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Leitura Rápida: Após renascer em 2017 sob o comando de Sean McVay, o time fez uma intertemporada extremamente agressiva sonhando com o segundo Vince Lombardi

Talvez o Los Angeles Rams tenha sido a surpresa mais agradável da última temporada: um time que, praticamente com a mesma base, foi de 4-12 em 2016 para 11-5 em 2017 – voltando aos playoffs após 12 anos de ausência. Como explicar tamanha evolução em tão pouco tempo? Duas palavras: Sean McVay. O técnico mais jovem da história da NFL fez um trabalho maravilhoso e transformou uma equipe fadada ao fracasso em forte candidata a título em apenas alguns meses. Será que a franquia segue evoluindo em 2018?

Pode apostar que sim. As movimentações na última intertemporada deixam bem claro que McVay e companhia arquitetam um plano bem mais audacioso para a próxima temporada: levantar o Troféu Vince Lombardi no dia 3 de fevereiro, em Atlanta. O general manager Les Snead teve uma postura extremamente agressiva trazendo vários reforços de peso – deixando claro que a meta é vencer agora. Como se diz no mundo da NFL, a temporada de LA será de “Super Bowl or Bust”.

Os números mostram claramente qual o setor que deveria receber mais ajuda: enquanto Los Angeles teve o melhor ataque da NFL em pontos, a defesa foi ‘apenas’ a 12ª no quesito. Pensando nisso, Snead foi para o tudo ou nada e trouxe três All-Pros para o setor: os cornerbacks Aqib Talib e Marcus Peters via troca e o monstro Ndamukong Suh do mercado.

Se o ataque de Jared Goff, Todd Gurley e companhia mantiver o nível de excelência e a defesa der o salto de qualidade que todos esperam, não é exagero colocar o Los Angeles Rams como sério candidato ao título. Não é à toa que as casas de apostas apontam a equipe como uma das principais favoritas ao Super Bowl – apenas atrás de Patriots, Eagles, Packers e Steelers: se LA levantar o caneco no Mercedes-Benz Stadium você recebe R$13 a cada real investido segundo o site especializado Oddsshark.com.

Como era de se esperar,  franquia da Califórnia aparece como o time a ser batido dentro da NFC West – divisão que vem perdendo força nos últimos dois anos após as quedas de rendimento de Seattle Seahawks e Arizona Cardinals. Certamente o San Francisco 49ers vai seguir evoluindo com Jimmy Garoppolo no comando do ataque, mas não a ponto de desafiar a hegemonia dos atuais campeões.

Apesar de alguns jogos complicados na tabela contra Vikings, Packers, Saints e Eagles, o Los Angeles Rams possui totais condições de superar a estimativa de 10 vitórias na temporada regular – o que paga R$1,70 a cada real investido, também segundo o  Oddsshark.com.

Pontos fortes

Antes de Sean McVay assumir o time, o Los Angeles Rams era um verdadeiro desastre ofensivamente: o letárgico time de Jeff Fisher teve média de 262 jardas totais e 14 pontos por jogo em 2016. A mudança em poucos meses foi assustadora: praticamente com as mesmas peças, o jovem treinador transformou esse ataque moribundo no melhor da NFL em pontos anotados – uma máquina de anotar touchdowns.

Muito desse sucesso pode e deve ser colocado na conta de Todd Gurley: o running back renasceu nas mãos de McVay e é a peça central desse inovador esquema – tanto correndo com a bola como recebendo passes. Os números dele no ano passado foram assustadores: 2.093 jardas de scrimmage e 19 touchdowns. Certamente, Gurley vai chegar extremamente motivado na próxima temporada após a gorda extensão contratual.

Ainda falando do ataque, o jovem Jared Goff caiu como uma luva no esquema de McVay, mais voltado para o play-action, e deve evoluir ainda mais em 2018. Para isso, será preciso melhorar o seu trabalho de pés e como ele lida com os momentos de pressão dentro do pocket. O progresso do jovem quarterback está diretamente ligado às aspirações de Super Bowl da franquia.


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Agora, em termos de defesa, é impossível não ficar empolgado com as chegadas de vários nomes de peso em um grupo que já era bom. A promessa é de MUITA pressão pelo meio da linha com a dupla Ndamukong Suh e Aaron Donald – forçando os quarterbacks a lançarem a bola antes da hora contra dois dos maiores ladrões de bola da NFL (Aqib Talib e Marcus Peters). Se isso funcionar na prática, os Rams ficam bem mais próximos da taça.

Pontos fracos

Embora a expectativa em volta dos Rams seja muito grande, nem tudo são flores pelos lados de Los Angeles. No ataque, a maior preocupação está na linha ofensiva: um grupo com poucas peças de reposição e que depende demais de jogadores bem veteranos como o left tackle Andrew Whitworth (36 anos) e o center John Sullivan (32 anos). A profundidade dessa linha já será testada logo de cara – após a suspensão de duas partidas do right guard Jamon Brown.

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Pulando para a defesa, talvez o grande questionamento seja a pressão pelos lados na linha defensiva. Com a saída de Robert Quinn, quem vai ‘virar a esquina’ e invadir o pocket? Talvez Matt Longacre não seja a melhor opção. Se o pass-rush de LA não der conta do recado, Talib e Peters podem ficar em maus lençóis.

Outro possível ponto fraco desse grupo é a falta de um bom linebacker nas coberturas após a saída de Alec Ogletree. Como o esquema do coordenador Wade Phillips se baseia em muita movimentação de seus cornerbacks, certamente os linebackers vão precisar trabalhar mais contra o passe. Nos tempos de Denver, Phillips corrigia isso colocando um terceiro safety em situações óbvias de passe. Agora, como a secundária não possui tanta profundidade, isso pode ser um grande problema ao longo do ano.




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