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O Sunday Night Football entre Seattle Seahawks e Philadelphia Eagles foi espetacular para a temporada da NFL. A vitória por 24 a 10 dos donos da casa em cima da equipe que vinha de oito vitórias consecutivas sacudiu o panorama da pós-temporada e colocou, definitivamente, Russell Wilson como fortíssimo candidato ao prêmio de MVP.

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Afinal, o camisa 3 do Seattle Seahawks mostrou-se, mais uma vez, o fator definitivo para que o ataque dos campeões do Super Bowl XLVIII se movesse. Sua capacidade de decidir jogos é histórica – são 15 touchdowns no quarto período de jogo, maior marca da história da NFL, ao lado de Eli Manning na temporada de 2011.

Agora… como um time com jogo terrestre ausente e com uma defesa desfalcada de Kam Chancellor, Richard Sherman e Cliff Avril conseguiu colocar o time mais quente da temporada em apuros? Pois bem, o time teve duas chaves – uma em cada lado da bola – que fizeram com que saíssem com a oitava vitória da temporada.

Pressionar o quarterback – é batido, mas é batido porque funciona

Eu, como escritor, detesto clichês. Só que terei que me utilizar do lugar comum para descrever o que o Seattle Seahawks fez do lado defensivo da bola: ele pressionou Carson Wentz o tempo inteiro.

É a fórmula ideal para impedir um ataque aéreo tão prolífico. Você consistentemente coloca um timer na leitura e release do quarterback, o que, com uma cobertura competente pela secundária e linebackers, encerra campanhas consistentemente.

Carson Wentz esteve sob pressão em 50% das suas tentativas de passes para mais de 10 jardas, maior marca da carreira do camisa 11 na NFL. Ainda que Wentz tenha conseguido algumas jogadas maravilhosas – em especial um passe fantástico para Agholor caindo no chão -, não há condições de sustentar um ataque quando sobra para você apenas passes curtos e rápidos.

Assim, com a pressão consistente do front seven – em especial Frank Clark e, obviamente, Bobby Wagner – restou à secundária fazer o seu trabalho. Destaque para Bradley McDougald; o substituto de Kam Chancellor fez jus ao titular, fazendo tackles importantes e mantendo a estrutura defensiva do Seattle Seahawks praticamente intacta.

Russell Wilson fez o que ele sempre faz

O camisa três trabalhou consistentemente as laterais do campo, com muitos passes do lado direito dentro da faixa de dez jardas 1. Essa velocidade impediu que o fortíssimo pass rush do Philadelphia Eagles acertasse Russell Wilson consistentemente, fundamental para  a sobrevivência das campanhas ofensivas do Seattle Seahawks.



Além disso, uma grata surpresa foi a atuação de Mike Davis. O running back do Seattle Seahawks mostrou-se um sopro de vida para o combalido jogo terrestre da equipe, participando também no jogo aéreo com quatro recepções.

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Mais importante do que tudo isso, de todo plano de jogo, é, como sempre, a capacidade de improviso de Russell Wilson. Todos sabíamos que a linha defensiva dos Eagles teria uma ampla vantagem em cima da linha ofensiva dos donos da casa. Só que a capacidade de Wilson em escapar da pressão, sair do pocket, manter os olhos no fundo do campo e tirar big plays da cartola são incomparáveis na NFL. Não que outros quarterbacks não consigam; só que ninguém o faz com tanta consistência quanto o camisa 3.

O que isso diz do Philadelphia Eagles?

Já vi diversos fãs em fóruns pela rede mundial de computadores achando justificativas (frágeis) para justificar a campanha do Philadelphia Eagles. Falam bastante do calendário, que não é dos mais fortes, só que ninguém chega a 10 vitórias na NFL sem ter um excelente time.

O Philadelphia Eagles enfrentou uma grande equipe, cometeu muitos erros, entre faltas e turnovers. Não se pode esperar ir no Century Link Field e ter espaço de manobra cometendo erros. Para o torcedor dos Eagles, eu só posso deixá-los tranquilos: a equipe ainda é uma das duas melhores da NFL.

Só que a força do Seattle Seahawks transbordou no último domingo, e é bom que as outras franquias da NFC fiquem de olho para não serem pegas pelo talento fora de série de Russell Wilson em janeiro.

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  1. Josh Norris’ Tweet. Acesso em 06 de dezembro de 2017 – https://twitter.com/JoshNorris/status/937685203379720192