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Um exemplo clássico de competitividade da NFL é que há apenas uma temporada regular invicta se contarmos o período com 16 jogos. Muitos de vocês já acompanhavam a liga e sabem de quem eu estou falando: New England Patriots de 2007. Após Tom Brady carregar um time sem recebedores até a final da Conferência Americana de 2006, Bill Belichick se mexeu e o resto é história – incluindo o final triste para o torcedor de New England e a história de Cinderella do New York Giants daquele ano.



“canecas"

Opa, estou esquecendo de alguma coisa? Sim, há outras temporadas invictas na história da liga, notoriamente na época em que os empates eram mais comuns e, ainda, a temporada de 1972 do Miami Dolphins – embora esta tenha tido 14 jogos, é um exemplo que não pode faltar.

Seja como for, chegar invicto até o último jogo da temporada é missão árdua. Claro: há alguns exemplos de temporadas 15-1. Algumas são campeãs do Super Bowl, como o caso do Chicago Bears de 1985. Outras acabam esbarrando justamente no jogo final – caso do Carolina Panthers de 2015.

O caso dos Bears é interessante na medida em que o time teve sua única derrota para aquela que seria a kriptonita da equipe. Com uma formação defensiva baseada em pressionar o quarterback (a 46), os Bears tocaram o terror em praticamente todos os ataques adversários daquela temporada. A única exceção foi o Miami Dolphins de Dan Marino: com um release rápido o suficiente para passar a bola antes da pressão chegar, Marino e os Dolphins carimbaram a faixa daquele que é considerado um dos melhores times da história.

Tão kriptonita quanto foram os Giants de 2007 para os invictos Brady e New England. Com uma linha defensiva capaz de pressionar Tom Brady sem precisar de blitz, os Giants garantiram a zebra no Super Bowl XLII. O que quero dizer? Com uma liga tão competitiva, é difícil não esbarrar com um confronto que seja o único que você tem desvantagem ao longo de um ano – tal qual os exemplos acima.

Neste ano, temos apenas dois times sem derrotas: O Atlanta Falcons e o Kansas City Chiefs. Exatamente um por conferência. Se parece que temos poucos times invictos nessa altura do campeonato – após três semanas – é porque é verdade: a última vez que tivemos só dois times 3-0 foi em 1987 e naquela época a NFL tinha 28 times e não 32. Aliás, desde a criação do Super Bowl, tivemos – fora este ano – apenas cinco temporadas com dois ou menos times 3-0; Curiosamente uma delas é 1985, quando o 12-0 Bears ruiu no Orange Bowl Stadium ante Dan Marino.

A Primeira Leitura de hoje é dedicada aos dois únicos invictos da NFL após três semanas. Kansas City Chiefs e Atlanta Falcons.

Nada de ressaca na Georgia

Uma das preocupações do torcedor do Atlanta Falcons era de que o time sofreria uma ressaca das brabas após o Apocalipse em Houston. Desnecessário lembrar mais uma vez do que aconteceu no Super Bowl LI, deixarei nas entrelinhas para o fã dos Falcons não surtar de vez. Fato é que o time não perdeu nenhuma estrela do ataque fora seu coordenador ofensivo, Kyle Shanahan. Agora head coach no San Francisco 49ers, Shanahan rejuvenesceu o jogo terrestre com corridas por meio de bloqueios em zona e, por tabela, usou o play action para transformar a carreira de Matt Ryan em digna de MVP e de finalista de Super Bowl.

Com a saída de Shanahan, o temor era de que Ryan voltaria aos anos menos brilhantes do início desta década. Ainda, o exemplo de ressaca estava ali do lado: depois de uma temporada dos sonhos e de um quarterback MVP com Cam Newton, o Carolina Panthers afundou após perder o Super Bowl 50. Em realidade, essa ressaca é um fato estatístico, não é coisa de nossa cabeça. Os Falcons de 2017 são apenas o sexto derrotado de Super Bowl a começar uma temporada com 3-0.

A última vez que isso aconteceu foi em 2006, com o Seattle Seahawks – que perdeu a quarta partida. Os Patriots de 1997 também começaram 3-0 e perderam o quarto jogo. Há outros exemplos interessantes na conta. Os mais notáveis? Aqueles do Buffalo Bills (1991, 1992). Os Bills do início dos anos 1990 chegaram por quatro vezes ao Super Bowl. Natural que, com essa sequência, estariam nesta estatística especial de anti-ressaca – o problema foi quando chegaram de novo ao Super Bowl, mas não quero torturar os torcedores do time.

Fato é que a caminhada dos Falcons até o momento atual não veio sem emoção. O time esteve a duas jogadas de estar 1-2. Na abertura da temporada contra a frágil – porém bem treinada – secundária do Chicago Bears, o time de Illinois esteve a um drop de Jordan Howard de virar o jogo. Neste domingo, os Falcons estiveram a uma jarda e um down by contact de Golden Tate de perderem de virada ao final da partida.

Você pode olhar isso como sorte ou como competência. Um pouco dos dois, talvez. Mas é inegável que os Falcons não se entregaram e liquidaram a fatura nos dois casos. Na primeira, após o drop de Howard, Mike Glennon foi sackado na 4th and Goal – garantindo a vitória de Atlanta. Na Semana 3, queira ou não, os Falcons não se abateram ante o espírito Super-Saiyajin de Matt Stafford no quarto período. O down by contact foi feito a tempo.

Agora resta saber: por quanto tempo essa sorte e essa competência duram? O calendário de Atlanta está longe de ser fácil. Ainda há partidas contra os Seahawks – que vivem seu tradicional mau momento de início de temporada, mas temos que respeitar o plantel – e contra o Dallas Cowboys – e a defesa dos Falcons não é aquela beleza defendendo corridas. Ainda, as próximas quatro partidas de Matt Ryan são contra a AFC East – divisão contra a qual o quarterback não tem campanha boa (4-5 na carreira, incluindo pós-temporada). Vic Beasley deve perder mais três jogos. Você arrisca alguma coisa?

Se quiser apostar, marque uma data no calendário para termos o termômetro definitivo da ressaca se manifestar ou não: 22 de outubro no Gillette Stadium, num Sunday Night Football contra aqueles Patriots do Super Bowl LI. Imperdível.

Kansas City é um time bem treinado. Ponto.

O outro invicto que precisamos falar sobre é o Kansas City Chiefs. A exemplo da lesão de Vic Beasley sendo um potencial problema para o invicto da Conferência Nacional, também temos uma lesão importante no elenco dos Chiefs: Cairo Santos.

Poderia ser apenas ufanismo de minha parte e quem não me conhece poderia achar que estou potencializando os talentos de Cairo apenas pelo fato dele ser brasileiro. Claro que devemos noticiar coisas sobre Cairo, pelo interesse que a nacionalidade dele gera. Mas tratá-lo como melhor kicker da NFL ou mesmo da AFC é coisa que eu não vou fazer – em respeito a Justin Tucker e Matt Prater, só para citar dois exemplos.

O que não muda o fato de que Cairo é um dos 10 melhores kickers da NFL. E, em assim sendo, ele é decisivo. Se Cairo tivesse errado três chutes cruciais ao final de partidas do ano passado, os Chiefs poderiam muito bem terem terminado com campanha 9-7. A ausência deve ser sentida. Santos está na reserva dos machucados (IR) e ficará de fora por pelo menos oito semanas. Há o temor de que ele esteja fora da temporada, aliás. Com um time que gosta tanto de dar emoções para o torcedor em partidas apertadas, preocupa.

A boa notícia para quem torce para os Chiefs é que, a cada ano que passa, percebemos que a equipe é muito bem treinada. Você dá dias a mais para Andy Reid preparar o time e ele não vacila. Foi assim contra os Patriots – o upset foi muito bem orquestrado, como o Jean explica neste texto – e com três dias a mais para se preparar, Reid venceu seu ex-time, os Eagles. No último domingo, embora o ataque de Kansas City não tenha colocado milhões de pontos no placar, a equipe seguiu com sua boa campanha contra a AFC West, sua divisão.

Um dos pilares dessa campanha invicta tem nome e sobrenome. Embora tenhamos apenas três semanas de temporada, Kareem Hunt já é o favorito para ser eleito Calouro Ofensivo do Ano. Quem previa isso? Depois da lesão de Jamaal Charles, os Ch… Não, não foi Charles. Ele nem está no time neste ano. Hunt vem jogando tão bem que você até esqueceu quem ele substituiu. Eu ajudo: Spencer Ware. A expectativa não era que Kareem fosse tão bem. No college, ele era um cara mais de quebrar tackle – não o jogador explosivo que se mostrou neste início de temporada.


“RODAPE"

A temporada 2017 de Kareem é, de fato, uma história de Cinderella. As 538 jardas de scrimmage de Hunt acabam sendo a segunda maior marca da história da NFL para um jogador em suas três primeiras partidas. Nessa lista, temos Eric Dickerson (1983) e Adrian Peterson (2007), na terceira e quarta posição. O líder continua sendo Billy Sims (1980).

Não vou mergulhar a fundo nas outras estatísticas e recordes que vem sendo quebrados por Hunt. São muitos. Exemplo? Primeiro jogador da NFL a ter três touchdowns para 50 jardas ou mais em seus três primeiros jogos. Nove das 12 corridas de Kareem para mais de 10 jardas vieram pelo miolo da linha – não foi em campo aberto, portanto. É realmente histórico o que ele está fazendo.

Claro: não tem só isso, os outros skill players dos Chiefs – Travis Kelce, Tyreek Hill – vem fazendo sua parte. E, como disse acima, o time é muito bem treinado. O que, claro: não exime o time de derrotas neste ano. Os Chiefs são favoritos em Las Vegas em todos os jogos do restante da temporada… Menos 1: Em Oakland contra os Raiders na Semana 7. Marque no calendário.

Nosso podcast desta semana:

Uma semana sem gravar o podcast e o que acontece? Cairo Santos machuca, Deus Carr joga mal, Blake Bortles come a defesa dos Ravens com farofa, Jared Goff continua voando, a Coreia do Norte quer explodir o mundo…

Para salvar o planeta Terra e evitar essa nova ordem mundial, voltamos.

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Tom Brady está carregando a defesa dos Patriots nas costas

Cada caso é um caso. Cada carreira é uma carreira. Cada um tem sua opinião – e eu vou endeusar o cara jájá nesta coluna para compensar. Mas é inegável a ironia dos momentos de carreira de Tom Brady e Peyton Manning aos 39/40 anos. Peyton foi carregado pela ótima defesa dos Broncos de 2015. Brady, por sua vez, vem carregando a defesa dos Patriots em 2017.

A unidade defensiva de New England é historicamente ruim se considerarmos os times com o DNA Belichick. Ao entrarmos na Semana 4, os Patriots cederam a maior quantidade de pontos por jogo (31,7) e a maior quantidade de jardas cedidas por partida (461) do que qualquer outro time da NFL. Com Belichick no comando (2000-presente) os Patriots nunca terminaram pior do que 17º em pontos cedidos por partida.

O torcedor deve se lembrar da temporada de 2011 – ano no qual os Patriots chegaram no Super Bowl mas que tinham uma defesa porosa (21,4 pontos cedidos por partida). O que deixa o fã patriota preocupado é que a média de pontos cedidos em casa foi de 37,5 neste ano. Contra Alex Smith e contra um quarterback calouro (Deshaun Watson).

Claro: contexto é necessário. A unidade, meses atrás, se desfez de dois nomes importantes em Chandler Jones e Jamie Collins. O líder que sobrou – Dont’a Hightower – está machucado. E o Projeto Kony Ealy não apenas deixou de dar certo como teve impacto negativo agravado com a aposentadoria de Rob Ninkovich. Como você deve esperar, o pass rush dos Patriots não é dos mellhores para esta temporada. O time é o 21º da liga em sacks (6). Em tentativas do quarterback adversário sob pressão, New England está em 19º.

Ante esse panorama negativo, o alívio vem em Tom Brady. A defesa cede média de 9,1 jardas por passe. Brady está com 9,9 jardas por passe. A defesa cedeu 8 touchdowns neste ano. Brady marcou 8. A defesa cede média de 68% de passes completos. Brady tem média de 65% de passes completos. A defesa conseguiu forçar duas interceptações – Brady não tem nenhuma.

O segundo alívio pode ser o confronto da Semana 4 – ou, como popularmente falaríamos, “O que o médico receitou”. O Carolina Panthers tem um dos piores ataques da NFL nesta temporada e viaja até Foxboro. Nos últimos 16 jogos, Cam Newton tem 16 touchdowns lançados e 16 interceptações – longe do que foi na temporada 2015, quando sua razão TD/INT foi de 3,7 para 1. Ou seja: tanto para o ataque dos Panthers quanto para a defesa dos Patriots, a partida de domingo é um excelente termômetro.

Leia também:
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Von Miller pede desculpas e lamenta falta que pode ter custado o jogo contra Buffalo

Foto da Semana

Donald Trump disse que os donos de franquias da NFL deveriam demitir os “filhas da puta” que se ajoelhassem durante o hino nacional. A liga respondeu com união.

Dentre os inúmeros protestos que chamaram a atenção de todos que acompanham a NFL, a resposta de união de Jerry Jones com os jogadores e comissão técnica do Dallas Cowboys. Antes do hino, Jones e os jogadores se ajoelharam de braços dados – depois, de pé e ainda de braços entrelaçados, ficaram perfilados para o Star-Spangled Banner. Em julho, notícias de bastidores davam conta de que Jerry havia ameaçado mandar embora quem se ajoelhasse durante o Hino Nacional. Não parece que vai acontecer.


“RODAPE"

Frase da Semana

“Certamente é mais americano protestar do que advogar pela supressão de protestos”

Ty Montgomery, running back do Green Bay Packers.

Ainda sobre o assunto…

Não tenho formação de ciência política e tampouco de ciências sociológicas. Ao mesmo passo, é muito difícil entender o contexto e a realidade dos Estados Unidos – principalmente com os símbolos nacionais e as forças armadas – aqui do Brasil.

De toda forma, algo que eu conheço – um pouco, pelo menos – é sobre como a NFL funciona. Antes do Hino Nacional na segunda, Jerry Jones se ajoelhou junto de seus jogadores. Durante, esteve de braços entrelaçados com eles. Acaba, queira ou não, sendo uma mensagem forte. Jones é o dono de franquia mais poderoso nos bastidores da liga.

Mas, como disse, não tenho capacidade de opinar sobre assuntos tão delicados e complexos. Informarei, como fiz acima e na medida do possível – mas os detalhes opinativos mais complexos eu deixo para especialistas que são versados no assunto. Quando o assunto entrar em campo esportivo – como o fato de que, bem, Colin Kaepernick não é um quarterback pior do que todos os 32 titulares da NFL – ai me sinto na capacidade de opinar.

No mais, informarei pontualmente. Peço desculpas àqueles que pediram, nesta semana, um texto mais elaborado sobre o assunto. Daqui do Brasil e sem a formação acadêmica adequada, ficaria impossível não falar bobagem ou achismo.

Vídeo da Semana

Rá, eu disse que ia tentar compensar a crítica ao último ano da carreira de Peyton – e aqui estamos. O Indianapolis Colts irá inaugurar uma estátua em homenagem ao camisa 18 – e ele vestiu a camisa dos Colts nesta semana para que fotos fossem tiradas (para que o escultor tenha uma referência melhor). É impossível não se arrepiar se você acompanha a NFL desde a década passada.

10 afirmações Sobre a Semana 3

1- Foi a Semana de NFL mais maluca de que eu me lembro.

2- Possível explicação para a vitória dos Jaguars no extra-campo: é o terceiro jogo de Blake Bortles em Londres. Os Jaguars jogam lá todo ano. Com certeza faz diferença: não é algo novo para o time. Bortles em Londres? 3 vitórias, 0 derrotas.

3- Thursday Night Football is Great Again – TNFGA. Tá, calma. Depende do ponto de vista. Se nos anos/semanas anteriores os ataques pifaram, na última quinta foi a vez das defesas. As secundárias de Rams e 49ers cederam uma enormidade de passes longos. Argh. Estou reclamando de barriga cheia, eu sei – mas é necessário contexto.

4- Ben Roethlisberger segue jogando mal fora de casa. Nos últimos oito jogos fora do Heinz Field, em sete ele teve um touchdown passado ou menos.

5- Em compensação, que partida formidável do jogo terrestre do Chicago Bears. A volta de Kyle Long, guard outrora machucado, reforça a afirmação de que esse é um dos melhores miolos de linha ofensiva da liga – com Josh Sitton e Cody Whitehair.

6- A imprevisibilidade da NFL é um dos seus melhores temperos. Tantas partidas decididas no final – depois de duas semanas com diferenças largas em quarto período – nesse último domingo!

7- Eu avisei que era melhor esperarmos antes de tirarmos conclusões precipitadas sobre o nível de jogo da NFL neste ano, né? Com menos treinos de intertemporada (antes dos camps) é natural que os times demorem para pegar no tranco.

8- Como tradicionalmente ocorre ano sim, ano também com o Seattle Seahawks. O que preocupa é a avenida que virou essa defesa contra o jogo terrestre. Os Titans fizeram o que quiseram – e ainda teve um touchdown longo em screen para a conta. Jogo de domingo contra os Colts é termômetro, porque Indianapolis não tem AQUELE ataque terrestre, né?

9- Continuo batendo na tecla: Ryan Kerrigan é um dos jogadores mais subestimados da NFL. O cara joga muito. Mais uma vez o outside linebacker de Washington entregou o que se esperava dele.

10- Semana 4 é hora do ataque dos Raiders e da defesa dos Broncos se recomporem depois do domingo terrível que tiveram. Fizeram parecer a defesa de Washington como a melhor da história e Tyrod Taylor como um gênio – embora eu concorde que ele seja subestimado. Problema para Broncos e Raiders? Eles se enfrentam.



Top 15 Times Pós-Semana 3

1- Kansas City Chiefs (+1): Já falei deles acima. Larga de preguiça.

2- Atlanta Falcons (+1): Idem, ibidem.

3- New England Patriots (-2): Ceder tantos pontos para Deshaun Watson preocupa. Brady vai muito bem, obrigado. Resta saber se essa defesa será uma várzea completa contra o pífio ataque do Carolina Panthers. Se isso acontecer, ainda mais em casa, aí é hora de ligar um sinal amarelo com força.

4- Green Bay Packers (+1): Primeira vitória de Aaron Rodgers em prorrogação. Incrível como demorou para acontecer – mas, convenhamos, muitas vezes ele não teve a chance de ter a bola. Os Packers ainda sofrem com lesões e o jogo de quinta é mais complicado do que parece – justamente por conta dos machucados.

5- Pittsburgh Steelers (+/- 0): A derrota surpreende, mas nem tanto: não é de hoje que eu falo que Ben Roethlisberger é outro quarterback fora de casa. A partida de domingo contra os Ravens é o termômetro da primeira metade da temporada. Le’Veon Bell precisa ajudar mais.

6- Minnesota Vikings (+10): A subida aqui é inacreditável, eu sei. Mas fazer o que os Vikings fizeram contra um potencial time de Playoff (Tampa Bay) é digno dessa subida. Case Keenum fez chover e a defesa, que todo mundo sabe que é forte, segurou um dos ataques mais quentes da liga.

7- Oakland Raiders (-3): Que partida nojenta desse ataque. É tudo o que vou dizer.

8- Tennessee Titans (+7): Finalmente vimos o que esperávamos: uma secundária melhorada e uma linha ofensiva que se impôs fisicamente ante um adversário que, no papel, tem uma das defesas mais fortes da liga. No cenário atual das coisas, Tennessee segue como favorito no sul da Conferência Americana.

9-  Philadelphia Eagles (+ 6): Nítida melhora de Carson Wentz em relação ao ano passado. Na defesa, continuo batendo na tecla: esse front seven é um dos melhores da NFL.

10- Washington (Não ranqueado semana passada): Enquanto a sintonia de Kirk Cousins e Terrelle Pryor ainda não vem, a defesa teve atuação de gala. Em todos os setores. A NFC East não tem apenas Philadelphia e Dallas, viu?

11- Dallas Cowboys (+2): Vitória importante fora de casa, ainda mais depois do apocalipse que foi a semana anterior em Denver. O que ajuda o coração do torcedor é que o jogo terrestre não foi tão bem mas Dak Prescott resolveu com o braço quando devia.

12- Denver Broncos (-5): E a magia de Trevor Siemian teve uma pausa, pelo menos. Um fim? Que tal a secundária de Oakland como teste na semana que se avizinha? Contra Kirk Cousins ela foi uma belíssima mãe. O ataque precisa voltar aos trilhos, porque a defesa não é o problema.

13- Detroit Lions (-4): Talvez estejamos subestimando os Lions, mas o jogo terrestre não ajudou na semana passada. Não dá para girar a roleta russa de viradas no último quarto em toda partida. De toda forma, parece um time melhor do que a temporada passada. Não descarte-os da briga.

14- Seattle Seahawks (-4): A defesa, que no papel tinha tudo para voar, é uma das piores da liga contra o jogo terrestre. O ataque nem se fala. O torcedor espera que seja mais um ano que os Seahawks começam devagar e que peguem no tranco depois.

15- Los Angeles Rams (não ranqueados na semana anterior): Poderiam estar melhores aqui, não fosse uma secundária pavorosa contra Brian Hoyer. O ataque mostra que é equilibrado – e Sean McVay vai se credenciando como uma das melhores mentes ofensivas da NFL.

Também ganharam “votos”: Buffalo Bills, Carolina Panthers, Miami Dolphins, Jacksonville Jaguars, Tampa Bay Buccaneers.



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