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Paciência de Brady é a chave para a vitória contra o pass rush dos Broncos

No dia 24 de janeiro de 2016, o New England Patriots foi até Denver enfrentar os Broncos para buscar mais uma vaga no Super Bowl. A história, todos se lembram. O pass rush conseguiu 20 hits no signal caller dos Patriots, com atuações de gala de Von Miller, Derek Wolfe e DeMarcus Ware. Mandando só quatro homens na pressão, Tom Brady ficou desconfortável durante toda a partida, e saiu derrotado do seu 10º AFCCG. Domingo, o camisa 12 volta ao palco do último duelo da rivalidade Manning e Brady (que já me dá saudade).

Com uma vitória, o New England Patriots garante o título da AFC East pelo oitavo ano consecutivo. Se vencer, ainda, garante a bye na primeira semana da pós-temporada, seja como 1º ou 2º seed da conferência. Partida crucial para o time comandado por Bill Belichick, e pode-se dizer o mesmo do outro lado da bola. O Denver Broncos está buscando uma vaga para jogar em janeiro justamente na melhor divisão da NFL, na qual Kansas City Chiefs e Oakland Raiders somam 10 vitórias cada um, enquanto os atuais campeões do Super Bowl 50 contam com apenas 8. A derrota para o Tennessee Titans na última semana foi uma chamada fundamental para as carências do time – ofensivas, basicamente – que precisam ser remendadas antes que a vaga para os playoffs escape.

A paciência de Tom Brady é a chave

Curiosamente, o Denver Broncos é a única equipe contra a qual Tom Brady não tem um restrospecto positivo. Incluindo pós-temporada, são seis vitórias e nove derrotas. Neste domingo, está nas mãos do camisa 12 o roteiro para diminuir essa diferença.

Eu gosto de dizer que enfrentar Tom Brady é como Rocky enfrentando Apollo Creed, no (incrível) filme Rocky. Apollo, o melhor boxeador do mundo, é um ágil lutador, que distribui uma tonelada de socos para “trabalhar” seu adversário. Ele desfere mil socos antes de derrotar o adversário. Tom Brady faz o mesmo: ele se utiliza muito de passes curtos para seus running backs, rotas médias e curtas para seus wide receivers, se livrando da bola com muita velocidade antes que o pass rush o alcance. Sem Bryan Stork dessa vez para dar a contagem do snap para Von Miller, a paciência de Tom Brady é a chave da vitória. Não tem como Ware e Miller forçarem fumbles e conseguirem sacks se a bola já não estiver lá. Claro que a secundária do Denver Broncos é mais do que qualificada. Os defensive backs da equipe não deixam nem sinal de WiFi entrar ali, quem dirá Edelman e companhia. Mais importante ainda que Tom Brady utilize seus running backs partindo do backfield, conseguindo encontrar os espaços na defesa e seguindo os bloqueios antes de encarar o primeiro contato.

No final das contas, é um enorme teste tanto para o ataque do New England Patriots quanto para a defesa do Denver Broncos. Quem sair vitoriosa deste duelo sabe que está calibrada e qualificada para enfrentar as melhores unidades que a NFL pode oferecer na pós-temporada.

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“RODAPE"

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