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Quando você contrata um quarterback reserva, ele costuma ser um espelho do titular – já que, quando/se entrar em campo, a comissão técnica não precise fazer tantos ajustes ao plano de jogo. Justamente por isso, quando o Baltimore Ravens contratou Robert Griffin III para ser quarterback reserva, houve uma “fumaça” saindo do CT indicando que o time poderia draftar um futuro titular com características parecidas com as de Griffin.

Foi o que aconteceu ao final da primeira rodada. Em seu último Draft pelos Ravens, o general manager, Ozzie Newsome, subiu para a escolha 32 e escolheu Lamar Jackson. Parece o antídoto perfeito para a apatia ofensiva que os Ravens vem demonstrando nos últimos anos – a ponto de Alvin Kamara, running back do New Orleans Saints, ter tido jardas por carregada superiores às jardas por passe de Joe Flacco na temporada passada.

A sucessão real, portanto, está armada: os dias de Joe Flacco como titular do Baltimore Ravens parecem estar contados. O banco/corte não deve acontecer já em 2018, mas não se surpreenda se o time cortar Joe Flacco antes da temporada 2019: é o primeiro ano no qual o dinheiro garantido do mega contrato fica abaixo dos 10 milhões (o que não comprometeria o teto salarial). Ante essa situação toda, Flacco não parece muito contente – óbvio – e mostra sinais disso.

Na noite do Draft, Flacco foi perguntado pela imprensa sobre o que achava da situação. O climão foi imenso, dado que ele estava presente na “festa oficial” que o time conduzia para o evento. “Não acho que vou falar hoje”, disse Flacco a Jamison Hensley, da ESPN.com. Nesse sentido, antes ele ter ficado quieto do que ter pistolado – tal como Ben Roethlisberger fez em Pittsburgh ao dizer que o time poderia ter usado uma escolha de terceira rodada para ajudar o time a vencer ainda em 2018. Quando um time escolha um quarterback na primeira rodada, é um sinal fortíssimo de que o titular atual está com os dias contados.

Flacco ainda não deu boas-vindas a Lamar

Nesta semana, tivemos um mini-camp para os calouros começarem a adaptação rumo à temporada 2018. Na primeira oportunidade com o uniforme dos Ravens, Lamar Jackson já foi perguntado pela imprensa sobre a relação com Flacco – em outras palavras, se o veterano lhe desejou boas-vindas e etc. “Não, ele não veio falar comigo”, respondeu.

Reports da imprensa americana indicam que existe um desejo de colocar Jackson no campo em pacotes especiais. Seja em formação wildcat ou em conversões de dois pontos, pode haver oportunidades nas quais Lamar entrará em campo mesmo não sendo titular. Com a aparente frustração de Joe Flacco – o qual sequer um salve deu para o calouro – um potencial atrito pode potencializar.

A situação, antes que me acusem de “dois pesos e duas medidas” não é semelhante àquela dos Patriots de 2014 (Brady/Garoppolo) ou dos Steelers de 2018 (Roethlisberger/Rudolph). Garoppolo e Rudolph, quando draftados, eram tratados como príncipes herdeiros de médio prazo. O ataque dos Patriots de 2013 e dos Steelers de 2017 não foi anêmico como o dos Ravens da temporada passada. Lamar Jackson uma ameaça real à titularidade de Flacco. E o próprio sabe disso. Se fosse confiante no seu taco ou em sua situação como titular, não teria o menor problema em dar um salve para Lamar ou falar com a imprensa no dia do Draft.

La vou eu com minhas analogias de relacionamento. Se você está seguro num namoro, vai ficar pistola porque sua namorada está conversando no Skype com um amigo do trabalho? Pois é. Flacco ficou a ponto de não falar sobre o assunto e virar a cara para esse colega de trabalho quando poderia ter demonstrado segurança. Não o demonstrou porque não tem. Simplesmente, é um fato.

Não que ele tenha sido o único culpado pelo fato do ataque de Baltimore dar sono no ano passado. A bem da verdade, desde a saída de Gary Kubiak os playbooks dos Ravens fazem zero sentido para o conjunto de habilidades do camisa 5. Os coordenadores ofensivos, desde a saída de Kubiak para os Broncos (2015) insistem em usar conceitos de West Coast para um quarterback cuja maior virtude é o passe em profundidade. Ainda, é imperioso lembrar que, no período, Flacco contou com pouca ajuda no corpo de recebedores e em tight ends – posição para qual adorava passar a bola como válvula de escape.



A diretoria dos Ravens, é fato, não quer saber de quem é a culpa: quer soluções. Depois de não ir para os playoffs no ano passado, John Harbaugh começa a ter pressão sobre si. O time lotou o corpo de recebedores e draftou um tight end na primeira rodada. Flacco não tem mais desculpas para não performar. Caso não o faça… Já sabe o que vai acontecer.

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