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1/4 do copo está cheio ou 3/4 ainda estão vazios. Cabe a você ser otimista ou pessimista quanto ao seu time nesta temporada. Seja como for, após quatro semanas, podemos afirmar (finalmente) algumas coisas sobre a temporada 2017.

Por um lado, temos exemplos de times que se salvam após um início ruim. 1-5 Chiefs de um tempo atrás é exemplo disso. 5-0 Vikings do ano passado, não indo para os playoffs, é o exemplo contrário. A Primeira Leitura desta semana, porém, é para falar do que vimos até agora. Vamos às surpresas e decepções da temporada até agora. A coluna será voltada para isso exclusivamente, se não ficaria imensa. Vamos lá?



“canecas"

Surpresas

Los Angeles Rams: Virtualmente impossível não começar com o Los Angeles Rams aqui. Depois de uma reta final de temporada um tanto quanto conturbada com a greve de Aaron Donald e algumas partidas aquém do esperado por Jared Goff na pré-temporada, os Rams pareciam destinados a não brigar por muita coisa neste ano. Afinal de contas, é difícil esperar isso quando tempos um técnico calouro com um quarterback que, na prática, era isso também. Algumas peças chegaram, como Sammy Watkins e Andrew Whitworth. O primeiro se transformou num excelente alvo para Jared Goff em profundidade – principalmente após o play action. O segundo, experiente left tackle, consegue proteger o lado esquerdo do quarterback – o famoso blind side (ponto cego) – como poucos. Por fim, é importante lembrar: Sean McVay, apenas aos 31 anos, foi capaz de reviver um ataque zumbi como poucos.

Buffalo Bills: Estivemos a uma recepção de Zay Jones, wide receiver calouro, dos Bills marcarem 4-0 na temporada. Não digo que esse time é um elenco para “estar invicto” neste ano, mas a melhora é notória. O drop que menciono é este acima: com a possibilidade de virar a partida contra Carolina, Jones soltou um passe que dava para pegar. Do outro lado da bola, a defesa dos Bills vem sendo uma grata surpresa. Ex-coordenador defensivo dos Panthers, Sean McDermott está cozinhando um excelente prato defensivo com ingredientes aquém do que você esperaria de uma defesa forte. Os Bills terminaram com o EMPOLGOU de Trevor Siemian e limitou o ataque dos Falcons em Atlanta. Um dos segredos? Apenas um turnover cedido pelo ataque neste ano. A defesa joga contra campos mais longos e está descansada pelo fato do forte jogo terrestre do ataque queimar cronômetro. LeSean McCoy e Tyrod Taylor são dois dos jogadores mais subestimados em suas posições.

Deshaun Watson: Antes da temporada começar, a preocupação era: como Watson vai se adaptar ao ataque mais conservador de Bill O’Brien depois de anos na spread offense de Clemson? Como ele fará sem Mike Williams para ajustar a recepção aos passes mais acima ou ao lado que deveriam ser? Na pré-temporada, reports diziam que a adaptação estava sendo boa e que Watson era um profissional como poucos. Alguns jogos depois, ele é o supremo comandante do ataque de Houston e vem colocando mais de 30 pontos no placar constantemente – coisa que o purgatório de quarterbacks do time nos últimos anos não era capaz de fazer. São 90 pontos nos últimos dois jogos.

New York Jets: Para um time que muitos achavam que seria 0-16, até que a entrega está sendo bem melhor, não? Neste momento, os Jets têm duas vitórias e duas derrotas. Contextualizando um pouco, o time pegou dois matchups favoráveis com times que correm muito com a bola – Dolphins e Jaguars. A maior virtude defensiva de Nova York? A linha defensiva. Os Jets podem muito bem alcançar o 3-2, porque os Browns são outro time que gostam de correr com a bola.

Philadelphia Eagles: Com a defesa de Nova York e a dupla Zak-Dak, poucos colocariam os Eagles no topo de sua divisão após quatro semanas. A questão é que o jogo terrestre melhorou, a linha defensiva é uma das melhores da NFL e, principalmente, Carson Wentz é um quarterback melhor do que era na reta final da temporada passada – ainda mais dentro do pocket. Philadelphia pode roubar essa divisão.

Detroit Lions: Matt Stafford, agora o quarterback mais bem pago da NFL, vem jogando o fino da bola – e os Lions ficaram a um down by contact de vencer os Falcons em casa. Jim Bob Cooter, coordenador ofensivo do time, fez com que a carreira de Stafford desse uma guinada para cima – principalmente por cortar interceptações que eram costume antes. Ah: a defesa também melhorou, com destaque para a defesa aérea.

Defesa do New Orleans Saints: depois de tantas intertemporadas tentando, finalmente um sinal de melhora. Não é AQUELE SINAL, mas depois de duas boas partidas – contra Carolina fora de casa e contra os Dolphins em Londres – os Saints parecem ter uma unidade defensiva ligeiramente melhor. Não precisam ser gênios: um pouco melhor pode bastar para que Drew Brees não precise fazer 40 pontos por partida.



“patriots"

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Kareem Hunt: não vou ficar entupindo sua vida com números. Basta você saber que o calouro do Kansas City Chiefs está voando baixo em jardas por carregadatouchdowns para mais de 50 jardas e etc. Para alguém escolhido em terceira rodada, destaque mais do que positivo.

Tom Brady: Mesmo com a defesa fazendo o possível e o impossível para detonar a vida de Brady, aos 40 anos ele não apresentou nenhum sinal de queda de produção. Fosse qualquer outro quarterback em New England, esse time poderia estar com campanha negativa.

Jared God, digo, Jared Goff: Depois de uma temporada com 5 touchdowns e 7 interceptações em 2016, Goff tem rating acima dos 100 pontos neste ano. O sistema tático ajuda, mas méritos dele também. Agora é ficar de olho no termômetro contra a secundária de Seattle.

Decepções:

New York Giants: caos completo em Nova York. Mas do lado azul, quem diria. Os Giants têm campanha 0-4, duas derrotas na divisão, duas partidas perdidas no final por conta de field goal e… É difícil pensar em pós-temporada. Desde 1990, apenas um time conseguiu chegar nos playoffs após começarem 0-4 (Chargers de 1992). O ataque é apático, a linha ofensiva é horrível, não há jogo terrestre e Odell Beckham Jr não está jogando 100% saudável. Numa situação como essa, a unidade ofensiva fica muito pouco tempo em campo e a defesa está cansada – aquém do que jogou ano passado. Caos completo, como disse.

Los Angeles Chargers: De “Menina dos Olhos” para ser zebra na divisão mais difícil da NFL para um time 0-4, com a torcida adversária dominando o estádio, Philip Rivers nitidamente desmotivado e uma defesa há três jogos sem forçar turnovers. Assim fica difícil.

Os quarterbacks jovens: Winston, Mariota e Carr. Marcus Mariota e Derek Carr novamente desfalcam seus times por conta de lesão. Jameis Winston não consegue reduzir turnovers e, mesmo passando das 300 jardas contra os Patriots, não conseguiu conduzir a campanha da vitória. No caso de Mariota e Carr, não dá nem para culpar tanto – mas preocupa essa constância de perderem partidas. Disponibilidade também é habilidade na NFL.

Defesa do New England Patriots: Dois dados para você: de primeira defesa em pontos cedidos na temporada passada para a última em 2017. Cederam 300 jardas aéreas em todos os jogos desta temporada. Ouch.

Segundo ano mais difícil para Dak e Zeke: Depois de dominarem a NFL em 2016 como calouros, tanto Dak Prescott como Ezekiel Elliott vem tendo anos bem mais difíceis. Prescott tem três interceptações nesta temporada – ano passado teve quatro na temporada toda. Zeke teve 5,1 jardas por carregada no ano passado – neste ano tem apenas 3,6. Ainda é cedo para afirmar que o Sophomore Slump vem – mas a queda de produtividade já aparece.

Defesa do Seattle Seahawks: Calma. Não estão ruins. Apenas não estão absurdamente bem como esperávamos – ainda mais depois da chegada de Sheldon Richardson. A unidade vem cedendo mais jardas terrestres do que esperávamos e ainda não apareceu da forma dominante que o papel, em termos de elenco, indica. Termômetro de vez? Contra o relógio calibrado que é o ataque dos Rams neste ano.

Tampa Bay Buccaneers: Todo ano os analistas de futebol americano soltam um EMPOLGOU com alguma equipe de mercado consumidor menor. Ano passado foram os Jaguars. Neste ano são os Buccaneers. Numa divisão difícil e quase chegando no wild card no ano passado, esperávamos mais do time neste 2017. Não há linha ofensiva e o pass rush deixa muito a desejar. Numa NFC South tão boa – principalmente no quesito quarterback – fica difícil que possam de fato surpreender.



Previsões que fiz antes da temporada começar e que vem se concretizando

Jay Cutler não liga para nada: formação wildcat, Cutler com a mão na cintura e dane-se o mundo. Para o sistema ofensivo de Adam Gase, seria necessário um quarterback mais móvel no pocket e com precisão melhor em passes mais curtos. Pergunto-me se existe alguém assim sem time.

Joe Flacco não é o mesmo quarterback de 2012: Eu venho falando isso há algum tempo já, né? Nos dois casos, o João Henrique falou sobre – tanto Cutler como Flacco – neste texto que explica algumas questões táticas interessantes.

Mitchell Trubisky vira titular antes do fim da temporada: Bom, até que foi bem antes do que esperado. Simplesmente não tem como confiar em Matt Glennon. Não. Desculpa, é Mike. Tanto faz agora.



“dallascowboys"

Declínio do Dallas Cowboys: tanto eu quanto o Eduardo Miceli, em nosso podcast, achávamos que haveria uma queda de produtividade – ainda mais por conta do calendário. Vejamos qual é a de Dallas neste ano contra os Packers no domingo. Mas continuo desconfiado.

Queda de produção do ataque do Atlanta Falcons: o motivo principal aqui era a ausência de Kyle Shanahan chamando as jogadas. De toda forma, por mais que o ataque não esteja ruim, houve uma ligeira queda pelo menos. Matt Ryan tem mais interceptações em 2017, com quatro semanas, do que teve no ano passado todo.

Nosso podcast desta semana:

EP XLI deste podcast maravilhoso. Falamos sobre o TNF, sobre Packers e Cowboys, sobre Trubisky titular, sobre Jared God, sobre o estado de saúde do Messias de Oakland e mais coisas legais.

Ah: Agora temos camisetas de nosso podcast. Quer usar uma “JARED GOD” e uma “DEUSREK CARR”? Compre com desconto aqui: bit.ly/deusrek – e use o cupom “podcast”.

“podcast"

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Previsões que fiz antes da temporada começar e que vem me fazendo passar vergonha

Kansas City Chiefs fora dos playoffs: esta eu confesso que errei feio e que devo errar ao final do ano. Depois de um término de temporada tão apático para Alex Smith, com todos os times melhorando na melhor divisão da NFL, com os Chiefs subindo no Draft para escolher um quarterback, com o running back titular machucando, com um time que sempre sofre com lesões na defesa…. É, mas os Chiefs passaram por cima de tudo isso. Mesmo sem Eric Berry, a defesa está jogando o fino da bola. O ataque está revigorado – palmas para Andy Reid.

Derek Carr MVP: Depois de alguns jogos com menor produtividade que esperávamos, Carr está machucado e pode perder até seis semanas nesta temporada. Machucado e sem nenhuma certeza de volta em alto nível, fica muito difícil manter essa previsão como possível.

Arizona Cardinals indo para os playoffs: David Johnson machucou e, mesmo na bacia das almas com 2-2 após vencer San Francisco na prorrogação, é muito difícil imaginar que esse time tenha poder de fogo para chegar lá. Ainda mais com os Rams tão bem neste ano.

Tampa Bay Buccaneers vencendo a divisão: eis o que escrevi sobre em agosto, para você rir de mim: “A essa altura do campeonato acho que o rótulo de surpresa nem é tão usado – ainda mais com o time em evidência no Hard Knocks. Mas a gente não pode esquecer que em 2014 esse time foi a pior campanha da NFL e tinha Lovie Smith de head coach. Três anos depois, possuem um líder cada vez mais maduro em Jameis Winston, um ataque que promete alta octanagem e tudo para beliscar pelo menos uma vaguinha de Wild Card”. Cadê esse ataque?

Top 15 da Semana 4:

Não vamos deixar de fazer porque a coluna está diferente nesta semana. Contudo, vamos sem justificativa para não estourarmos as 3000 palavras, ok?

1- Kansas City Chiefs (4-0), +- 0
2- Green Bay Packers (3-1) +2
3- Pittsburgh Steelers (3-1) +2
4- Atlanta Falcons (3-1) -2
5- Denver Broncos (3-1) +7
6- Philadelphia Eagles (3-1) +3
7- Detroit Lions (3-1) +6
8- New England Patriots (3-2) -5
9- Los Angeles Rams (3-1) +6
10- Buffalo Bills (3-1) +6
11- Seattle Seahawks (2-2) +3
12- Houston Texans (2-2) +3
13- Dallas Cowboys (2-2) -2
14- Oakland Raiders (2-2) -7
15- Minnesota Vikings (2-2) -9

Também com votos: Washington, Carolina, Tennessee, New Orleans, Tampa Bay


Saíram do Top 15: Tennessee, Washington

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Neste final de semana, comento Bills/Bengals na ESPN Extra (14h). Até lá ou até a próxima semana!

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“RODAPE"