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Um dos reflexos diretos da talentosa e profunda (em talento) classe de quarterbacks do Draft de 2018 se dá já em maio: processo de sucessão no trono de alguns times da NFL.

Dois reinos da AFC North já apresentam sintomas de climão ou algum tipo de atrito. Em Baltimore, Joe Flacco ainda não deu “boas-vindas” a Lamar Jackson. Em Pittsburgh, Ben Roethlisberger disse que “ficou surpreso” com a escolha de um quarterback na terceira rodada do Draft.

“Fiquei surpreso quando eles escolheram um quarterback, porque acho que, na terceira rodada, você pode conseguir jogadores que podem ajudar este time ainda em 2018″, disse. “Nada contra Mason. Acho ele um ótimo jogador. Não o conheço pessoalmente, mas tenho certeza que ele é um ótimo garoto. Só não sei como ser reserva vai ajudar nosso time a ganhar agora”, falou o titular dos Steelers.

Ainda, Roethlisberger demonstrou insatisfação sobre a diretoria. “Achava que eles acreditavam em mim (…) Uma vez que draftaram um quarterback na terceira rodada, não estou certo se eles (a diretoria) acreditam em mim ou não”. Roethlisberger ainda fez questão de deixar claro que não será tutor de Mason Rudolph. “Acho que não vou precisar, já que ele disse que não precisará de mim… Se ele precisar de algo, vou apontar no playbook“, falou.

Rudolph, por sua vez, preferiu não esticar o desentendimento e a torta de climão. “Se eu fosse Ben, faria a mesma coisa… Ele é um competidor. Claro, ele tem muita confiança em si, então como futuro hall of famer, eu esperava que ele falasse isso. Estou ansioso para ir (para Pittsburgh), aprender o sistema, competir, melhorar meu nível de jogo, me preparar como se eu fosse o titular mesmo que eu saiba que não o serei. Quando minha hora chegar, aproveitarei a oportunidade da melhor forma”, falou o calouro.

Climão não é fim de mundo – pode ser positivo

Como o próprio Rudolph disse, é natural que um competidor como Ben diga esse tipo de coisa. O grande ponto é que o próprio Roethlisberger se colocou nessa situação ao atuar como Brett Favre e ameaçar aposentadoria umas duzentas vezes.

Claro, entendo o lado dele. Ficou mais do que claro, pela linha do tempo, que essas ameaças se davam por conta das divergências de Roethlisberger com o então coordenador ofensivo, Todd Haley. Uma vez que este saiu – agora está no Cleveland Browns – o tom do discurso mudou para “vou jogar mais três (a cinco) anos”. Os Steelers não podem pagar para ver.

Tal como aconteceu com o Green Bay Packers de 2005, preparam a sucessão. Na época, começaram os “vou não vou” sobre a aposentadoria de Brett Favre. Natural que o time se prevenisse e o fez muito bem com Aaron Rodgers. Rudolph não é nenhum Rodgers neste momento de sua carreira, mas era um dos bons prospectos da posição no meio do Draft. Os Steelers não erraram na aposta.

Ao mesmo tempo, como “só um quarterback joga”, não há qualquer tipo de obrigação para que Ben Roethlisberger seja tutor de quem for. Só que ele não tem o direito de pistolar como o fez. Por mais que houvesse motivo – Haley – foram suas declarações sobre eventual aposentadoria, principalmente, que fizeram o time draftar um quarterback tão no topo do Draft 2018.

O “climão” não indica que o fim do mundo está próximo – talvez seja até bom para os Steelers. Na Era Tom Brady, os Patriots draftaram nove quarterbacks. Jimmy Garoppolo, inclusive, na segunda rodada. Não tivemos fim do mundo em Foxboro por conta da competição nos treinos – pelo contrário, isso motivou Brady. O efeito pode ser positivo no Heinz Field. Vejamos se será.

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