Uma senha sera enviada para seu e-mail

O Tennessee Titans tem campanha de 6-4 e ainda estaria na pós-temporada se a temporada acabasse agora. Mas até onde vão? É uma ótima pergunta. Afinal de contas, os Titans são time para 2017? Difícil dizer. Mais para não do que para sim.

É bem verdade que Tennessee tem campanha positiva neste momento, mas quando precisou ganhar jogos mais importantes – notoriamente em horário nobre – a luz ficou mais apagada. Claro: houve uma vitória maiúscula contra o Seattle Seahawks, com direito a várias big plays. Mas e no resto?

Na abertura da temporada, os Titans perderam para os Raiders no “duelo dos futuros MVPs”, Carr vs Mariota. Contra adversários frágeis, não convenceram. Perderam para os Dolphins por seis pontos, venceram os Browns por três pontos, venceram os Ravens por três e os Bengals por quatro pontos. Boa parte das derrotas, além daquela que já mencionei em casa para Oakland, vieram por toneladas de pontos. 57 a 14 para os Texans, e ontem, 40 a 17 para os Steelers. Dos dez jogos nesta temporada, Tennessee passou dos 20 pontos em apenas cinco. Nas derrotas, não passou dos 20 em nenhuma.

É mais do que claro, para qualquer pessoa que assistiu algum jogo de Tennessee, que o ataque é baseado em jogo terrestre, corridas e… Bem, mais jogo terrestre. Não poderia deixar de ser com a ótima linha ofensiva que o ataque dos Titans tem à disposição – tampouco com Derrick Henry e DeMarco Murray.

O problema, como bem exemplificado pela quantidade de pontos nas derrotas, é se o ataque adversário “desgarra” e Tennessee se vê obrigado a abandonar as corridas e buscar o jogo aéreo por si. A partida de ontem, contra o Pittsburgh Steelers, é um excelente exemplo disso. Mas a temporada inteira, também.

“black

Como o play action ajuda a explicar a situação

Neste ano, em play action, Marcus Mariota teve 73% de passes completos, 11,7 jardas por tentativa, seis touchdowns e uma interceptação. Em passes normais, 59% de aproveitamento, 6,0 jardas por tentativa, dois touchdowns e nove interceptações. São números que mostram a diferença gritante de quando Mariota tem que resolver as coisas sozinho, sem que a defesa ache que é uma situação de corrida e, posteriormente, o play action.

A exemplo de outros times da NFL com viés mais terrestre – Buffalo Bills e Denver Broncos, só para citar dois exemplos que me vem à mente – os Titans têm uma receita de vitória que precisa ser seguida à risca. Jogo amarrado, partida controlada em termos de cronômetro, defesa segurando as pontas na red zone, evitar turnoversplay action como “Super Trunfo” de Mariota. Se em algum momento essa receita não apresentar todos os ingredientes – como na derrota para os Texans ou ontem – a coisa se complica muito. Exatamente como Bills e Broncos.

Na NBA, diz-se muito o “viva pela bola de três, morra pela bola de três”. Na NFL, alguns conceitos ofensivos podem seguir pelo mesmo caminho. No caso, viva pelo jogo terrestre e, se algo der errado com sua defesa, morra por ele. Isso tudo não quer dizer que o Tennessee Titans é carta fora do baralho ou algo do gênero. A depender do dia, do confronto, o time pode aparecer forte num domingo de pós-temporada. Se o ataque adversário for explosivo como ontem contra os Steelers, aí o buraco é mais embaixo.

Mais Semana 11:
Técnico dos Cardinals diz que Gabbert não é ruim, só esteve em times bem b****
Fim da Novela: Ezekiel Elliott desiste de recorrer e cumprirá suspensão
Vikings acertam: Case Keenum permanece titular no domingo mesmo com volta de Bridgewater
Algo que separa Rodgers e Hundley? O passe em profundidade e a terceira descida longa

Comentários? Feedback? Siga-me no twitter em @CurtiAntony ou no facebook – e ainda, nosso site em @profootballbr e curta-nos no Facebook.

“RODAPE"