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Depois de sair vencedor de uma partida memorável no Wild Card Round, o New Orleans Saints tem tudo para participar da melhor partida do Divisional Round. No próximo domingo, os campeões da NFC South enfrentarão o seed número dois da conferência: o Minnesota Vikings.

Do lado visitante, uma equipe completa. O New Orleans Saints encontrou sua identidade no jogo terrestre, com Mark Ingram e Alvin Kamara, além de ter dado a volta por cima defensivamente, com sua secundária jovem e eficiente. Drew Brees, que antes precisava carregar o peso de uma franquia nas costas, teve seu fardo aliviado pelos companheiros. Ainda assim, quando o camisa 9 precisa aparecer, ele mostra seus dotes – basta ver o  para Ted Ginn Jr. na partida mais recente contra o Carolina Panthers.



Depois da semana de folga, o Minnesota Vikings volta à pós-temporada após a dolorosa derrota no Wild Card Round da temporada de 2015, para o Seattle Seahawks. Com sua já conhecida solidez defensiva implementada pelo head coach Mike Zimmer, o time se encontrou também ofensivamente. Case Keenum substituiu um lesionado Sam Bradford e mostrou que ética profissional e dedicação ao futebol americano compensam – o camisa 7 teve uma temporada muito acima do esperado, e contribuiu com o ano para lá marcante de Adam Thielen.

Agora, o que esperar do segundo duelo entre New Orleans Saints e Minnesota Vikings? O quanto essas equipes mudaram desde então? Pois bem, vamos mergulhar de cabeça nesse promissor duelo entre duas das mais completas equipes da NFL.

Harrison Smith, o subestimado

Sem rodeios, eu adoraria ver Harrison Smith vencer o prêmio de melhor jogador defensivo do ano – e seria para lá de merecido. O que coloca Smith em outro patamar é sua versatilidade dentro do esquema do head coach Mike Zimmer.

Em 2017, vimos o produto de Notre Dame se posicionar, claro, como free strong safety; vimos Smith colado no box, tal como um linebacker; vimos sua atuação como edge rusher, outside slot cornerbacknão há nada na defesa que Harrison Smith não faça.

“colts"

Sua capacidade de se desdobrar em várias funções em potencial fazem das coberturas e formações defensivas Minnesota Vikings um pesadelo para os adversários. A qualquer momento, Smith pode ir para o blitz, dobrar a cobertura em algum jogador chave ou apenas marcar em zona. Smith é justamente a rainha no jogo de xadrez dessa defesa – com um talento atlético invejável, claro.

Ao seu lado, um front seven para lá de talentoso (e competente) utilizam o double A-gap como seu pão com manteiga. Eu poderia falar brevemente sobre os linebackersdefensive linemen nesse pacote, mas meu caro Jean Souza já fez um brilhante trabalho destrinchando o sucesso defensivo da equipe nas trincheiras.

Vou comentar, apenas, que o double A-gap coloca uma pressão enorme na parte interna da linha ofensiva. Como os defensores alinhados podem tanto tentar a infiltração pelos dois A gaps como podem simplesmente recuar na cobertura, a comunicação entre os guardcenter precisa ser perfeita. Um erro e o pocket colapsa. Para a partida de domingo, a lesão do guard Andrus Peat pode ser o fiel da balança quando Anthony Barr e Eric Kendricks se posicionarem nos ombros do center Max Unger.

release rápido de Drew Brees é o caminho

Tendo em vista a versatilidade e imprevisibilidade da defesa do Minnesota Vikings, o pão com manteiga do ataque do New Orleans Saints precisa ser se livrar rapidamente da bola. Por sorte, o quarterback é Drew Brees, um dos melhores no quesito da NFL. Quando os linebackers vierem para o blitz, quando Harrison Smith tentar a pressão, Brees precisa encontrar uma opção rápida em rotas curtas. Seu duo de running backs terão um papel para lá de crucial nesse desafogo, e se tornam ainda mais cruciais para a partida, muito além da função “correr para estabelecer o ritmo da partida e o relógio.”

Já que tocamos no assunto, o jogo terrestre bem-sucedido é chave – pelo motivo já citado acima, claro. Além disso, como a defesa dos Vikings é bastante agressiva, se o New Orleans Saints conseguir sucesso de cara correndo com a bola, a defesa pode ceder espaços no fundo do campo, hora na qual o Super Trunfo Drew Brees pode explorar rotas verticais de Ted Ginn Jr. Michael Thomas, por sua vez, terá um papel crucial em converter as terceiras descidas médias e longas que a defesa de Minnesota notoriamente força aos seus adversários.



Vai ser um repeteco da Semana 1?

As duas equipes tiveram uma jornada bastante interessante em 2017. Quando se enfrentaram na primeira segunda-feira de futebol americano do ano, Sam Bradford dissecou o cornerback De’Vante Harris, enquanto o New Orleans Saints tentou implementar o jogo terrestre com Adrian Peterson. Pois bem, nenhum dos três é titular da equipe, o que demonstra o dinamismo da temporada das duas equipes.

Os campeões da NFC South encontraram sua identidade; os campeões da NFC North mantiveram sua excelência defensiva e encontraram o condutor do seu ataque em Case Keenum, uma surpresa para lá de bem-vinda.  Veremos duas equipes que já se enfrentaram, mas que ao mesmo tempo medirão forças pela primeira vez – como verdadeiros candidatos ao Vince Lombardi.

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Independentemente de quem vença, será uma partida memorável, e quem chegar no NFC Championship Game, para mim, vai ao Super Bowl LII.

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