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Na última vez que os Rams tiveram uma campanha positiva para terminar uma temporada, Sean McVay tinha 26 anos. Jared Goff, apenas 9. Desde 2003, a franquia não consegue terminar o ano com mais de oito vitórias. Hoje, 6 de novembro, já têm seis. E tudo indica que ao apagar das luzes da temporada 2017, o Los Angeles Rams terá, finalmente, a primeira campanha positiva em mais de uma década.

Desde 2003, muita coisa aconteceu. Se você não acompanhava a NFL naquela época, os Rams – ainda em St. Louis – tinham um ataque extremamente potente e capaz de colocar pontos no placar tão facilmente quanto uma faca quente passa seu fio por uma manteiga. Naquele ano, Kurt Warner já não era mais o titular. O preferido do técnico, outrora coordenador ofensivo do time, Mike Martz, era Marc Bulger. Com ele no comando do navio, os Rams chegaram até a final da Conferência Nacional, onde perderam para o Carolina Panthers.



14 anos depois, o ataque dos Rams, de maneira surpreendente, move as correntes com facilidade e, acredite ou não, depois do desastre do ano passado, são os melhores da NFL em pontos por jogo: 32.9 pontos por partida um ano depois de serem os segundos piores, com 14. As comparações entre os dois times, separados por 2558 km e 14 anos, vai além. McVay e sua unidade ofensiva marcaram 263 pontos em seus oito primeiros jogos. O único técnico a fazer mais no mesmo espaço amostral? Mike Martz, com os Rams, em 2000.

O trabalho feito por Sean McVay neste ano mostra que comissão técnica, sim, faz diferença na NFL. Não que isso tire méritos de Jared Goff e Todd Gurley. Mas as peças certas no quebra-cabeça foram colocadas e o talento de ambos está sendo maximizado. É isso que uma comissão técnica e uma diretoria têm de fazer: dar condições para maximizar talentos.

Isso foi feito de diferentes maneiras. Não vou entrar nos nuances táticos da coisa, porque já fiz isso neste texto, especialmente na parte do ataque. De modo resumido e fora da questão tática per se, os Rams utilizam as peças do modo adequado. Isso já ilustra – bem como o resto do texto – sobre como McVay é um forte candidato para ser Técnico do Ano.

Andrew Whitworth, por exemplo, é uma das melhores contratações deste ano. Sua idade avançada não é demérito. Numa NFL que tem cada vez mais problemas de lapidar os prospectos de linha ofensiva – inúmeros motivos explicam, não vamos perder tempo com isso – Whitworth é uma adição que sozinho já melhora incrivelmente a linha ofensiva. Aqui, o mérito é a experiência. Pode parecer que linha ofensiva é uma posição exclusivamente física, mas é muito técnica. E ele a tem.

No resto do ataque, Sammy Watkins chegou para esticar o campo e ser usado em bombas que fazem a defesa se preocuparem com a profundidade. Por tabela, a defesa adversária não pode se dar ao luxo de colocar sempre oito homens no box e isso abre espaço para Gurley e as corridas. Cooper Kupp, calouro escolhido na terceira rodada deste ano, é uma máquina de recepções no flat e estica o campo horizontalmente. Com esses três, o desenho ofensivo fica impossível de defender sempre. Para adicionar, os dois tight ends também estão jogando bem – Everett e Higbee.



Chegamos ao ponto que Jared Goff entra na equação. O jogo de ontem demonstra como o princípio-base do ataque angelino não é a quantidade: é a qualidade e a eficiência. Tudo isso que eu disse acima dá margem para que Goff entre como se estivesse com a “barrinha do especial” cheia. E vem sendo fatality atrás de fatality.

A eficiência resume o ataque dos Rams em 2017

Goff teve apenas 14 passes completos e uma quantidade minúscula de passes lançados: 22. Com eles, foram mais de 300 jardas e quatro touchdowns lançados. Adivinha quem foi o último quarterback a fazer isso? Kurt Warner em 2000, com Mike Martz.

Ambas as unidades entendem que vence o jogo quem coloca mais pontos no placar. Não importa como. Se Goff passar a bola 22 vezes por jogo, o fará com eficiência e, sendo poucos passes, a defesa estará pensando menos nesses – e menos preparada para tanto… Mais eficiente ele será.

A eficiência resume a unidade ofensiva dos Rams em 2017 – usando cada peça de forma apropriada. Goff já é o jogador que mais melhorou em relação ao ano passado – não, eu não esqueci de Carson Wentz, a questão é que a situação de Jared era bem pior. Todd Gurley, um dos favoritos a Comeback Player of The Year.

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“RODAPE"