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Rodada 1, escolha 29: Taven Bryan, DL, Florida

Rodada 2, escolha 61: DJ Chark, WR, LSU

Rodada 3, escolha 93: Ronnie Harrison, S, Alabama

Rodada 4, escolha 129: Will Richardson, OT, NC State

Rodada 6, escolha 203: Tanner Lee, QB, Nebraska

Rodada 7, escolha 230: Leon Jacobs, LB, Wisconsin

Rodada 7, escolha 247: Logan Cooke, P, Mississippi State

Quem diria que os Jaguars teriam uma escolha tão tarde na primeira rodada? Essa foi a primeira vez em 11 anos em que a franquia não selecionou no top 10 e, melhor ainda, o elenco não tinha nenhuma necessidade gritante. O time ficou bem perto do Super Bowl na última temporada e perdeu poucos jogadores na free agency – praticamente 20 dos 22 teóricos titulares continuaram em 2018. Assim, pôde se dar ao luxo de recrutar grandes talentos que não necessariamente estão prontos para já serem titulares em 2018.

As principais necessidades do time estavam no ataque: tight end, wide, linha ofensiva e, eventualmente, linebacker e quarterback. Na excelente defesa, a única posição que talvez fosse interessante reforçar seria linebacker, principalmente por não ter muita profundidade no elenco. O contrato de Blake Bortles foi renovado, o que leva a crer que a franquia acredita nele. Entretanto, com uma classe tão prolífica na posição, não seria loucura pensar em escolher um substituto.

A maneira que os Jaguars se reconstruíram – montando uma base sólida via Draft – levava a crer que o time não cederia escolhas para subir e escolher um quarterback. Pelo contrário, talvez até fosse interessante trocar para baixo. A propósito, Tom Coughlin, vice-presidente de operações da franquia, afirmou que até teve propostas de troca; contudo, com Taven Bryan disponível, Jacksonville optou por não descer no recrutamento e surpreendeu até mesmo Bryan ao escolhê-lo.

Bryan tem o perfil para se tornar um jogador no estilo de Calais Campbell. Em Flórida, ele jogou tanto na posição de como. Mais do que isso, é extremamente atlético, com uma excelente combinação de força, aceleração e agilidade. Contudo, durante a carreira universitária ele basicamente abusou de sua capacidade física para tirar vantagem, ou seja, ele conseguia passar dos bloqueadores na base da explosão, então não desenvolveu bem sua técnica. De toda sorte, os Jaguars o enxergaram como o melhor talento disponível, e querem desenvolvê-lo para o futuro.

Considerando que Campbell e Marcell Dareus somarão um total de 21.3 milhões em salários em 2019, não ficaria surpreso caso um dos dois vá embora na próxima contanto que Bryan se desenvolva bem. Isso porque o dinheiro para os veteranos não é garantido.

Na segunda rodada, o DJ Chark foi outra escolha boa, mas também surpreendente. O time perdeu a boa dupla Allen Hurns e Allen Robinson, mas adicionou talento nos Drafts recentes (como Dede Westbrook e Keelan Cole) e na (Donte Moncrief). Chark tem uma excelente combinação de altura e velocidade para um, além de saber bloquear bem. Em LSU, ele não teve um bom para ajudar, e mesmo assim mostrou muito potencial. Ele deve contribuir já nessa primeira temporada em jogadas de corrida e em rotas longas, tentando esticar o campo para tirar a marcação de perto da linha de.

O vindo de Alabama, Ronnie Harrison, foi um achado na terceira rodada. Ele chegou a ser cotado para ser escolhido na primeira em muitos mocks, mas uma lesão muscular o limitou no e no Pro Day de Alabama. Ainda assim, acredita-se que isso não o afetará em nada no futuro. Aqui, mais uma vez os Jaguars pensaram nos próximos anos. Harrison tem todas as qualidades para se tornar um titular na NFL, e jogou em uma defesa que exige de maneira similar. Ele jogou como strong na maior parte do tempo, mas mostrou muita qualidade também cobrindo passes, o que permite que ele seja aproveitado como free. A atual dupla titular é Barry Church e Tashaun Gipson, ambos veteranos, com contratos em situação semelhante aos de Calais Campbell e Marcell Dareus. Algo me diz que, se tudo der certo, Church ou Gipson não estarão no elenco em 2019, e Harrison será titular.

A posição de linha ofensiva foi finalmente considerada na quarta rodada. Will Richardson tem tamanho e força para jogar como ou. Com problemas extra-campo, seu valor foi afetado, o fazendo cair até essa escolha. Todavia, ele mostrou talento para, eventualmente, ter espaço na NFL. A princípio, deve aparecer ocasionalmente. Tanner Lee tem tamanho e força no braço ideais para um, mas falta muita precisão e capacidade de tomada de decisões. Ele lançou muitas interceptações e teve baixa porcentagem de passes completos. Escolha questionável, considerando que o time poderia ter suprido outra carência e assinado com outro não draftado.

O Leon Jacobs vem para dar profundidade ao elenco, e deve contribuir nos times de especialistas. Finalmente, Logan Cooke chega para ser titular, já que Brad Norman foi fraco no ano passado. A princípio, os números de Cooke são animadores, além de ele competir pela função de chutar kickoffs. Boa adição na sétima rodada.

O time supriu suas necessidades? Para o futuro, sim. A verdade é que o elenco não tem grandes necessidades. Escolher um custaria muito em termos de escolhas, e Blake Bortles continua sendo a opção. Apesar de algumas posições como e linha ofensiva não terem sido realmente endereçadas, as escolhas fazem muito sentido pensando no futuro. A abordagem é um pouco diferente daquela que muitas equipes tem no Draft. Contudo, a franquia está mais do que correta em fazer isso. Afinal, o excelente elenco atual foi construído dessa maneira.

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Qual a escolha de melhor valor? Ronnie Harrison. A lesão que o tirou do Pro Day não é nada sério, e não faria sentido afetar seu valor no Draft. Ele ainda precisa de um pouco de trabalho e refinamento, mas mostrou muita qualidade para ser titular na NFL. Em outras equipes, talvez já chegasse para ser titular. Os Jaguars conseguiram muito talento com uma escolha de terceira rodada para uma posição que será necessidade muito em breve. Ou seja, uma escolha praticamente ideal do ponto de vista de planejamento.

Qual a escolha de pior valor? Tanner Lee. Tudo bem que ninguém julga tanto a escolha de um reserva na sexta rodada. Contudo, há mínimas chances de Lee estar no elenco ao longo da temporada – isso porque Cody Kessler foi contratado, e deve ser o reserva. O calouro provavelmente não será o substituto de Blake Bortles, mas talvez um reserva. Com a escolha, o time poderia ter suprido carências em outras posições.

NOTA FINAL DA CLASSE: Boa. O time não tinha grandes necessidades, então teve liberdade para fazer escolhas baseadas principalmente em valor. No geral, foram escolhas pensando nos próximos anos, quando precisará abrir mão de alguns veteranos para renovar com jovens talentos. De toda sorte, a equipe abriu dar mais profundidade em alguns setores mais carentes do elenco – o que fere um pouco o valor da classe. De qualquer forma, são escolhas que fazem sentido pensando no futuro.