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Em vias de se iniciar a temporada 2018, os incríveis números de Alvin Kamara com o New Orleans Saints no último ano pareciam insustentáveis. Então calouro, o alcançou a incrível média de 6.1 jardas por tentativa de corrida num total de 728 jardas conquistadas somadas a oito; além disso, por meio do jogo aéreo, Kamara recebeu 81 passes e acumulou 826 jardas, com cinco dessas recepções resultando em pontuação.

Não apenas os altíssimos números pareciam impossíveis de se manterem, os Saints receberam um baque quando foi anunciada a suspensão de Mark Ingram pelos quatro primeiros jogos da temporada pela utilização de substâncias proibidas pela liga. Uma das principais vantagens de New Orleans era o dinamismo no com dois ótimos; a perda de Ingram supostamente colocaria pressão extra sobre Kamara, e isso poderia ter um efeito negativo em sua performance.

E, sim, os números de Kamara sofreram uma pequena queda nos três primeiros jogos da temporada, embora ele continuasse a ser parte vital do ataque dos Saints. Porém, na vitória sobre os Giants por 33 a 18 no último domingo, vimos uma exibição de um jogador que, se não é disparadamente o melhor playmaker da liga, ao menos tem de estar firmemente na discussão.


Quando se olha para as exibições de Kamara em 2017, o que chamava a atenção era sua agilidade, o que fazia os adversários perderem um alto número de tackles. Muito mal utilizado em Tennessee, seria um understatement dizer que sua seleção na terceira rodada foi um steal por parte dos Saints: em 20 jogos na liga, Kamara já parece um candidato a MVP pelos próximos anos.

Um olhar mais atento a sua performance no jogo contra os Giants mostra que o jogador é uma arma letal de toda e qualquer forma pela qual os Saints decidam utilizá-lo. Seus ótimos números na partida (19 carregadas, 134 jardas, 7.1 ypc, 3; 5 recepções, 47 jardas) fazem justiça ao quão incrível foi sua atuação.

Todos seus três vieram no segundo tempo de jogo, com o primeiro deles acontecendo enquanto a partida ainda estava equilibrada. Liderando por 12 a 7, os Saints tinham uma 1st and goal da linha de 9 jardas. Kamara recebeu o handoff e, correndo dentre os tackles – uma capacidade sua bastante subestimada, diga-se -, anotou um fácil para estender a liderança de New Orleans. Mais tarde, na metade do último quarto, outro dessa forma, este da linha de 4 jardas.

A esse ponto da partida, embora os Giants estivessem tendo sucesso em limitar o potente jogo aéreo dos visitantes, New York não parecia ter resposta ao principal jogador ofensivo de New Orleans. Pense rapidamente no que significa essa afirmação num ataque que também possui Drew Brees, Michael Thomas e uma excelente linha ofensiva. Mesmo que ele não consiga sempre ser efetivo por terra, como na semana 1 (8 carregadas, 29 jardas), ele complementa suas performances com ótimas exibições recebendo a bola – na mesma semana inicial, por exemplo, foram 9 recepções para 112 jardas.

É justo dizer que a vitória no último domingo não foi somente um mérito ofensivo dos Saints. A defesa conseguiu parar quase que completamente o jogo terrestre dos Giants, que passaram a bola 41 vezes enquanto correram somente 15. A secundária dos donos da casa também teve um bom jogo, dando poucas oportunidades de big plays para Michael Thomas e Cia. Mas a grande estrela do confronto foi mesmo Kamara: depois de já ter adentrado a end duas vezes, New York vislumbrou a oportunidade de um comeback após um somado a conversão de dois pontos; todavia, uma corrida de 49 jardas restando pouco mais de três minutos para o fim do jogo encerrou quaisquer esperança dos donos da casa igualarem o placar.

É tão absurdo assim pensar que, mesmo num espaço amostral ainda limitado, Kamara é o mais letal em toda a NFL?

Não me parece.

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