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Leitura Rápida: Após campanha decepcionante em 2017, franquia do Texas tem alta expectativa com o Deshaun Watson em seu segundo ano



Em 16 anos de existência, o Houston Texans nunca esteve tão esperançoso com umício de temporada. Isso se deve a Deshaun Watson, campeão nacional universitário por Clemson em 2016 e 12ª escolha do draft de 2017. Após uma atuação meteórica em sua estreia na NFL, Watson tentará liderar a franquia pra valer em 2018. Retornando de grave lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito, o quarterback é a principal aposta do time do Texas, que quer voltar vencer a AFC South depois de um ano apagado.

Com Watson saudável, as chances do Texans são consideráveis em uma divisão que até poucos anos atrás era tratada como uma das mais fracas da bola oval. A adição de jovens talentos na própria equipe e nos rivais Jacksonville Jaguars, Tennessee Titans e a força de Andrew Luck – apesar de estar machucado desde 2016 – no Indianapolis Colts deixa o título da AFC South em aberto.

Tendo como diferencial um jovem e talentoso quarterback, que em poucos jogos mostrou seu cartão de visitas, Houston entrará para ganhar a divisão. E as casas de apostas de Las Vegas veem isso com certo otimismo, já que a franquia é cotada em R$ 2,80 segundo o site especializado Oddsshark.com para faturar a AFC South, contra R$ 2,75 do então favorito Jaguars. Será cabeça a cabeça.

Os números de Watson em seu ano de estreia são fundamentais para entendermos as projeções de vitória dos Texans.

Em seis jogos do camisa 4 como titular, a franquia teve média de 34,7 pontos e 3-3. Foram 19 touchdowns para 1,699 jardas do novato. Sem ele, a equipe despencou, com apenas 13 pontos por jogo e 1-9.

Com a expectativa do quarterback disputar toda a temporada e ainda pelo retorno do três vezes Defensor do Ano J.J. Watt, que também foi prejudicado por seguidas contusões nos últimos dois anos, o Houston Texans tem odds de R$ 1,65 para fazer uma campanha que supere 8.5 vitórias. O baixo lucro, de 65%, mostra o otimismo dos especialistas na equipe, que deve bater de longe os números da temporada passada, quando terminou com 4-12. Por outro lado, um novo fracasso, que neste caso seria abaixo de 8.5 vitórias, rende 225%, através da cotação de R$ 2,25 do Oddsshark.com.

Pontos fortes

A principal arma do Houston Texans tem tudo para ser Deshaun Watson, que praticamente só não bateu o recorde de 26 passes para TDs realizados por um estreante na NFL, pertencente a Peyton Manning (com o Indianapolis Colts, em 1998) e Russell Wilson (com o Seattle Seahawks, em 2012), pela lesão no joelho. Mas ele possui importantes coadjuvantes para levar a equipe de volta aos playoffs, o principal objetivo da equipe no ano.

Um deles é DeAndre Hopkins – com Watson na formação titular, Hopkins anotou sete touchdowns. Para efeito de comparação, desde a lesão do quarterback, o wide teve apenas seis TDs com Tom Savage e T.J. Yates na função. A mesma situação ocorre com Will Fuller, que só foi estrear na Semana 5 por conta de lesão no ombro. Em quatro jogos com o quarterback, foram sete touchdowns e 13 recepções do então segundanista.

Já a secundária, que regrediu na temporada passada após ser considerada uma das mais fortes da NFL em 2016, ganhou caras novas. As chegadas dos safety Tyrann Mathieu, que foi liberado pelo Arizona Cardinals, de Justin Reid, escolha no draft de 2018, e do cornerback Aaron Colvin, ex-Jaguars, reforçam um setor até então bastante criticado.

Há ainda o trio pass-rush formado por J.J. Watt, Jadeveon Clowney e Whitney Mercilus, que apesar da frequência de lesões, são a grande esperança para a equipe apagar a má campanha do ano passado, quando foi a que mais permitiu pontos dos adversários em toda a NFL.

Pontos fracos

Uma das principais preocupações da franquia do Texas é em relação a posição de tight end. Desde a aposentadoria de C.J. Fiedorowicz, que apesar de jovem – 26 anos – , não aguentou as seguidas concussões durante a carreira, o técnico Bill O’Brien vem testando opções. A franquia até cogitou Rob Gronkowski, parceiro fiel de Tom Brady no New England Patriots, mas ele ficará em Foxborough.

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Sem o devido reforço, a solução pode ser encontrada em Jordan Akins, draftado na terceira rodada deste ano, ou em Ryan Griffin, que teve 13 recepções para 158 jardas e um TD em 2017. Correndo por fora aparece Stephen Anderson, que mesmo sendo rápido e tendo boas recepções, como 25 para 342 jardas no ano passado e um TD, possui desvantagem física no bloqueio.

Outro sinal de alerta vai para a posição de running back. Com Lamar Miller vindo de uma de suas piores temporadas na carreira – queda de cinco jardas por corrida nos últimos três anos -, e D’onta Foreman, que em seu primeiro ano foi atrapalhado por lesão no tendão de Aquiles, a equipe pode apostar no rodízio. Sem um running back fixo, Alfred Blue, que assinou contrato de um ano, e Tyler Ervin, que se recupera de contusão no tendão patelar, podem entrar na rotação.




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