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Leia mais: Mesmo com vários problemas na intertemporada, a dupla Tom Brady e Bill Belichick podem levar a equipe ao terceiro Super Bowl consecutivo

Quem diria que a dolorida derrota para o Philadelphia Eagles no Super Bowl LII seria apenas o início de um ano um tanto quanto conturbado no New England Patriots: rumores de aposentadoria de Brady – que não se confirmaram, um possível racha entre peças importantes da dinastia, várias trocas, jogadores importantes que deixaram o elenco e ainda uma suspensão por doping.

Realmente, a intertemporada foi mais pesada do que de costume pelos lados de Foxborough. Mesmo com toda essa confusão e o elenco, em teoria, mais fraco dos últimos anos, não se surpreenda com os Pats levantando mais um Vice Lombardi em fevereiro – isso é o que eles sabem fazer.

Claro que toda essa confusão é relevante, mas nenhum time é capaz de bloquear as distrações como o New England Patriots desde que Bill Belichick assumiu o comando da franquia em 2000. No fim do dia, o que vai pesar é a presença da maior dupla de quarterback e treinador da história da NFL: enquanto Tom Brady e Bill Belichick estiverem no barco, New England segue como o time a ser batido dentro da AFC e fortíssimo candidato a disputar o quatro Super Bowl em um período de cinco anos.

E não comece com aquele papinho chato de que Brady pode despencar de produção aos 41 anos – trata-se de um atleta totalmente fora da curva nos quase 100 anos de NFL. Brady é o atleta mais velho a conquistar um MVP na história dos esportes americanos – um cara que lançou absurdas 505 jardas no último Super Bowl há alguns meses.

Agora, é inegável que Brady terá a sua volta, em teoria, o time menos talentoso dos Patriots nos últimos anos. Alguns reforços chegaram, mas não ao ponto de suprir as ausências de Nate Solder, Malcolm Butler, Dion Lewis, Danny Amendola e Brandin Cooks. Para complicar um pouco mais, Julian Edelman foi suspenso pela NFL e não entra em campo nos primeiros quatro jogos do ano.  

Claro que há motivos para preocupação, mas a história já mostrou inúmeras vezes Belichick transformando elencos medianos em algo altamente competitivo. Como a AFC East segue a mais fraca das divisões na NFL, a tendência é de mais um título de divisão, o 15º em 16 anos, e mais uma classificação aos playoffs assegurada.

Portanto, não é difícil entender o porquê das casas de aposta colocarem o New England Patriots como o principal candidato ao Super Bowl: se Tom Brady conquistar mais um anel de campeão você recebe R$6 a cada real investido segundo o site especializado Oddsshark.com.

Somente uma catástrofe de proporções bíblicas tira os Patriots dos playoffs. A Record poderia facilmente fazer uma novela sobre o assunto caso acontecesse. 

De toda forma, fica a pergunta: será que ultrapassam a estimativa de 12 vitórias colocada pelas casas de aposta? Apesar dos seis jogos tranquilos dentro da sua divisão, a AFC East vai cruzar com a AFC South de Jaguars e Texans e com a NFC North de Packers e Vikings, além, é claro, do duelo contra os Steelers.

Se os Pats chegarem a 12 triunfos você recebe R$1,90 a cada real investido segundo o  Oddsshark.com.

Pontos fortes

Como já foi dito, o New England Patriots sempre será extremamente competitivo enquanto tiver Tom Brady no comando do ataque e Bill Belichick como técnico – mesmo que a relação entre os dois esteja, segundo alguns rumores não confirmados, estremecida. Esse continua sendo o ponto mais forte em Foxborough.

No ataque, a boa notícia é que o jogo corrido promete mais uma vez dar conta do recado – em quatro dos últimos seis anos os Patriots ficaram no top 10 em jardas terrestres. Apesar da ausência de Dion Lewis, o time trouxe o promissor Sony Michel na primeira rodada do último Draft. O grupo ainda conta com James White, Rex Burkhead, Jeremy Hill e Mike Gillislee. Um deles, de toda forma, pode rodar por corte antes da temporada começar – apostaria em Gillislee. 

Confira aqui o índice com as Estimativas de Vitórias em Las Vegas para todas as 32 franquias da NFL.

Na defesa, a principal notícia é o retorno de Dont’a Hightower: a principal liderança desse grupo retorna após desfalcar a equipe por boa parte da última temporada.O retorno do linebacker será fundamental para esse front seven voltar a brilhar. Ainda, a esperança é que a chegada de Adrian Clayborn, que estava com os Falcons, reforce um pass rush que foi problema em 2017.

Pontos fracos

De todos os setores do elenco, talvez o que mais preocupe o torcedor seja o grupo de recebedores: a franquia perdeu nomes como Danny Amendola e Brandin Cooks e não fez reposições, em teoria, à altura. Para ‘ajudar’, Julian Edelman foi suspenso pelos quatro primeiros jogos da temporada e Rob Gronkowski sempre luta para ficar saudável. A contratação do veteraníssimo Eric Decker só deixa claro a fragilidade do setor.

E que tal o desempenho da defesa dos Pats no último Super Bowl? A grande final deixou escancarado alguns problemas desse grupo: pass-rush limitado, linebackers lentos e a secundária frágil nas coberturas.

Alguns reforços chegaram, como Adrian Clayborn, como já dito, Danny Shelton para ajudar a defesa terrestre e Jason McCourty na secundária, mas será o suficiente para melhorar o desempenho defensivo pífio em Minneapolis? Como a franquia não vai contratar outro coordenador defensivo após a saída de Matt Patricia, caberá ao próprio Belichick tornar esse grupo mais competitivo em 2018.

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