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Acredito que poucos tenham percebido, mas o Kansas City Chiefs é uma equipe em mini- reconstrução. Menos do que New York Jets e Buffalo Bills, claro – mas, ainda assim, um time que passa por um momento menos tranquilo do que parece. Como não são todos que acompanham intertemporada, lembro de dois fatos importantes:

I) O general manager dos Chiefs, John Dorsey, foi mandado embora no meio da offseason. Isso, por si só, indica reconstrução. Nas quatro temporadas que Dorsey foi o general manager do time, os Chiefs tiveram o melhor aproveitamento da história na temporada regular – 43-21. A decisão de trocar por Alex Smith, porém, parece colocar um eterno teto no que o time do Missouri pode fazer na pós-temporada.

II) Kansas City tem uma das piores situações em teto salarial – o time não tem espaço para praticamente nenhuma contratação. A demissão de Dorsey é (um pouco) explicável por conta disso. Para complicar a “estagnação”, os Chiefs gastaram escolhas para subir no Draft e escolher Patrick Mahomes, quarterback-projeto que é a nova menina dos olhos de Andy Reid. Este, aliás, teve o contrato renovado pelos Hunt.

Novo ataque?

Ainda não, mas esta unidade ofensiva pode ser um pouco diferente se comparada à do ano passado. No papel – e no salário – o principal recebedor do time era Jeremy Maclin. Na prática, não foi. Maclin foi cortado antes do training camp e o novo rei na posição é o versátil Tyrrek Hill. Retornador e ameaça em corridas também, Hill é praticamente o único talento no corpo de recebedores. Para aliviar a vida, ao menos o time conta com um dos melhores tight ends em Travis Kelce.

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O que realmente preocupa, todavia, é o jogo terrestre. Com um ataque baseado em muitos passes curtos e screens, a primeira engrenagem dessa equipe indubitavelmente é correr bem com a bola. Se isso não acontece, Andy Reid tradicionalmente toca o dane-se para corridas e os Chiefs não ficam em boas posições para vencer partidas. Complica muito saber que o time tem uma “mini-bagunça” na posição de running back. Potencial titular, Spencer Ware se machucou na Semana 3 da pré-temporada e não joga neste ano. Herdará o posto… Um calouro. Kareem Hunt, escolha de terceira rodada, terá o fardo de carregar o time nesse quesito que já não foi uma maravilha no ano passado – Alex Smith liderou o time com cinco touchdowns terrestres e todos os outros running backs tiveram cinco.



Falando no homem, ele é e será o titular desse time por toda temporada. A menos, claro, que os Chiefs implodam de vez com um festival de lesões na defesa e um jogo terrestre que coloca Smith em terceiras descidas longas. Caso Kansas City tenha campanha negativa lá para a semana 15, não duvido que Andy Reid aperte o botão de emergência e coloque Mahomes em campo. O calouro de Texas Tech surpreendeu a todos na pré-temporada – mas ainda é um diamante bruto, precisa de refinamento na mecânica de passe e confia demais na força do braço.

A defesa, se saudável, tem talento para carregar esse time

Boa parte dos titulares defensivos de Kansas City volta para esta temporada e, mais importante do que isso, voltam saudáveis. Ter Justin Houston – líder em sacks da NFL em 2014 – saudável é uma grata novidade e surpresa. O mesmo com Derrick Johnson, que saudável é um dos melhores linebackers da liga.

Na secundária, a esperança é que o time continue no modo “enverga mas não quebra”. O time foi o 18º em mais jardas aéreas cedidas no ano passado – mas foi apenas o sétimo em pontos cedidos por jogo. Naturalmente, isso indica que a performance defensiva dos Chiefs na red zone foi além do esperado. A expectativa é manter isso. A presença de Marcus Peters, o líder em interceptações entre os cornerbacks desde que entrou na liga, ajuda muito. A liderança de Eric Berry, com toda certeza um dos melhores safeties do futebol americano, idem.



HC: Andy Reid (5a temporada)
OC: Matt Nagy (2a temporada)      DC: Bob Sutton (5a temporada)
 
Escolhas notáveis no Draft: QB Patrick Mahomes (1st rd, 10th geral), RB Kareem Hunt (3rd rd)
 
Adições importantes: DT Bennie Logan
 
Saídas importantes: RB Jamaal Charles, WR Jeremy Maclin
 
Titulares que voltam:
Ataque: QB Alex Smith, WR Tyreek Hill, WR Chris Conley, RB Charcandrick West, TE Travis Kelce, LT Eric Fisher, C Mitch Morse, RG Laurent Duvernay-Tardif, RT Mitchell Schwartz
Defesa: DE Chris Jones, LB Ramik Wilson, LB Justin Houston, LB Derrick Johnson, LB Tamba Hali, S Ron Parker, S Eric Berry, CB Marcus Peters
Previsão: 
Não é que os Chiefs pioraram – é que os rivais da AFC West, sem exceção, melhoraram seus elencos nos pontos fracos. O ponto fraco de Kansas City – o teto de produção de Alex Smith – continua presente. A menos que a defesa faça uma temporada histórica e que fique saudável, existe uma chance real de que o time fique de fora dos playoffs nesta temporada.

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“RODAPE"