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Tony Romo disse adeus em 2017. Agora, foi a vez de Jason Witten e Dez Bryant – o primeiro aposentou-se, enquanto o segundo foi dispensado. Mais do que nunca este é o time de Dak Prescott daqui para frente. Witten era uma liderança técnica e de vestiário. Bryant, em menor escala, também. Caberá ao signal caller terceiranista preencher o vácuo de poder deixado por ambos, assumindo de uma vez por todas as rédeas do ataque tal como se espera de um franchise quarterback. Como Prescott lidará com essa pressão (e a escassez de talento no ataque aéreo) é o que decidirá o futuro dos Cowboys em 2018.

Como foi a última temporada do Dallas Cowboys?

Dallas Cowboys (9-7): 2º colocado na NFC East

Além do óbvio impacto dentro de campo, a novela com a suspensão de Ezekiel Elliott foi uma grande distração fora dele. Ninguém sabia se a punição ocorreria mesmo ou quando o running back estaria impedido de jogar. No final das contas, depois de uma verdadeira guerra nos tribunais, a suspensão de seis jogos foi aplicada no meio da temporada, fazendo Elliott ficar de fora entre as semanas 10 e 15.

Por coincidência, a punição entrou em vigor no mesmo momento em que o left Tyron Smith se machucou. Sem dois de seus principais jogadores, Prescott e o ataque de Dallas entraram em colapso. Como resultado, a franquia foi triturada por Falcons, Eagles e Chargers entre as semanas 10 e 12 – também por culpa de uma evidente fragilidade defensiva, diga-se de passagem.

Optamos por dar tanto destaque a tais fatos porque, em nossa opinião, foram eles os responsáveis pelo fracasso dos Cowboys na última temporada. O time começou o ano de maneira inconstante, perdendo três dos seus primeiros cinco jogos. Contudo, engrenou e estava voando antes da suspensão de Elliott e a lesão de Smith. Então vieram os três atropelamentos citados acima, os quais praticamente acabaram com as chances de playoff, tanto que nem quatro vitórias nos últimos cinco compromissos do ano adiantaram. O amargo 9-7 deixou Dallas perto do mata-mata, mas não foi o suficiente.

Como foi a free agency do Dallas Cowboys?

Chegaram: WR Allen Hurns (Jacksonville Jaguars); OT Cameron Fleming (New England Patriots); LB Joe Thomas (Green Bay Packers); OL Marcus Martin (Cleveland Browns); C Scott Daly, K Brett Maher

Chegaram via troca: FB Jamize Olawale (Oakland Raiders); WR Tavon Austin (Los Angeles Rams)

Saíram: WR Dez Bryant; TE Jason Witten (aposentou); DE Benson Mayowa; CB Orlando Scandrick; T Byron Bell; CB Bene Bemwikere; WR Brice Butler; G Jonathan Cooper; LB Anthony Hitchens; RB Alfred Morris; DT Stephen Paea; TE James Hanna (aposentou); K Dan Bailey

Saíram via troca: WR Ryan Switzer

Dallas foi bastante discreto no mercado na hora de contratar, até porque não havia muito espaço no salary cap para aquisições de peso. O principal nome trazido foi o wide Allen Hurns. No geral, esta seria uma contratação não muito comentada, pois Hurns está longe de ser um atleta de ponta na sua posição, porém a fragilidade no corpo de recebedores da equipe transformou o ex-Jaguar quase em um salvador da pátria. Hurns automaticamente virou o wide mais talentoso do time.

Fleming e Martin trarão mais profundidade para uma linha ofensiva já recheada de talento, enquanto Joe Thomas – o linebacker, não o left futuro membro Hall da Fama – chega para suprir a saída de Anthony Hitchens.

Por falar em saídas, os Cowboys perderam demais na free agency. Mesmo em franca decadência, Bryant ainda era o principal recebedor do time, sendo o alvo da maior parte dos passes e o responsável pela maioria das jardas aéreas. Butler, por sua vez, era discutivelmente o segundo melhor wide, além de ser com sobras a ameaça em profundidade mais eficiente de Prescott. Já Jason Witten dispensa apresentações, afinal não por acaso ele detém quase todos os recordes aéreos da franquia.

Do outro lado da bola, Scandrick e Hitchens também farão falta. Ambos eram titulares da defesa e cumpriam seus papéis com eficiência, embora não fossem acima da média. Em uma unidade na qual o talento não é tão abundante assim, qualquer saída pode ter um impacto significativo.

Como foi o Draft do Dallas Cowboys?

Rodada 1, escolha 19: Leighton Vander Esch, LB, Boise State

Rodada 2, escolha 50: Connor Williams, OL, Texas

Rodada 3, escolha 81: Michael Gallup, WR, Colorado State

Rodada 4, escolha 116: Dorance Armstrong Jr., Edge, Kansas

Rodada 4, escolha 137: Dalton Schultz, TE, Stanford

Rodada 5, escolha 171: Mike White, QB, WKU

Rodada 6, escolha 193: Chris Covington, LB, Indiana

Rodada 6, escolha 208: Cedrick Wilson, WR, Boise State

Rodada 7, escolha 236: Bo Scarbrough, RB, Alabama

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Se a free agency foi difícil para os Cowboys, o Draft, por outro lado, foi ótimo. A franquia conseguiu fazer um recrutamento acima da média, encontrando um bom equilíbrio entre suprir suas necessidades, acumular talentos e aproveitar ao máximo o valor de suas picks.

Vander Esch é uma escolha sólida para uma posição carente. Dono de um potencial gigante, a expectativa é que no futuro ele assuma o trono deixado por Sean Lee no miolo da defesa. Todavia, o linebacker possui apenas uma temporada como titular no College e ainda é considerado cru para ser titular em tempo integral na NFL. Já Williams trará profundidade e versatilidade à linha ofensiva, podendo atuar como guard ou tackle. Ele era visto até mesmo como uma pick de final de primeira rodada, portanto seu valor na metade da segunda é imenso.

Gallup, por sua vez, provavelmente é a escolha que mais empolgou os torcedores, de novo devido à fraqueza no corpo de recebedores da franquia. No geral, a realidade costuma ser difícil para wide receivers calouros – casos como o de Odell Beckham Jr. e Mike Evans são exceções -, sobretudo aqueles selecionados em rodadas intermediárias ou baixas, então é preciso moderar as expectativas com o jovem ex-Colorado State. Seja como for, ele certamente terá chance de ir a campo ao longo do ano.

Por fim, vale destacar Cedrick Wilson e Bo Scarbrough. Ambos são excelentes valores nos lugares onde foram escolhidos e podem, quem sabe, se transformar em steals – Scarbrough não sobreviveu aos cortes finais do elenco, porém deve ter lugar no practice squad.

Dallas sobressaiu-se na qualidade e na quantidade de suas picks, tirando o máximo possível de cada uma delas. Claro que nem todas darão certo – talvez nenhuma dê -, mas logo após o Draft a sensação é que o trabalho foi bem feito.

Análise da Tabela do Dallas Cowboys

Casa: Giants, Lions, Jacksonville, Titans, Redskins, Saints, Eagles, Buccaneers

Fora: Panthers, Seahawks, Texans, Redskins, Eagles, Falcons, Colts, Giants

Não há nada que salte muito aos olhos à primeira vista quando analisamos a tabela dos Cowboys, a não ser apenas o fato de que eles enfrentarão vários adversários com produtivos ataques aéreos e muitos quarterbacks acima da média. Isso pode ser uma dificuldade extra se a secundária não estiver vivendo uma boa temporada. Falaremos mais sobre o assunto no capítulo dedicado exclusivamente à defesa.

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De resto, porém, é uma tabela normal em termos de dificuldade dos oponentes. O começo será difícil com viagens para Carolina e Seattle nas semanas 1 e 3, fazendo com que a franquia talvez some um record negativo logo de cara. Em compensação, os últimos três compromissos prometem ser mais tranquilos, pelo menos levando em conta o retrospecto dos adversários em 2017 e as perspectivas para 2018. Estamos falando dos duelos contra Colts (fora), Buccaneers e Giants (fora).

Ademais, Dallas terá uma sequência de três partidas em casa entre as semanas 12 e 14: Redskins, Saints e Eagles – não são jogos fáceis, mas atuar tanto assim seguidamente no AT&T Stadium é sim uma vantagem. Enfim, os Cowboys não têm muito o que reclamar do calendário.

O que esperar do ataque do Dallas Cowboys em 2018?

Prováveis titulares: Dak Prescott, Ezekiel Elliott, Allen Hurns, Terrance Williams, Cole Beasley, Geoff Swaim, Tyron Smith, Connor Williams, Travis Frederick, Zack Martin, La’el Collins

Vamos começar falando direto sobre o elefante no meio da sala: o ataque aéreo. Tudo bem, Dallas pode correr o quanto quiser com Elliott e a sua reforçada linha ofensiva, mas não estamos mais nos anos 1970, ou seja, possuir um jogo aéreo no mínimo funcional é imperativo para ter sucesso na NFL. E podemos dizer que os Cowboys, hoje, terão um jogo aéreo minimamente funcional? Não, não podemos.

Jason Garrett fez um ótimo trabalho como cheerleader em 2017 batendo palmas na sideline para incentivar seus jogadores, mas não foi igualmente eficiente preparando o ataque do time. Sobretudo o playbook e as chamadas ao longo das partidas deixaram a desejar, por exemplo, com uma insistência injustificável em forçar passes longos para Dez Bryant, o qual não conseguia mais obter separação de seus marcadores – Prescott teve um rating de 41 pontos ao lançar passes profundos na direção de Dez. Playcalling é algo que precisa melhorar muito em Dallas para 2018.

Prescott, entretanto, também tem sua parcela de culpa. Ele nem de longe foi tão preciso quanto em seu ano de calouro. Dak, por exemplo, teve apenas o 32º melhor rating da liga em lançamentos profundos para wide receivers. Isso tem a ver com a falta de talento no grupo de recebedores e o colapso na linha ofensiva durante a ausência de Tyron Smith, mas o quarterback também errou bastante. Ele já teve o seu sophomore slump – ou seja, a tradicional queda de rendimento no segundo ano de carreira – e precisa reencontrar sua melhor forma.

O problema é que será difícil dar um grande salto de qualidade com as armas aéreas oferecidas a ele por Jerry Jones. Dak perdeu Bryant e Jason Witten, seus dois recebedores mais confiáveis e produtivos. Agora, o quarteto principal de wide receivers será formado por Hurns, Terrance Williams, o calouro Gallup e Cole Beasley no slot. Curiosamente, Hurns também jogou 70% dos seus snaps em Jacksonville no slot, logo ou ele teria que brigar pela posição com Beasley ou atuar em um lugar onde não está tão acostumado.

Enfim, a menos que alguém tenha um ano de Cinderela, não é exatamente um conjunto dos mais animadores. Destes, Hurns é quem mais tem potencial – Gallup, não se esqueça, é um calouro que precisará de tempo para se adaptar. O recebedor teve uma excelente temporada com os Jaguars em 2015, mas sofreu com várias lesões nos últimos dois anos e não foi capaz de produzir muito. Ademais, será sua primeira experiência como, em teoria, o wide número 1 do time, afinal em Jacksonville ele tinha Allen Robinson como companheiro.

Antes que alguém fale em Tavon Austin, ele está cotado para ser usado mais como recebedor saindo do backfield ou mesmo running back. Ademais, não é possível, em 2018, alguém ainda acreditar que Austin é a salvação para um ataque aéreo. Ele é mais um retornador ou jogador para trick plays do que qualquer outra coisa.

Pensando na posição de tight end, a situação é ainda mais precária. As atuais opções do elenco são Rico Gathers, Blake Jarwin, Geoff Swaim e o calouro Dalton Schultz, um grupo que combina para um total de nove recepções e nove partidas começadas como titular (tudo por Swaim). Em sua maioria nomes competentes nos bloqueios, alguém terá que ter algum impacto no jogo aéreo e amenizar a saída de Witten. Segundo informações dos treinamentos de intertemporada, Swaim é quem vem se destacando como válvula de escape para Prescott no ataque aéreo. Gathers, por sua vez, é considerado o dono do maior upside como recebedor, muita por conta do seu desempenho na pré-temporada passada.

De resto, pouco muda no ataque de Dallas, portanto não vamos ficar chovendo no molhado. Elliott será o principal responsável por conseguir avanços importantes e entrar na end. Seria interessante se ele fosse mais aproveitado no jogo aéreo – Zeke possui uma média de 2,3 alvos por partidas, enquanto Le’Veon Bell (6,4), David Johnson (5,6) e Todd Gurley (5,8) costumam ser muito mais acionados pelos seus quarterbacks -, mas sua carga de trabalho terrestre continuará a mesma.

A fenomenal linha ofensiva dos Cowboys será a responsável por abrir perimetrais para Elliott. Sim, a unidade não foi tão bem em 2017, principalmente sem o left Tyron Smith – lembra quando Prescott foi sackado seis vezes por Adrian Clayborn no mesmo jogo? -, mas com Smith totalmente saudável, os reforços da free agency e a escolha de Connor Williams no Draft, ela terá uma qualidade e uma profundidade de talento absurda.

Tudo indica que o calouro assumirá a posição de left, o que significa La’el Collins ocupando o posto de right. Havia também a possibilidade de trazer Collins outra vez para o interior da linha, onde ele, no papel, poderia render melhor, porém os Cowboys decidiram não mudá-lo de posição. Completando a formação titular, temos os quatro vezes eleitos ao Pro Bowl Zack Martin (right) e Travis Frederick (center). Grupo mais poderoso de offensive linemen não há em toda a NFL.

Por fim, um último destaque: Dan Bailey, um dos kickers mais precisos de todos os tempos, foi cortado aos 48 do segundo tempo. Com isso, o inexperiente Brett Maher será o responsável pelos chutes.

O que esperar da defesa do Dallas Cowboys em 2018?

Prováveis titulares: DeMarcus Lawrence, Maliek Collins, Daniel Ross, Tyrone Crawford, Leighton Vander Esch, Jaylon Smith, Sean Lee, Byron Jones, Chidobe Awuzie, Xavier Woods, Jeff Heath

Parece que toda a temporada nós falamos a mesma coisa: Dallas tem vários pontos de interrogação na defesa e muitos buracos no elenco. Ainda assim, toda temporada o coordenador Rod Marinelli consegue tirar leite de pedra e fazer a unidade ser competitiva. Não deve ser muito diferente em 2018.

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Em primeiro lugar, a franquia foi capaz de manter seu jogador defensivo mais valioso: DeMarcus Lawrence – veja bem, dissemos o mais valioso e não o melhor, posto ainda pertencente ao linebacker Sean Lee. O defensive end, responsável por 14,5 sacks em 2017, é o principal pass rusher da equipe e perdê-lo na free agency teria sido um desastre, por isso os Cowboys fizeram questão de segurá-lo com a franchise tag. Lawrence, contudo, é um one year wonder (jogador de um ano só), então ainda existem dúvidas sobre sua consistência. Ele precisará manter o alto nível para ganhar um contrato de longa duração e entrar no grupo dos grandes pass rushers da liga.

Outro que também foi mantido é o defensive David Irving. Por conta de lesões e uma suspensão, Irving jogou apenas oito partidas em 2017, mas ainda assim somou sete sacks – ele, porém, está suspenso de novo e perderá os quatro primeiros jogos de 2018.

Dallas está relativamente tranquilo nos quesitos linha defensiva e pass rush. Não é um conjunto fantástico, mas são jogadores sólidos e capazes de contribuir. Maliek Collins (defensive) e Tyrone Crawford (defensive end) devem passar a maior parte dos snaps em campo. Não podemos esquecer também de Taco Charlton. Escolha de primeira rodada dos Cowboys no Draft passado, ele participou ocasionalmente da rotação defensiva em 2017, mas, um ano mais experiente, pode ganhar mais em espaço nessa temporada. Sua evolução seria algo excelente para o pass rush do time. Randy Gregory, após muito suspenso, foi reintegrado pela liga e também voltará ao grupo.

O resto do front seven, por sua vez, é um pouco mais escasso em talento, porém possui nomes interessantes. O principal sem dúvida é Sean Lee. Líder da defesa e uma máquina contra o jogo corrido, Lee é uma peça vital para o sucesso de Dallas – desde 2015, a franquia está 1-7 em jogos nos quais o linebacker não pôde atuar por lesão. Ele é o coração de todo o sistema defensivo.

Ao seu lado, Lee terá a companhia de Jaylon Smith e, ao que tudo indica, o calouro Leighton Vander Esch. Smith ainda luta para provar que está totalmente recuperado da gravíssima lesão no joelho sofrida na sua última partida no College. Ele ainda não é o mesmo linebacker de antes, mas parece estar no caminho certo de sua gradual recuperação, ficando cada vez mais tempo em campo. Vander Esch, por sua vez, sem dúvidas sofrerá um pouco durante sua transição para a NFL e terá que aprender as nuances da posição na marra. Ele deve ser o substituto de Anthony Hitchens. Tirando os três, os Cowboys não contam com opções muito qualificadas (Damien Wilson, Justin March-Lillard etc.)

É a secundária, entretanto, o setor mais preocupante da equipe. Os titulares são os safeties Jeff Heat e Xavier Woods, além dos cornerbacks Chidobe Awuzie, Anthony Brown e Byron Jones. É um grupo decente de atletas. O problema é falta de opções fora estes cinco nomes. Ter um bom banco de reservas costuma fazer diferença conforme a temporada avança e as lesões acontecem.

Dallas, aliás, terá pela frente poderosos ataques aéreos e vários quarterbacks top de linha como Russell Wilson, Matthew Stafford, Deshaun Watson, Matt Ryan, Carson Wentz (duas vezes), Drew Brees, Andrew Luck e mesmo Eli Manning (duas vezes). Vejamos como a secundária irá se comportar contra estes adversários. Será Marinelli capaz de fazer mágica com o pouco que tem em mãos outra vez?

Nota de cada um dos grupos do time

QB: 3/5 – RB: 5/5 – WR: 1,5/5 – TE: 1/5 – OL: 5/5

DT: 3/5 – DE: 3,5/5 – LB: 3,5/5 – CB: 2,5/5 – S: 2,5/5

A grande pergunta

Dallas conseguirá colocar pontos suficientes no placar para vencer jogos diante de oponentes mais fortes?

Com discutivelmente a melhor linha ofensiva da NFL e um running back como Ezekiel Elliot, Dallas têm totais condições de dominar as trincheiras e estabelecer seu ataque terrestre contra boa parte dos adversários, assim controlando aspectos como posse de bola, relógio e ritmo do jogo. Neste cenário, Dak Prescott quase sempre estará em uma situação bastante confortável.

Mas, e quando isso não for possível? E se por acaso a partida se transformar em um tiroteio de pontos? O ataque terá bala na agulha para acompanhar o ritmo? Prescott conseguirá ganhar lançando a bola 35, 40 vezes para Allen Hurns e Terrance Williams? Não custa repetir que os Cowboys terão pelo caminho vários adversários com prováveis ataques potentes. Eles precisam estar preparados para colocar muitos pontos no placar e, às vezes, não é possível fazer isso apenas correndo com a bola, mesmo que você tenha Zeke Elliott no backfield.

Cenário Ideal

Sem a obsessão de lançar para Dez Bryant a todo o momento, Prescott cria sintonia com seus outros alvos e o comitê de recebedores montado por Dallas dá certo. A linha ofensiva está melhor do que nunca, assim como Elliott, que chega perto de entrar no clube dos jogadores com 2000 jardas terrestres em uma única temporada. O ataque volta a ser uma máquina de pontos como em 2016. A defesa, por sua vez, mantém-se competente com Sean Lee saudável o ano todo e a ascensão de DeMarcus Lawrence como um dos melhores pass rushers da liga. 12 vitórias e o título da NFC East é uma realidade.

Cenário Catastrófico

A falta de ritmo e produtividade no ataque aéreo passa a impactar negativamente o jogo terrestre. Sem temer os lançamentos profundos de Prescott, os adversários passam a povoar o box com seus safeties, o que inviabiliza os avanços de Ezekiel Elliott. O nome de Tony Romo começa a ser ouvido nas arquibancadas e, segundo boatos, Jerry Jones estaria disposto a chamá-lo de volta ao time em 2019. Cansada por estar sempre em campo, a defesa sucumbe no segundo tempo das partidas e é devastada pelos poderosos ataques enfrentados por Dallas. Assim como em 2015, a franquia termina com menos de cinco vitórias e na última posição da divisão.

Cenário Realista

Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno. É mais provável que a qualidade do jogo terrestre afete positivamente o ataque aéreo do que o contrário. Mesmo assim, Prescott deve sofrer um pouco com a falta de talento ao seu redor, sobretudo com a ausência de Jason Witten, seu alvo de segurança. Já a defesa tem tudo para manter o nível decente dos últimos anos. Não é de hoje que a unidade é vista com desconfiança, mas ela sempre encontra um jeito de sobreviver. Apesar dos vários pontos de interrogação, Dallas ainda parece ser a segunda equipe mais confiável da NFC East, atrás apenas dos Eagles.

Previsão

Campanha 9-7 e 2º lugar da NFC East

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