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Leitura rápida: Embora tenha sido noticiado à época que houve unanimidade na nova regra de multa para protestos durante o hino, não houve votação formal por parte dos donos de franquias da NFL





No final do mês passado, 23, a NFL anunciou que os donos das franquias haviam chegado de “forma unânime” a uma nova política com relação aos protestos no hino nacional americano: os jogadores que estivessem presentes em campo deveriam ficar de pé durante a execução do Star-Spangled Banner. Entretanto, a nova política excluía a obrigatoriedade dos times saírem inteiramente dos vestiários para que o hino fosse tocado – times que descumprissem a nova resolução estariam passíveis de multa, e também poderiam multar os jogadores que desrespeitassem o hino.

O consenso dentre os donos parece ter existido – mas não houve registro e nem votação formal. Seth Wickersham, da ESPN, reportou que a suposta unanimidade dentre os donos era falsa, e que uma votação formal sobre a nova política sequer existiu. Segundo fontes lhe informaram, o real acontecimento foi uma enquete informal a qual alguns donos se abstiveram de participar – Mark Davis e Jed York, líderes dos Raiders e dos 49ers, respectivamente, são alguns dos nomes citados.

Logo após a divulgação da nova política por parte da liga, o CEO do New York Jets, Christopher Johnson, anunciou que pagaria a multa dos jogadores se estes ajoelhassem durante a performance do hino americano e que não aplicaria mais punições a estes pelos protestos, o que levantou dúvidas sobre a unanimidade da decisão.

Dois dos jogadores que começaram os protestos, Colin Kaepernick (foto) e Eric Reid, ainda estão sem equipe.

A NFL não realizou qualquer comentário posterior a matéria de Wickersham. Em entrevista ao canal americano Fox News, o presidente Donald Trump apoiou a decisão, dizendo que “você tem de ficar de pé com orgulho para o hino ou você não deveria estar jogando – ou nem mesmo estar no país”.

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