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Sem muita enrolação na lista. Aliás, na prática esta lista é um complemento de outro texto que já fizemos no site nesta semana, nosso “ProFootball 2016 MVP”, dado para Matt Ryan. Ao contrário do que acontece lá, aqui há apenas quarterbacks.

Por que fazer uma lista só deles? Bom, é a posição mais importante do jogo. Sem Brady, os Patriots tiveram um jogo terrível em casa contra os Bills. Com Brady, perderam só uma vez na temporada. Com Derek Carr, os Raiders eram potenciais ameaças na Conferência Americana. Sem ele, machucado (tíbia) e fora da temporada, Oakland pode sofrer contra os fracos Texans. Com Rodgers jogando mal, os Packers estavam 4-6. Com Rodgers bem após o “Run the Table”, Green Bay venceu a divisão após seis vitórias seguidas.

Enfim, deu para perceber que o quarterback é realmente importante para o jogo e os rumos de uma franquia – Hello, Browns – podem estar literalmente em suas mãos. Daí decorre a importância desta lista, mais do que um complemento à de MVP – esta é importante por si só.

Sem mais delongas, vamos aos cinco, em ordem.

Quinto lugar – Matthew Stafford, Detroit Lions

Para os que temiam um ano ruim de Matthew Stafford após a aposentadoria de Calvin Johnson, o ano de 2016 foi um alento. O camisa 9 do Detroit Lions distribuiu melhor a bola entre seus talentosos recebedores, e, virtualmente sem um jogo corrido, venceu inúmeras partidas na sua capacidade de conduzir as equipes nos derradeiros momentos.

O entrosamento com o coordenador ofensivo Jim Bob Cooter fez com que Stafford tivesse uma temporada com menos erros, protegendo melhor a bola e levando o Detroit Lions aos playoffs, ao contrário do que muitos pensavam em agosto. Mesmo que muitas das viradas possam ser colocadas “na conta” de jogadores defensivos e do kicker Matt Prater, o braço que colocou Detroit lá tem nome e sobrenome.

Quarto lugar – Derek Carr, Oakland Raiders

Derek Carr já demonstrara em 2015 um grande salto de qualidade da sua temporada de calouro para seu segundo ano na NFL. Em 2016, esta melhora foi exponencial, e o camisa 4 do Oakland Raiders demonstrou ser o sonho de qualquer general manager que seleciona um quarterback no Draft. Com presença no pocket, força no braço, e, melhor ainda, com as qualidades ditas intangíveis, como crescer em situações de pressão, Derek Carr comandou vitórias incríveis que levaram os tricampeões do Super Bowl de volta à pós-temporada depois de mais de 10 anos. Sua conexão com Michael Crabtree e Amari Cooper promete ser a fundação de uma equipe forte pelos anos vindouros.

Infelizmente, não veremos o melhor quarterback do Draft de 2014 em campo na pós-temporada. A lesão que tirou Carr da temporada pode ter murchado as chances de ir longe do Oakland Raiders, mas a temporada do signal caller não deixa dúvidas de que a equipe será uma força na NFL por muitos anos.

Terceiro lugar – Tom Brady, New England Patriots

Mesmo com as quatro partidas de suspensão devidamente cumpridas, Tom Brady voltou ao campo com a fome de quem quer ganhar seu primeiro Super Bowl. Terminando a temporada com a melhor ratio de touchdowns e interceptações da história (28 e 2, respectivamente), o camisa 12 passou para 3.554 jardas e completou 67.4% dos seus passes. Ele só fica em terceiro por dois motivos: o primeiro é que o time conseguiu vencer três partida sem ele. A outra é  que o calendário foi bem tranquilo, enfrentando Cleveland Browns, Cincinnati Bengals, Pittsburgh Steelers em Ben Roethlisberger, New York Jets duas vezes e um Miami Dolphins com Matt Moore. Ainda assim, Tom Brady segue sua marcha rumo ao título de maior de todos os tempos, com cada passo deixando essa pergunta com uma resposta clara.

Segundo lugar – Aaron Rodgers, Green Bay Packers

Depois da derrota em 20 de novembro para o Washington Redskins, falava-se que o time precisaria “run the board” para se classificar para a pós-temporada, isto é, bater todos os seis adversários restantes. Jogos estes contra defesas duras, sólidas, como Texans, Eagles, Seahawks e Vikings. Pois bem, dito e feito. Aaron Rodgers colocou a responsabilidade nas costas e chegou ao título da NFC North, batendo todos os adversários neste período.

Apenas para ilustrar, Jordy Nelson foi o líder em touchdowns recebidos no ano (14), enquanto Davante Adams ficou em segundo (12), empatado com Mike Evans e Antonio Brown. Provas da eficiência ofensiva que Aaron Rodgers teve que implementar para chegar à pós-temporada. O camisa 12 foi responsável por 86% dos touchdowns da equipe, entre corridos e aéreos. A título de comparação, Drew Brees foi responsável por 72% e Matt Ryan por 60%. Virtualmente sem jogo corrido, Rodgers levou o Green Bay Packers para o Wild Card Round. Que quarterback, viu.


“RODAPE"

Primeiro lugar – Matt Ryan, Atlanta Falcons

Comandando o líder da NFL em pontos por partida (38.3) e segundo ataque em jardas totais por jogo (415.8), Matt Ryan teve o ano que o torcedor do Atlanta Falcons sonhava. A meras 56 jardas de bater a marca das 5.000, foram 38 touchdowns aéreos e apenas 7 interceptações, colocando o time da Georgia de bye na primeira semana da pós-temporada. A melhora de sua linha ofensiva e o duo de running back Tevin Coleman e Devonta Freeman permitiram que o camisa 2 chegasse nesse patamar, e ele, um talentoso signal caller, teve a melhor temporada de sua vida.

A disputa de melhor quarterback ficou entre Ryan e Rodgers. Durante a sequência das seis vitórias que deram o título da NFC North para o Green Bay Packers, Aaron Rodgers completou 71%  dos passes para 1.667 jardas, 15 touchdowns e nenhuma interceptação. Ryan, nesse mesmo período, teve 72.9% dos passes completos, 1.679 jardas, 14 touchdowns e duas interceptações. Números próximos; acontece que nas 11 semanas anteriores Ryan teve quase 500 jardas a mais, um índice de passes completos de 68.2% contra 63.2% de Rodgers, 24 touchdowns e 5 interceptações. Enquanto isso, Rodgers teve 25 touchdowns e sete interceptações. De todos as estatísticas, a que mais chama a atenção é a jardas por tentativa: Matt Ryan teve 9.4 nas 11 primeiras partidas e 9.0 no período do “run the table“. Rodgers teve 6.7 até emendar a sequência, na qual teve 8.3. A média de jardas por tentativa de Matt Ryan foi 9.25, um recorde da NFL. 

Sem mencionar que o passer rating de Matt Ryan em passes de 20 ou mais jardas foi 136.1, a maior marca dos últimos 10 anos. Ele não sofreu sequer uma interceptação nesses lançamentos. No final das contas, eu acredito que Matt Ryan deva ser o MVP da temporada regular. Ele jogou em altíssimo nível em todas as partidas de 2016, e, embora Aaron Rodgers faça um forte caso para o prêmio, o nosso viés de acontecimentos recentes acaba por “omitir” as 11 primeiras partidas. A verdade é que se fosse Drew Brees, Tom Brady, ou o próprio Rodgers com a temporada de Ryan e o mesmo retrospecto de suas equipes, não haveria sequer discussão. Matt Ryan foi o melhor quarterback de 2016, e deve ser considerado não só o melhor na sua posição, mas o melhor na NFL.

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