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Pelo Draft, Panthers buscaram armas para ajudar Cam Newton a voltar à forma de MVP

Uma enorme pinhata. Assim pode ser considerada a materialização de Cam Newton na temporada 2015. O quarterback sofreu com jogo terrestre anêmico, uma defesa menos eficiente que lhe colocava em mais situações de passes (por ter que correr atrás do resultado) e um jogo terrestre que tampouco ajudava,

Depois de seguidos Drafts tendo como base o investimento defensivo – já que Cam fez jus, ano após ano, ao fato de ser vencedor do Heisman no college – o Carolina Panthers buscou ajudar seu quarterback. Seja com novas armas para o jogo aéreo, seja também melhorando a vida de Newton com um jogo terrestre melhor.

Mike Shula, o coordenador ofensivo dos Panthers, parece um dos mais empolgados com as adições. “Esperamos que possamos voltar à forma que estávamos em 2015, no que tange em produção [ofensiva]. Este é o objetivo número 1”. Shula e Newton têm dois novos brinquedos em 2017: na primeira rodada, os Panthers trouxeram em Christian McCaffrey um arquiteto de grandes jogadas. Running back em Stanford, McCaffrey era extremamente utilizado no jogo aéreo também – digamos que a comparação justa seja “Darren Sproles” com mais potencial.

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A adição de McCaffrey na primeira rodada fez todo sentido. Já desde o final da temporada passada o técnico dos Panthers, Ron Rivera, afirmava que o ataque precisava “evoluir” para depender menos de Newton no jogo terrestre. Rivera parece ter a mesma filosofia deste que vos fala: o quarterback é como a rainha do tabuleiro de xadrez. É sua peça mais importante. Colocá-lo em risco por uma jogada de quatro jardas é temerário.

No ano passado, vale lembrar, Newton sofreu uma concussão ao correr numa conversão de dois pontos. Perder o principal jogador do ataque não parece uma ideia muito boa. Somando isso ao fato de que Cam já é punido “naturalmente” pelo fato da linha ofensiva dos Panthers não ser aquela maravilha, a saída é lhe dar mais armas para que não precise resolver por si mesmo.

Além de McCaffrey na primeira rodada, os Panthers trouxeram outro playmaker no topo do Draft. Curtis Samuel oficialmente é wide receiver, mas teve produção como running back em Ohio State. Em resumo, é mais um coringa para o ataque do Carolina Panthers. Na NFL, a tendência é que sua tradução de talento seja para recebedor – um cara que será bastante movimentado antes do snap. Com Kelvin Benjamin sendo uma incógnita por conta de lesões e do recente aumento de peso (ele bateu 130 kg nesta intertemporada), é uma ajuda bem-vinda.

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De fato, só saberemos como o ataque dos Panthers se portará quando a pré-temporada começar. Além dos calouros e de Benjamin, o ataque ainda conta com Greg Olsen – indiscutivelmente um dos melhores tight ends da NFL – e Jonathan Stewart para um jogo terrestre mais pesado. “Já temos os caras em posição. Agora é adicionar esses novos e esperamos que isto nos faça mais perigosos”, disse Shula.

Make Cam Newton Great Again parece ser o plano em Carolina neste ano.

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