Uma senha sera enviada para seu e-mail

PRÉVIAS 2018 – Empolgou: até onde vai o Chicago Bears de 2018?

O queridinho da turma das surpresas de 2018 é o Chicago Bears, que mesmo numa divisão dificílima, tem motivos de sobra para sonhar com um bom ano. No entanto, a inexperiência da equipe pode dificultar um pouco os planos de quem sonha com o time indo longe.

Como foi a última temporada do Chicago Bears?

Chicago Bears (5-11): 4º colocado na NFC North

Até mesmo o mais otimista torcedor dos Bears sabia que 2017 seria um ano com total foco na transição para o futuro. Na primeira temporada depois de quase uma década sendo enganado por confiando em Jay Cutler, Chicago subiu no Draft para selecionar Mitchell Trubisky com a segunda escolha geral e transformá-lo na esperança de dias melhores para a franquia.

Com Mike Glennon passando a bola enquanto o calouro não estava pronto e recebedores indignos de serem titulares na NFL, não foi surpresa verificar a inaptidão da ofensiva dos Bears. Superando os 20 pontos apenas uma vez no primeiro quarto da temporada, Trubisky foi inserido no time titular na quinta semana e, ainda que com deficiências claras em seu jogo, foi um upgrade claríssimo em relação ao seu antecessor.




O ataque, no entanto, ainda era extremamente limitado num contexto maior. Chicago venceu duas partidas consecutivas nas semanas 6 e 7 – na última, com Trubisky lançando a bola apenas SETE vezes ao longo de toda a partida. A dupla de patetas formada por John Fox e Dowell Loggains eram extremamente arcaicos e conservadores e os Bears não eram interessantes de se assistir.

Com efeito, a equipe venceu apenas dois dos seus últimos nove jogos – incluindo uma sequência de cinco derrotas consecutivas e não foi qualquer ameaça dentro da NFC North, tendo perdido todos os jogos intradivisão. Ao fim da temporada, John Fox foi demitido do posto de treinador principal, assim como Dowell Loggains não foi mantido como coordenador ofensivo.

Como foi a free agency do Chicago Bears?

Chegadas: Allen Robinson (WR, Jaguars); Trey Burton (TE, Eagles); Taylor Gabriel (WR, Falcons); Cody Parkey (K, Dolphins); Chase Daniel (QB, Saints); Aaron Lynch (LB, 49ers); Earl Watford (RT, Cardinals); Bennie Fowler (WR, Broncos).

Saídas: Kendall Wright (WR, Vikings); Cameron Meredith (WR, Saints); Tom Compton (G, Vikings); Cairo Santos (K, Jets); Christian Jones (LB, Lions); Mitch Unrein (DT, Buccaneers).

Os planos dos Bears na free agency foram claros desde o primeiro dia de offseason: o time sabia que precisava de entregar melhores alvos a Mitchell Trubisky de forma a ajudar em seu desenvolvimento. Com efeito, reforçar a posição de wide era o ponto mais essencial no mês de maio, principalmente com Cameron Meredith disponível no mercado sob a alcunha de restricted free agent.

O time de fato perderia Meredith, que rumaria aos Saints com um contrato de dois anos. Todavia, a posição seria completamente reformada, com a chegada de três novos jogadores: Bennie Fowler não deve ter papel tão determinante, mas Taylor Gabriel será uma arma importantíssima para abrir espaços com sua velocidade e em packages específicos desenhados por Matt Nagy; por fim, Allen Robinson – o principal jogador da posição disponível no mercado – assinou por um contrato de 42 milhões e três anos. Com esse investimento, Chicago se tornou o terceiro time que mais gasta com wide receivers em toda a NFL; em 2017, a equipe foi apenas a 21ª

Como foi o Draft do Chicago Bears? 

Rodada 1escolha 8: Roquan Smith, LB, Georgia
Rodada 2escolha 39: James Daniels, iOL, Iowa
Rodada 2escolha 51: Anthony Miller, WR, Memphis
Rodada 4escolha 115: Joel Iyiegbuniew, LB, Western Kentucky
Rodada 5escolha 145: Bilal Nichols, DT, Delaware
Rodada 6escolha 181: Kyle Fitts, DE, Utah
Rodada 7escolha 224: Javon Wims, WR, Georgia

Leia também: PROClub: Análise do Draft – Chicago Bears

A necessidade de reforços para o interior da linha ofensiva e para o corpo de linebackers eram mais do que óbvias no Chicago Bears. Com Quenton Nelson escolhido antes pelos Colts, não sobrou dúvida na cabeça de Ryan Pace, general manager de Chicago: Roquan Smith veio e já é um forte candidato para ser calouro defensivo do ano.

Na segunda rodada, os Bears deram a sorte de verem duas oportunidades se materializando. A primeira foi a queda de James Daniels, guard/center de Iowa. Se a classe de linha ofensiva interior (guard/center) era profunda, a de flanker/slot também era. Anthony Miller estava disponível no meio da segunda e os Bears trocaram “para cima” para escolhê-lo.

Análise da tabela do Chicago Bears

CASA: Detroit Lions, Green Bay Packers, Minnesota Vikings, Los Angeles Rams, Seattle Seahawks, New England Patriots, New York Jets, Tampa Bay Buccaneers

FORA: Detroit Lions, Green Bay Packers, Minnesota Vikings, Arizona Cardinals, San Francisco 49ers, Buffalo Bills, Miami Dolphins, New York Giants

As altas expectativas da mídia geral serão postas a prova nas primeiras duas semanas, já que Chicago começa o ano contra o arquirrival Green Bay no Sunday Night Football e, na semana seguinte, recebe Seattle no Monday Night Football. Dois jogos dentro da forte conferência antecedem a bye, na semana 5.

Voltando da folga, os Bears tem quatro jogos consecutivos contra equipes fora da conferência – Dolphins, Patriots, Jets e Bills, em ordem. O momento mais crucial da temporada vem na sequência, com três jogos seguidos contra times de dentro da divisão. O mês de dezembro apresenta os maiores desafios, com visitas de Packers e Rams e viagens para defrontar 49ers e Vikings.

O que esperar do ataque do Chicago Bears em 2018?

Prováveis titulares: Mitchell Trubisky, Jordan Howard, Allen Robinson, Kevin White, Taylor Gabriel, Trey Burton, Charles Leno, Bradley Sowell, Cody Whitehair, Kyle Long, Bobby Massie

Quando o rap de Tim Tebow se tornou popular em 2011 e uma das linhas era “run, pass, option, I think that’s my game“, ninguém imaginava que ele estaria se referindo inteiramente ao ataque dos Bears de 2018, mas aqui estamos.

Ok, foi uma introdução horrível. Porém, não tão ruim quanto o atroz ataque dos Bears de 2017. No jogo da semana 7 contra Carolina, por exemplo, Chicago teve apenas 37 jogadas ofensivas na partida INTEIRA, e em apenas sete dessas ocasiões Mitchell Trubisky lançou a bola. O dado mais estranho de tudo isso é que mesmo assim o time de Illinois venceu um forte adversário. No total, Trubisky lançou a bola apenas 330 vezes em toda sua temporada de calouro, um número extremamente baixo. Alarmante, porque ele precisava justamente de repetições após poucos jogos como titular em North Carolina.

Bem, John Fox e Dowell Loggains, os arquitetos desse ataque abominável, torturante e hediondo ataque, foram chutados da organização. Em troca, Matt Nagy foi importado de Kansas City para transformar o ataque dos Bears em algo mais moderno e vertical. Junto dele, Mark Helfrich volta as sidelines depois de um breve período como analista e, tendo passado seus últimos oito anos em Oregon, os conceitos modernos e explosivos da spread offense dos Ducks certamente se farão presentes.

Mas, sem dúvida, a principal fundação ofensiva de Chicago será a run pass option. O conceito surgiu na última década no College Football, mas se tornou popular apenas em 2017 quando Philadelphia obteve a reputação de propulsor das famosas RPOs e terminou o ano com o primeiro título da franquia em mais de 50 anos. A ligação entre Pederson e Nagy? Ambos fazem parte da coaching tree de Andy Reid, atual treinador de Kansas City Chiefs e ex-chefe de ambos treinadores.

Essa junção de conceitos de RPOs e spread offenses vai ser certamente benéfica a Trubisky. Além disso, as utilizações de personnel variado serão um elemento muito bem-vindo: o calouro teve maior % de sucesso quando os Bears aplicavam formações com dois tight ends em campo. Para melhorar essa situação, um investimento maciço na free agency foi realizado em Trey Burton, que mesmo na condição de TE3 no Philadelphia Eagles deixou mais do que claro que pode assumir a condição de titular em vários times: Burton se mostrou extremamente produtivo quando chamado… o grande problema na Pennsylvania era estar no mesmo time de Zach Ertz.

Burton não foi o único novo alvo de Trubisky a ser muito bem pago ao longo de março. A contratação mais importante para os Bears na free agency atende pelo nome de Allen Robinson, recebedor provindo do Jacksonville Jaguars e que, mesmo tendo perdido a última temporada na sua totalidade por conta de uma grave lesão, representa uma melhoria instantânea nesse grupo. Robinson assumirá a condição de X receiver, ou seja, aquele que na maioria das vezes vai se alinhar isoladamente num lado do campo, longe do slot. A condição essencial para ser o X de alguma equipe é ter controle sobre suas rotas e velocidade para se separar da marcação, já que ele não pode estar se movimentando antes do snap. Robinson provou ser capaz disso em seu período na Florida e por isso o investimento de 14 milhões por ano no jogador é bastante válido.

Kevin White seria uma adição fenomenal a esse ataque se ele estivesse saudável, mas isso não é certeza alguma – White tem três anos na liga e em todos eles se machucou com gravidade noício da temporada, então criar esperança numa contribuição da antiga escolha de primeira rodada é dar margem para uma forte desilusão.

A outra adição relevante para a posição chegou em março, com Taylor Gabriel assinando por quatro anos. Trubisky foi melhor lançando passes longos para o meio (119 de passer) se em comparação com qualquer outra faixa do campo, e essa é uma área onde Gabriel pode se destacar por conta de sua velocidade. O recém-draftado Anthony Miller não se projeta como um titular no atual momento, porém acredite: ele vai se tornar um excelente alvo para Trubisky a medida que a temporada avança, seja no slot, seja no outside.

O interior da linha ofensiva perdeu um sólido jogador em Josh Sitton quando os Bears decidiram declinar a opção que lhe manteria no elenco em 2018. Bradley Sowell é seu substituto, mas Chicago certamente ficaria agradada se o calouro James Daniels se mostrasse pronto par a titularidade o mais cedo possível. A equipe já possui um guard de elite em Kyle Long e um ótimo em Cody Whitehair; Daniels, recém-draftado de Iowa, pode atuar em ambas as posições, e um trio formado por Daniels-Whitehair-Long seria um dos melhores interiores ofensivos da liga. A dupla de tackles não recebe muita atenção, mas é sólida.




Com uma boa linha ofensiva abrindo espaços pela frente, nada mais natural que um jogo corrido que seja consistente. Ajuda ainda mais quando em seu backfield você tem Jordan Howard e Tarik Cohen, dois jogadores consistentes e que, principalmente, são úteis também em jogada de passe. Howard surgiu como uma estrela improvável em 2016 e seu desempenho, não tão impressionante na última temporada, foi ainda acima da média. O jogo aéreo não funcionou consistentemente em 2017, e isso dificultou bastante a vida do running back. No caso de Tarik Cohen, os Bears obtiveram sucesso com ele especialmente em jogadas de segunda descida, passando a bola com Cohen saindo do backfield. Chicago foi um dos times que menos utilizou dois running backs em campo ao longo do último ano, e isso deve mudar com Nagy e Helfrich desenhando o ataque.

Por fim, o mais importante. Mitchell Trubisky provavelmente vai ter um desenvolvimento bastante acentuado se compararmos seus níveis com relação a 2017, principalmente se compararmos as tendências ofensivas de Nagy com o que o então calouro melhor apresentou no último ano – formações em shotgun, movimentações pré-snap, lançamentos verticais… enfim. Tudo conspira para um bom desempenho do ataque dos Bears no geral.

Mais prévias de temporada – essas, exclusivas dos nossos assinantes, assine agora mesmo o ProClub!
🔒 PRÉVIAS 2018 – Na forte NFC South, o que esperar do Tampa Bay Buccaneers?
🔒 PRÉVIAS 2018 – Começa a Era Sam Darnold nos Jets
🔒 PRÉVIAS 2018 – Von Miller é uma lenda, mas o ataque “novo” dará conta do recado em Denver?

O que esperar da defesa do Chicago Bears em 2018?

Prováveis titulares: Akiem Hicks, Eddie Goldman, Jonathan Bullard, Khalil Mack, Roquan Smith, Danny Trevathan, Leonard Floyd, Kyle Fuller, Prince Amukamara, Eddie Jackson, Adrian Amos

Olhando para a lista de titulares nesse lado da bola, uma coisa fica clara: os Bears possuem um grande upside. O problema é que para o grupo desenvolver totalmente seu potencial, uma grande quantidade de “se” faz-se presente, em todos os níveis da defesa. A julgar pelo nível dos adversários de 2018, Chicago precisará que várias dessas incógnitas tendam para o lado positivo.

A manutenção de Vic Fangio no cargo é um ótimo primeiro passo. Fangio é agora um dos coordenadores mais bem pagos da liga e, mais uma vez, terá total liberdade para fazer o que quiser com a defesa dos Bears. Ajuda que Chicago retorne nove dos onze titulares da defesa no último ano – o coordenador chegou a comentar em entrevistas o quanto essa continuidade é importante.

Quando chegarmos na seção de notas para grupos isolados, os ficarão bem perto de uma nota máxima. O que tira o 5 dos Bears é que Bryce Callahan retorna como o nickel e, embora muito rápido, Callahan está longe de um grande jogador para a posição – os especialistas criticam muito seu tempo de reação e recuperação nas jogadas.

Esse é o único ponto negativo na secundária, contudo. Os Bears utilizaram nickel em 64% das vezes, a nona maior marca da liga. Com a exceção de Callahan, você pode argumentar que a equipe possui uma das melhores secundárias da NFL. Kyle Fuller recebeu uma extensão gigante depois de atingir a free agency na condição de RFA, sendo uma aposta válida apesar de sua inconsistência: Fuller consegue cobrir os principais recebedores dos adversários, mas terá de provar que o ótimo 2017 não foi apenas uma exceção. No outro lado do campo, Prince Amukamara é alguém que você confiaria a condição de cornerback #2, mesmo que sua carreira até aqui tenha sido bastante decepcionante.

Se Adrian Amos conseguir manter o altíssimo e surpreendente nível de 2017, isso só pode ser bom aos Bears. Depois de dois anos iniciais inconsistentes na NFL, Amos se tornou uma peça chave na secundária, praticamente perfeito nos tackles, consistente na marcação no fundo do campo e também ótimo cobrindo o. Já Eddie Jackson foi surpreendentemente bem na sua temporada de calouro, embora seu desempenho marcando a corrida precise de refinamento. Isso virá com o tempo.

No sistema de Vic Fangio, uma função essencial dos defensive linemen é a de ocupar gaps na defesa para que os EDGEs consigam atacar o quarterback (sim, isso é importante em qualquer esquema; no 3-4 de Fangio, todavia, essa importância é redobrada). Para isso, os Bears tem a sorte de contar com Akiem Hicks – discutivelmente o melhor defensive end em sistemas 3-4 da liga – no time. Hicks é praticamente impenetrável e chamar corridas por seu lado do campo é implorar por um tackle para a perda de jardas. Do outro lado da linha, o time conta com um breakout year de Jonathan Bullard para dar um passo a frente na unidade. Eddie Goldman é um nose clássico, excelente contra a corrida e não tão bom contra o passe.

Um lembrete importante com relação ao front seven – e mais especificamente sobre a linha defensiva – é que, ainda que o pass rush fosse consistente em 2017, (42 sacks, sétima maior marca da liga), a rotação era bastante fraca. Existiam bons nomes, mas não bons reservas.

Isso se resolveu recentemente, quando finalmente chegamos aos linebackers, que são o fator mais interessante na defesa dos ursos. Se Aaron Lynch e Leonard Floyd tiverem anos condizentes com seus respectivos potenciais, as linhas ofensivas da NFC North terão muito trabalho para bloqueá-los. Lynch já demonstrou alto potencial noício de sua carreira em San Francisco, contudo, nunca o desenvolveu de forma consistente. O caso de Leonard Floyd é outro que merece um olhar mais atento: escolhido no top 10 pela organização no Draft de 2016, Floyd demonstra ser um ótimo jogador quando saudável; o X da questão é que em dois anos de carreira, o linebacker já perdeu 10 jogos por diversas lesões.

A resolução do problema veio quando os Bears trocaram duas escolhas de primeira rodada pelo EDGE Khalil Mack, que alinhará como outside. Mack foi o melhor jogador defensivo de toda a NFL há apenas dois anos, vive seu auge e chegou a Chicago num move excelente da franquia, ao mesmo tempo que horrendo de Oakland. O jogador dispensa qualquer apresentação: se os coordenadores ofensivos não planejarem em toda e qualquer partida uma forma de limitá-lo, ele irá destruir qualquer adversário.

Uma peça vital para a defesa será Roquan Smith, selecionado na oitava escolha geral da última classe. Outra peça vital no esquema de Fangio são inside capazes de cobrir de sideline a sideline, além de reagirem rápido as jogadas para preencher os gaps citados no parágrafo de linha defensiva. O atleticismo e a capacidade de cobertura de Smith eram os pontos mais comentados como suas fortalezas saindo de Georgia e ele não só assumirá a titularidade como será vital em todo o esquema de Fangio desde o primeiro dia.

Como dito no parágrafo inicial, uma grande quantidade de “se” precisam pender a favor de Chicago para que a defesa tenha um grande ano. Se Jonathan Bullard tiver um ano de destaque, se Adrian Amos manter o nível da última temporada, se Leonard Floyd se mantiver saudável, os Bears podem ter uma das melhores defesas da liga. Se.

Nota resumida de cada um dos grupos do time:

QB: 3/5 – RB: 4,5/5 – WR: 3,5/5 – TE: 4/5 – OL: 3,5/5

DE: 3,5/5 – NT: 3/5 – LB: 5/5 – DB: 4,5/5

Com um time ainda bastante jovem, os Bears se colocam em ótima posição para o futuro e, se não por uma tabela dificílima em 2018, poderíamos estar falando de um dos times que seriam o candidato a surpresa do ano. Com a recém-chegada de Khalil Mack, o grupo de linebackers é o ponto mais forte da equipe; fique atento também a secundária, com um grupo jovem mas que já se provou bastante competente ao longo da temporada passada

A grande pergunta

2017 apresentou dois times jovens que deram um imenso salto com quarterbacks em seu segundo ano. Esse será o destino do Chicago Bears em 2018?

Os Bears certamente são o time mais indicado para um salto semelhante ao de Eagles e Rams em 2017. São muitas as semelhanças, como por exemplo um treinador inexperiente e de mentalidade ofensiva, que chegou com pompa ao cargo e que acredita-se que desenvolverá melhor o quarterback jovem do time. A principal diferença é que, enquanto Philadelphia e Los Angeles estavam em divisões não tão difíceis, a NFC North em 2018 tem além de Chicago três outros times que certamente estarão brigando por uma das vagas disponíveis na pós-temporada.

A realidade é que, embora uma ótima melhora seja esperada (não só pela junção de Trubisky com Matt Nagy mas também pela notável melhora do elenco à volta do quarterback), Chicago não parece ainda um time capaz de competir igualitariamente com Minnesota e Green Bay. A melhora acontecerá, porém não em nível suficiente para um destino semelhante.

CENÁRIOS PARA 2018

Qual cenário seria o dos sonhos para o time? Semelhante aos Eagles de 2017, o quarterback da equipe se desenvolve de maneira acentuada e o ataque, desenhado por um mestre ofensivo, adentra o grupo dos melhores da liga. Na defesa, o salto de qualidade de Leonard Floyd se soma as chegadas de Khalil Mack e Roquan Smith e a unidade progride. Os Bears não só chegam a pós-temporada como vencem um jogo em janeiro.

Qual cenário seria um desastre para o time? Trubisky estaciona em seu progresso, o que limita totalmente o ataque da equipe. Kyle Fuller, depois de sua renovação multimilionária, volta a ter um ano inconsistente, e a secundária como um todo regride. Mesmo com um ataque balanceado, Chicago não ultrapassa as cinco vitórias na forte NFC North e Ryan Pace é demitido ao fim do ano.




Qual cenário é o mais realista para o time? Trubisky tem seu progresso acelerado pela melhora em seus alvos e um treinador competente no comando do ataque; as chegadas de Roquan Smith e Khalil Mack são essenciais para o front seven, que não depende mais essencialmente de Leonard Floyd e Akiem Hicks. Mesmo assim, com uma NFC North fortíssima em sua frente somada a inexperiência do time, os Bears melhoram o record, mas não o suficiente para brigarem pela classificação aos playoffs.

Previsão final do Chicago Bears em 2018: Eliminado na temporada regular com oito vitórias.

Clique aqui e confira o índice completo das prévias de temporada.


“proclubl"

Gostou desta prévia?

As demais serão exclusivas de nossos sócios ProClub, que acreditam em nosso projeto e fomentam nosso conteúdo. Caso você se interesse, clique aqui e aproveite uma oferta com 30% de desconto no plano anual – você tem 7 dias grátis para testar.