Uma senha sera enviada para seu e-mail

Tudo, absolutamente tudo que podia dar errado no New York Giants… Deu. O time encontra-se como lanterna absoluto na divisão que deveria ser o favorito antes da temporada começar. Antes de falarmos mais sobre o estado das coisas, um pouco de contexto.



“canecas"

As Estatísticas que contam a tragédia

Muitos podem pensar que o 0-5 vem por conta do azar ou calendário difícil. Respeito esse último argumento, porque como escrevi aqui, os Giants tinham a primeira metade de temporada mais encardida dentre os calendários da NFC East. De toda forma, a equipe tomou 122 pontos e marcou apenas 82. Isso indica, pela estatística avançada das Vitórias Pitagóricas 1, que os Giants deveriam ter 30% de aproveitamento nessa altura do campeonato. Ou seja, 1,5 vitórias.

Considerando que o Philadelphia Eagles e o Tampa Bay Buccaneers venceram o New York Giants venceram os Giants no finalzinho das respectivas partidas, de fato 1,5 vitórias parece justo. Assim, se alguém vier lhe argumentar que o 0-5 é simples azar, não é bem assim. Nenhum time fica com cinco derrotas e uma vitória por simples acaso.

Indo além nas outras estatísticas, os Giants estão na metade inferior da tabela em quase tudo. 19º em jardas ofensivas por jogo, 27º em pontos ofensivos por jogo, 30º em tempo de posse, 16º em eficiência na red zone, 21º em jardas por corrida, 23º em jardas por passe e 16º em sacks cedidos. A defesa, que deveria ser uma força neste ano, também não vai bem. 22º em pontos cedidos, 25ª em conversões de 3rd Down, apenas 14º em sacks sendo que o time tem talento para ser top 5. Enfim, é uma tragédia atrás de outra. Sob qualquer aspecto que você olhe: o New York Giants está mal.

As lesões

O corpo de recebedores dos Giants, antes da temporada começar, tinha tudo para ser um dos melhores da NFL. Odell Beckham Jr. quebrou seu tornozelo, saiu chorando de campo e está fora da temporada. Ele era o líder em jardas recebidas do time. Contra os Chargers, mais lesões: Sterling Sheppard, segundo em jardas recebidas, machucou o tornozelo também. Dwayne Harris quebrou seu pé. Brandon Marshall foi mais um com lesão no tornozelo e também está fora da temporada.

O que era para ser o melhor corpo de recebedores da NFC East se transformou em Roger Lewis Jr e… Bem, era só isso no final da derrota contra Los Angeles. A desgraça é tão grande que os Chargers lideravam com 2:58 e entregaram a bola para os Giants – 27 a 22. Com tanto tempo e sabendo do histórico de Los Angeles/San Diego, é natural que o torcedor ficasse apreensivo. Mas para quem Eli Manning passaria a bola? O time entrou em campo com três tight ends e Shane Vereen, que é running back. É virtualmente impossível arquitetar uma virada com esse tipo de posição/pacote em campo.

O resultado? Três passes para Vereen, três corridas dele, um punhado de faltas e, claro, uma interceptação de Eli que matou as chances.

Como chegaram aqui

As lesões obviamente entram na conta, mas é inegável que os Giants deram um monumental All-In e essa aposta falhou. É até irônico que o arquiteto dessa aposta tenha sido Jerry Reese.

General manager dos Giants, Reese disse2 o seguinte em 2011: “Não estamos tentando fazer todo splash sexy que conseguirmos [na free agency]”, disse. “Quantos movimentos os Packers fizeram ano passado [na free agency]”, perguntou Reese sobre os então atuais campeões. “Quem ganhou antes deles? Pittsburgh? Quantas movimentações sexies eles fizeram?”, completou.

Ironia do destino, Reese mudou sua filosofia alguns anos depois. Em 2011, ano do último título do New York Giants, o time de fato não acreditava muito em investir via free agency em veteranos consagrados. Optavam por serem fazendeiros e crescer via Draft.

Só que a janela de título vem fechando – porque a carreira de Eli Manning está acabando e você não encontra um franchise quarterback em toda esquina. Assim, o foco mudou para o splash. Para construir uma defesa que ajude Manning. Olivier Vernon, Damon Harrison, Janoris Jenkins: todos chegaram a peso de ouro. O contrato de Jason Pierre-Paul foi renovado. Em vez de investir em setores carentes do time, os Giants fizeram um mega reach ao draftar Evan Engram na primeira rodada – o tight end de Ole Miss era prospecto de segunda rodada e olha lá, visto que tem mais corpo de recebedor do que de tight end de NFL.

A linha ofensiva não foi endereçada como deveria. Nem vou gastar meu português aqui com as peripécias de Ereck Flowers e companhia – este texto do Eduardo Miceli ilustra bem a bagunça. Como se desgraça pouca fosse bobagem, Dominique Rodgers-Cromartie teve desentendimentos com Ben McAdoo e foi suspenso pela equipe por prazo indefinido.

O All-In não deu certo, lesões vieram, o jogo terrestre e a linha ofensiva são um lixo, a defesa está muito tempo em campo. O New York Giants de 2017 é a conta do cartão de crédito chegando para o New York Giants de 2016.

Como podem sair daqui

É tempo de seguir em frente. Um dos grandes boatos que rolaram nas masturbações mentais de debates esportivos americanos é que Eli Manning seria uma boa em termos de troca. Não há qualquer informação mais concreta quanto a isso, apenas tema de debate mesmo.

Para onde? Ora, onde está Tom Coughlin? Ele é o cacique do Jacksonville Jaguars, um time que vem ganhando partidas mesmo sem não ter quarterback algum – me recuso de chamar Blake Bortles de quarterback. Coughlin trabalhou anos com Eli, faria todo sentido mesmo.

A troca não faz sentido porque estamos falando de NFL, não da MLB onde um jogador pode sair com tranquilidade de um elenco para outro sem grandes repercussões táticas. Na NFL, ainda mais falando de quarterback, o cara tem que aprender o plano de jogo, o livro de jogadas e criar química com quem ele vai jogar. No beisebol, sua química é com o bastão.

Assim, descartamos essa hipótese. Estamos na Semana 5, essa troca não daria tempo para Eli absorver qualquer coisa nova em qualquer novo time.

De toda forma, o processo de reconstrução tem que começar. Trocar Eli na próxima intertemporada não seria absurdo – há histórico disso na NFL, como Drew Bledsoe e Joe Montana sendo trocados em equipes onde eram considerados os líderes absolutos. É algo para se ter em mente, ainda mais sabendo que tudo indica para os Giants no topo do Draft e uma classe talentosa de quarterbacks se avizinhando. Eu sei que o time draftou Davis Webb no último recrutamento, mas honestamente a bomba pode explodir antes disso e pedir alguém com piso de produção mais alto.

No mais, dificilmente os contratos de Jenkins, Pierre-Paul, Harrison e Vernon serão cumpridos até o fim – após o fracasso que se avizinha nesta temporada, a implosão é iminente. Cabeças – Reese e Ben McAdoo – devem rolar. Imaginávamos uma reconstrução por parte dos Jets – não de seu vizinho.

Como reconstruir? Alguns dos contratos acima, como disse, terão que ser reestruturados ou os jogadores, quando possível (devido ao dinheiro potencialmente preso) devem ser cortados. Explorar uma troca de Eli Manning pode estar nos planos. Linha ofensiva e linha defensiva devem ser o núcleo da reconstrução além de um potencial novo quarterback.

Não culpo os Giants. Com seu franchise quarterback tendo 36 anos, essa movimentação tinha que ser feita. Mas deu tudo errado. Poderia dar tudo certo? Sim, poderia, os Giants poderiam estar liderando a divisão se a linha ofensiva tivesse melhorado na intertemporada e se as lesões não tivessem pilhado o corpo de recebedores. Eli dependia muito das rotas curtas de Odell e suas jardas após a recepção – sem isso, ficará ainda mais difícil.

Termômetro final é a partida de domingo. Palco de Sunday Night, feroz pass rush dos Broncos contra uma linha ofensiva bizarramente ruim e um nada móvel Eli. O caos supremo se avizinha.

Nosso Podcast desta semana e um justo endeusamento a Aaron

Já passamos de 1/4 da temporada e Aaron Rodgers continua fazendo milagres e colocando a defesa dos Cowboys no bolso. Além disso, falamos mal de outros quarterbacks, bem de alguns e a mesma ladainha de sempre que você já deve estar acostumado.



“podcast"

Nosso podcast está presente nos principais players. Se você tem iPhone/iPad, estamos no app de podcasts da Apple/iTunes. Se você tem Android ou prefere outro aplicativo, estamos no Soundcloud (onde você pode baixar nosso podcast) e no PocketCast. E também estamos no TuneIn e no Deezer.

Link para comprar o Manual do Futebol Americano: https://www.actionshop.com/profootball/livros | Use o cupom “podcast” para mais desconto!



“greenbay"

Cleveland: Cemitério de Quarterbacks

A história de DeShone Kizer vem tomando contornos tristes, para não falar outra coisa. Depois de sair como refugiado do Notre Dame Fighting Irish – uma comissão técnica que não gostava dele, para colocar em termos eufemísticos – o quarterback viu em Cleveland um potencial porto seguro.

Longe disso. Kizer teve lampejos de brilho na pré-temporada, a ponto de enxotar o bem mais experiente Brock Osweiler. Curioso que, antes da pré-temporada, os próprios Browns não desejavam colocar Kizer em campo tão cedo – afinal, ele é um diamante cru sob muitos aspectos.

O vídeo acima é um bom exemplo disso – passe para 26 jardas, com destino a Kenny Britt. Não é um passe fácil de se fazer, dada a boa cobertura do Cincinnati Bengals e sua sólida defesa na jogada.

Esta jogada mostra alguns dos aspectos crus de Kizer. É uma interceptação que simplesmente não pode acontecer. Na red zone você tem que sair com pontos – não com turnovers. DeShone teve mais de uma assim, dentro da linha de cinco jardas, contra os Jets. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde 2009 com um quarterback. E é o tipo de jogada que deixa o jogador e a comissão técnica tão frustrados que o banco acaba sendo o caminho. De fato foi o que aconteceu: Kizer foi bancado e Kevin Hogan voltou como titular no segundo tempo.

Hogan foi nomeado titular nesta semana, sendo o 28º quarterback dos Browns desde que voltaram à NFL em 1999. Sobre isso, este meu tweet resume. Lembrando que o Ted torce para os Browns na série,

Agora a opinião. Não concordo com o que foi feito. É claro que Hogan é um quarterback melhor do que Kizer, tem piso de mecânica e etc maiores. A questão é que a essa altura do campeonato, com 0-5 redondos na tabela, o que importa? Dar mais repetições e ir lapidando Kizer ou tentar ganhar dois jogos com Hogan?

Normalmente seria o primeiro caso. O problema é que Hue Jackson já está na corda bamba – 2017 era o ano no qual os Browns teriam pelo menos algumas vitórias para contar uma bela história de reestruturação. E infelizmente não é o caso – não se contam boas histórias com mecânica acertada de quarterback. O que vale, infelizmente, são as vitórias ao final do ano. Ao colocar Hogan em campo, Hue passa seu contrato no cartão de crédito. A conta – o não desenvolvimento possível de DeShone – pode chegar, mas não será agora. A dívida de vitórias/derrotas estará paga.

Mais sobre a Semana 5:
Análise de quarterbacks – semana 5: Jacoby Brissett, a aposta certeira dos Colts
Ben Roethlisberger é o pior quarterback da Semana 5
Cardinals apostam e trocam por Adrian Peterson – mas isso dificilmente vai dar em algo

Quem paga os juros? A princípio, o próprio Kizer. É mais uma situação de quarterbacks que foi mal administrada pelos Browns. Sou sempre a favor de colocar o calouro para jogar. O ano de calouro de Peyton Manning ainda é o com mais interceptações para um quarterback primeiranista. Não estou dizendo que Kizer, Trubisky ou qualquer outro calouro deste ano seja um futuro Peyton. Mas o aprendizado faz parte.

Vejam o caso de Jared Goff. Será que ele estaria tendo este bom ano se não passasse pelo purgatório de 2016 com seus cinco touchdowns e sete interceptações? Provavelmente não. A decisão de Hue Jackson não é de médio ou longo prazo. É de curto – e esse vem sendo o problema em Cleveland desde 1999.

Vamos falar de Carson Wentz?

Acho que é hora de falarmos e é o que faremos aqui neste momento. O Philadelphia Eagles lidera a NFC East depois de terminar no último lugar da divisão na temporada passada. Ao contrário dos Giants, porém, Philadelphia fez movimentações de curto risco – um bom exemplo é o contrato de apenas um ano, 9,5 milhões, para Alshon Jeffery. Adicionalmente, o time foi atrás de Timmy Jernigan para reforçar uma linha defensiva que já era pra lá de interessante. Ainda, a chegada de Torrey Smith finalmente deu um alvo em profundidade para o segundanista Carson.

São adições que compensam, em certa medida, duas perdas consideráveis que o time teve por lesão. Fletcher Cox saiu com lesão na panturrilha em partida contra os Giants – Semana 3 – e desde então o pass rush não é tão bom quanto poderia – 12 sacks totais na temporada. Outra lesão importante foi a de Ronald Darby, ainda na primeira semana. Um dos destaques em termos de substitutos vem sendo Patrick Robinson, que tem sete passes defletidos em 22 alvos.

De toda forma, a estrela desse time vem sendo a produção ofensiva. A partida contra o Arizona Cardinals na semana passada foi um dos pontos altos em termos de ataques da NFL neste ano – não por acaso, Wentz foi eleito o melhor quarterback da semana em nossa coluna de premiações. Tudo começa com a linha ofensiva. O center, Jason Kelce, vem fazendo um trabalho fenomenal ao abrir espaço para o jogo terrestre. Nas pontas, Jason Peters (aos 34 anos!!!) e Lane Johnson (fora do TNF por concussão) vem sendo impecáveis. Johnson, vale lembrar, perdeu inúmeras partidas na temporada passada por conta de suspensão. Essa linha permite que LeGarrette Blount, com seu estilo físico, empilhe 5,7 jardas por carregada. Wendell Smallwood também vem bem.

Com um jogo terrestre físico que cansa as defesas e faz com que elas por vezes coloquem mais homens no box do que gostariam, com uma linha ofensiva voando baixo, com mais alvos – e versatilidade de alvos – o quarterback tem tudo o que precisa para maximizar seus talentos. É o caso de Carson Wentz nesta temporada. Que tal 71% de passes completados, seis touchdowns e apenas uma interceptação? São números absurdamente bons.

A princípio, poderíamos olhar para esses números e pensar que Wentz está tendo uma temporada de Sam Bradford: tudo dando certo perto dele e o feijão com arroz acontecendo. Não é o caso, porque em muitas oportunidades ele está arriscando em profundidade e indo bem.

Eis um dos muitos exemplos: conexão em profundidade para o LEGADÃO DO CHIP KELLY – ou melhor, Nelson Agholor, que vem tendo ótima temporada. Na última partida, contra os Cardinals, Wentz fez o que se esperava dele num momento crucial: terceira descida.

A terceira descida – principalmente a longa – é uma situação delicada para quarterbacks porque a defesa muitas vezes está esperando um passe longo para que ela seja convertida. Assim, com a defesa esperando o que muito provavelmente deve acontecer.

Aqui um dos exemplos. Note a precisão do passe. Não foi sorte, não foi acaso: Wentz teve 11 passes completos de 12 tentados em terceira descida. Ainda, a postura no pocket por parte de Wentz também está melhor – mais fluída, com trabalho melhor de pernas (na mesma jogada acima você consegue perceber isso). De últimos colocados para primeiros: a evolução dos Eagles foi bem planejada e com baixo risco. Agora, resta saber: se sustenta até o final do ano? Tudo indica que sim.

Estatística da Semana

No ano passado estávamos Full Power no bonde do EMPOLGOU do Jacksonville Jaguars. De fato o time tinha feito bons drafts – o que costuma indicar sucesso. Principalmente com Jalen Ramsey – o melhor prospecto, para mim, do draft passado – e Myles Jack – que estava machucado, mas era um cara top5 – na primeira e segunda rodada, respectivamente.

Ok, eu errei por um ano. Mas olha o que essa defesa vem fazendo nesta temporada: 56,9 de rating para os quarterbacks adversários (!!!). É a menor marca cedida por uma defesa desde os Patriots de 2003. O problema é que Blake Bortles é o quarterback do time. Mas, lembrando…

Blake Bortles nunca falhou em classificar-se para a Copa do Mundo FIFA.

Top 15 da Semana 5

1- Kansas City Chiefs +- 0: O Alex Smith de 2017 não é o Smith do ano passado e nem de nenhum outro ano. Não resta dúvidas que é o melhor ano de sua carreira – como 2016 foi o melhor ano da carreira de Matt Ryan. A única falta de coragem que lhe restava em passar para mais de 15 jardas acabou neste ano.

2- Green Bay Packers +- 0: Aaron Rodgers é seu pastor e nada lhe faltará. 1000 cairão lesionados ao seu lado, mas os Packers continuam com Aarão. Então não tem problema, mesmo jogando fora de casa e no último minuto da partida.

3- Philadelphia Eagles +3: Já falei bastante sobre o time acima, esta quinta é o grande termômetro contra o Carolina Panthers e sua forte defesa.

4- Atlanta Falcons +- 0: Estavam de folga na semana passada e poucas semanas de descanso são tão importantes na história da NFL. Tá, exagerei: mas Julio Jones saiu machucado e Vic Beasley ainda se recupera. Então é importante mesmo.

5- Denver Broncos +- 0: Não subi nem desci o time porque a vitória deve vir com força no domingo. Vindos de semana de folga, enfrentam a péssima linha ofensiva dos Giants sendo que sua maior virtude é pressionar o quarterback.

6- Carolina Panthers +8: Bom, o ataque engrenou e Cam Newton conseguiu jogar tão bem para que todos esquecessem das bobagens que ele falou ao longo da semana. Agora vamos ver se isso se mantém contra o forte front dos Eagles.

7- New England Patriots +1: A um Nick Folk de deixarem o jogo complicado contra o Tampa Bay Buccaneers, os Patriots tiveram dias extras para se prepararem para enfrentar os 3-2 (???? WUT) Jets. Se nem assim a coisa engrenar de vez, ai complica hein.




8- Seattle Seahawks +3: Vitória mega importante contra os Rams – para solidificar a posição como líderes da divisão. Claro: não adianta marcar poucos pontos assim o ano todo. O ataque precisa engrenar, mas já foi bacana que haja aquela atuação defensiva contra o arrumadinho ataque dos Rams. A fraqueza dessa defesa era conter o jogo terrestre e foram melhores contra Todd Gurley e cia.

9- Detroit Lions -2: Depois de começarmos a empolgar… Desandou um pouco. O Detroit Lions até conseguiu colocar pontos no placar, mas a defesa não aguentou a belíssima – finalmente! – atuação de Cam Newton e cia. Resta saber: a defesa vai jogar mal de novo contra o New Orleans Saints fora de casa? Eis o ponto. Porque se jogar, aí complica, viu? E é a tendência contra Drew Brees no Superdome.

10- Los Angeles Rams -1: Logo quando o time estava engrenando, vem o Seattle Seahawks para estragar os sonhos dos Rams nes… Calma! Ainda temos muitos jogos pela frente. Se os Rams conseguirem boas campanhas dentro da divisão – contra 49ers e Cardinals – tá tudo certo. O jogo desta semana é um ponto importante: subestimamos, muitas vezes, o aspecto “jet-lag” e viagens na NFL. Os Rams saem de Los Angeles para enfrentar os Jaguars em Jacksonville contra uma defesa, como você viu acima, que está jogando demais. Qual Jared aparecerá? Goofy ou God?

11- Washington +4: Não jogaram na semana passada, mas houve caos ao seu redor. Aí sobem, né? Na realidade eu estou subindo o time muito por conta do próximo confronto, que é contra o San Francisco 49ers. Com potencial vitória, ficam 3-2 e torcem contra os Eagles nesta quinta.

12- Buffalo Bills -2: Charles Clay saiu machucado no início da partida – e ele era o líder de jardas recebidas mesmo sendo tight end. Depois de sua saída, o ataque, que já não vinha produzindo muito na partida, foi a pique de vez. Destaque positivo e méritos para a defesa dos Bengals, claro, porque no segundo tempo conseguiram parar o jogo terrestre de Buffalo. Resumindo: mesmo sem ingredientes, o ataque aéreo precisa aparecer mais.

13- Jacksonville Jaguars +2: Melhor defesa da AFC South? Sim, acho que podemos falar isso. Com a lesão de J.J. Watt, agora fora da temporada, fica mais fácil ainda dizer. Ataque terrestre? Muito bom, obrigado. Se Blake Bortles não estragar tudo, o time pode roubar a divisão. Quem diria?

14- Pittsburgh Steelers -11: Que Deus tenha misericórdia do corpo de Ben Roethlisberger. Não dá mais. E agora, em Kansas City, tudo aponta para o pior. O time precisa correr com a bola mais do que está correndo neste ano. Seja para proteger Ben, seja para avançar as correntes.

15- Houston Texans -3: Deshaun Watson continua empolgando, mas as lesões… Ah, as lesões. Como é triste ver Watt fora de mais uma temporada. Whitney Mercilus também saiu do jogo por conta de lesão – e esse cara é muito bom e subestimado, um defensive end incrível. Daqui pra frente sou só pessimismo com os Texans – até porque não creio que Watson continuará empolgando assim até o fim do ano.

Também receberam votos: Minnesota, New Orleans, Baltimore
Saíram do ranking: Oakland, Minnesota, Dallas




Infos sobre o que rolou semana passada:
Resultados, Semana 5: Packers novamente batem os Cowboys em Dallas com atuação de gala de Rodgers
Classificação da NFL, Semana 5: Seahawks assumem liderança da NFC West

Seu feedback!

Quer comentar algo? Me xingar com carinho? Dois caminhos para tanto:

a) Mande um tweet em @CurtiAntony
b) Caso queira escrever algo em mais de 140 280 caracteres, email para curti.antony@profootball.com.br

Neste final de semana, comento Packers/Vikings na ESPN (14h) e Buccaneers/Cardinals na ESPN Extra às 17h. Até lá ou até a próxima semana!

Comentários? Feedback? Siga-me no twitter em @CurtiAntony ou no facebook – e ainda, nosso site em @profootballbr e curta-nos no Facebook.

  1. Fórmula que indica a % de aproveitamento tendo cada um dos catetos de um triângulo como pontos marcados/cedidos e a hipotenusa sendo as vitórias estimadas por isso. Bastante usada no beisebol
  2. via 2017 Football Outsiders Almanac