Uma senha sera enviada para seu e-mail

A última partida do final de semana colocará duas equipes que se conhecem muito bem frente a frente. O Carolina Panthers (quinto seed da NFC) viaja até Nova Orleans para enfrentar os rivais de divisão – os Saints (quarto seed da NFC). O torcedor dos visitantes espera que a terceira partida entre as equipes em 2017 seja diferente das duas anteriores: nas semanas 3 e 13, o New Orleans Saints saiu vencedor, batendo Cam Newton e companhia por 34-13 e 34-21, respectivamente.

Dessa forma, fica a dúvida: o que o Carolina Panthers pode fazer para apagar o 0-2 na temporada regular e passar para o Divisional Round? E do lado do New Orleans Saints, será que a unidade defensiva conseguirá restringir os rivais aos 34 pontos que restringiram nos dois encontros anteriores?

“colts"

Força em todas as áreas – o New Orleans Saints

Antes de 2017 começar, lembro de comentar com meu prezado Antony Curti que se o front office do New Orleans Saints presenteasse Drew Brees com uma defesa razoável – não boa, mas razoável – o time entraria como força na temporada. Pois bem, dito e feito. A equipe fez um Draft maravilhoso e trouxe reforços jovens que, em sua maioria, contribuíram para as 11 vitórias de 2017 – Marshon Lattimore, Marcus Williams, Alvin Kamara e Ryan Ramczyk foram cruciais para que o time da Louisiana desse a volta por cima após três frustrantes anos de retrospecto 7-9.

Só que o time foi além de montar uma defesa sólida e confiar em Drew Brees. O time se estabilizou com uma potência terrestre, desonerando seu quarterback e castigando os adversários com um combo de corredores que tomou a NFL de assalto. Não à toa, tanto Mark Ingram quanto Alvin Kamara foram selecionados para o Pro Bowl – a primeira vez que dois running backs da mesma equipe eram selecionados desde 1975.

Leia também: O interessante e improvável duelo entre Jaguars e Bills nos playoffs

Com uma linha ofensiva que protege Brees e abre espaços para Ingram e Kamara, um jogo terrestre que utiliza à perfeição as melhores características dos seus jogadores – além de um Michael Thomas brilhante na função de wide receiver -, os campeões do Super Bowl XLIV são uma das equipes mais completas na pós-temporada.

Cam Newton é o fiel da balança – o Carolina Panthers

O Carolina Panthers é Cam Newton e Cam Newton é o Carolina Panthers – ofensivamente, claro. O que quero dizer é que o time de Charlotte oscila drasticamente de acordo com o desempenho do seu camisa 1 – apenas o Seattle Seahawks se equipararia nesse sentido. Vimos em 2017 por vezes o MVP de 2015 sofrer ofensivamente contra o Chicago Bears, Atlanta Falcons ou Buffalo Bills, mas vimos também Newton ter ótimas perfomances contra defesas para lá de qualificadas, como contra o Minnesota Vikings, por exemplo. No domingo, qual Cam Newton entrará em campo?

Pois bem, o Cam Newton que precisa entrar em campo é aquele que mantém a defesa em xeque com o potencial do seu jogo terrestre. Em 2017, o quarterback teve 139 tentativas terrestres, mais que Alvin Kamara (que é running back de Pro Bowl), e mais que seus companheiro Christian McCaffrey (117). Foram 754 jardas terrestres, mais que DeMarcus Murray (659) e Jonathan Stewart (680), e seis touchdowns corridos.



Quase recorro ao que escrevi há dois anos atrás, às vésperas do Super Bowl 50: o Carolina Panthers é mais perigoso ofensivamente quando Cam Newton é um fator a ser considerado no jogo terrestre. Forçar os defensores a morderem leituras erradas e os punir pelo erro é a virtude que o Carolina Panthers precisa explorar – especialmente se considerarmos o alto nível da secundária do New Orleans Saints. O caminho é pelo chão. 

O que sairá desse duelo?

Um dos grandes trunfos do Carolina Panthers é justamente sua capacidade de frear o jogo terrestre. Foram apenas 88.1 jardas cedidas por partida, terceira melhor marca da NFL, com o destaque para, claro, Luke Kuechly e sua incrível velocidade em diagnosticar e acompanhar jogadas. Só que na Semana 3, foram 149 jardas terrestres cedidas para o New Orleans Saints; na Semana 13, Mark Ingram teve 148 jardas – ou seja, a eficiência defensiva contra o jogo terrestre não se manifestou contra os running backs dos Saints. Ela precisa aparecer agora, na pós-temporada.

Nas 11 vitórias do New Orleans Saints, a média de jardas terrestres foi de 151.3. Nas 5 derrotas, 81.2. A preocupação número um deve ser impedir que o momentum da partida se dê com Ingram e Kamara, e forçar um ataque mais unidimensional, com Drew Brees. Tudo bem, forçar um hall of famer a passar a bola pode até sair pela culatra, mas o crucial é tirar o leque de opções ofensivas do New Orleans Saints.

Da mesma forma, o front seven dos Saints precisa neutralizar a ameaça terrestre de Cam Newton. O corpo de linebackers precisa estar especialmente focado para não comprometer demais em fakesread options e demais jogadas desenhadas para criar espaços pelo meio e punir os espaços entre zonas, ou aproveitar os cortes nas marcações homem-a-homem. Deixar Cam Newton limitado ao pocket, contra uma secundária que se acostumou a forçar turnovers, é a chave defensiva dos campeões da NFC South.



A chave da partida é pelas trincheiras. De um lado ou de outro, a defesa que neutralizar a potência terrestre adversária toma as rédeas da partida. Por jogar em casa, o New Orleans Saints ainda conta com o apoio de sua torcida e com o ótimo retrospecto de Drew Brees dentro de casa. O resultado é imprevisível, mas sabemos o seguinte: a terceira partida entre Saints e Panthers será apertada e inesquecível.

Comentários? Feedback? Siga-nos no twitter em @profootballbr e curta-nos no Facebook.

Cobertura completa e exclusiva em textos exclusivos: 
História: Os 7 melhores jogos de Wild Card na história da NFL
Prévia: Chiefs e Titans abrem os playoffs e não despreze o confronto
Duelo de ataques? Falcons e Rams: o confronto de times em momentos distintos

Textos Exclusivos do ProClub, Assine!
Jon Gruden: o brilho da prata ou a ausência de luz do preto?
11 times que podem escolher um quarterback cedo no próximo Draft
Ron Rivera, Jerry Richardson e a relação patrão/empregado na NFL
Não existe explicação plausível para os Bengals renovarem com Marvin Lewis
Cousins, Garoppolo & Brees: Os 30 quarterbacks free agents em 2018