso sem mencionar as 98 jardas aéreas e dois touchdowns recebidos. Parecia uma história de calouro ofensivo do ano pronta para acontecer.

E assim o foi, até a Semana 5 da temporada regular. 81, 172, 101 e 107 jardas terrestres nas semanas seguintes para o produto de Toledo. Só que Hunt entrou em declínio no meio da temporada, junto do sistema ofensivo do Kansas City Chiefs. Enquanto os holofotes estavam sobre Hunt, o New Orleans Saints aos poucos encontrava sua identidade ofensiva – uma que passava pelo jogo terrestre e pelo duo de running backs Mark Ingram e Alvin Kamara. Sem Adrian Peterson, por anos o paradigma da posição na NFL, o time da Louisiana começou a encontrar vitórias, vitórias essas que levariam a equipe ao título da NFC South.



“colts"

Alvin Kamara e sua temporada sem precedentes

Todos conhecíamos o potencial de Mark Ingram.  Vencedor do Heisman em 2009, produto de Alabama, vindo de uma temporada de mais de 1.000 jardas pela primeira vez na sua carreira na NFL; era esperado que o camisa 22 tivesse impacto na temporada.

O que não era esperado era o tamanho do impacto que Alvin Kamara, calouro selecionado na terceira rodada do Draft 2017. O camisa 41 teve 728 jardas terrestres e oito touchdowns em 120 tentativas. É um volume baixíssimo para a produção terrestre que obteve; uma média de 6.1 jardas por tentativa  (melhor marca da NFL). No jogo aéreo, Kamara foi procurado 100 vezes por Drew Brees, recebendo 81 desses passes para 826 jardas e cinco touchdowns.

6,46% das vezes que Kamara tocava na bola, era touchdown

No total, foram 201 toques na bola para Alvin Kamara, totalizando 1.554 jardas from scrimmage e 13 touchdowns. A média de jardas por toque na bola do jogador foi um absurdo de 7.73; 6,46% das vezes que Kamara tocava na bola, era touchdown. Os números podem parecer comuns se compararmos a um Le’Veon Bell da vida, mas reparem: foram só 201 toques na bola. Bell, em 2017, teve 406; Todd Gurley, por sua vez, tocou 343 vezes na bola na temporada regular.

A eficiência de Alvin Kamara, sua capacidade de correr rotas precisas, sua química imediata com Drew Brees e seu talento em escapar de tackles fizeram o combo com Mark Ingram uma combinação letal para qualquer defesa enfrentar. Mark Ingram castigava a defesa pelo meio, correndo atrás de uma linha ofensiva inteligente e com capacidade de diagnosticar o fluxo da jogada com velocidade. Quando os defensores estavam cansados de tomar paulada pelo meio, eis que surge Alvin Kamara, veloz, com rápida mudança de direção e uma real ameaça no jogo aéreo. Não à toa, ambos foram selecionados para o Pro Bowl, a primeira vez  desde 1975 que dois running backs do mesmo time são honrados com o convite.

Até a Semana 5, particularmente, a discussão sobre calouro ofensivo do ano estava nas mãos de Kareem Hunt e Deshaun Watson. Só que com a lesão do signal caller calouro do Houston Texans e o período em baixa do Kansas City Chiefs, Alvin Kamara tomou a cena dos calouros ofensivos de assalto. Não me entenda errado – ele estaria para lá de bem cotado mesmo com Hunt e Watson no páreo. Só que a temporada de Alvin Kamara foi tão espetacular, tão marcante e tão eficiente, que seria difícil tirar a coroa do camisa 41 do New Orleans Saints.

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